Emma sentiu um frio percorrer pela sua espinha, seus batimentos eram instáveis, não sabia o que dizer e muito menos como explicaria para sua mãe aquelas marcas de batom. Estava em um beco sem saída, tentou pensar rápido e Mary a olhava como um cão raivoso.
- Do que está falando? – tentou dar uma de desentendida.
- Não se faça de boba! Você deixou todos nós e saiu com aquela mulher. Para onde você foi? - perguntou Mary bufando.
- Mãe, eu… Regina e eu, nós… - Emma tentou dizer, mas algo a fez desistir.
Mary franziu o cenho tentando entender o que a filha estava dizendo.
A loira não sabia o que dizer, era uma saia justa sem fim. Pensou em acabar com tudo ali e dizer que era lésbica e que Regina era sua namorada, mas lembrou-se de que Mary sofreu muito com a sua separação com David. Passava mal todos os dias, seu emocional foi para o espaço, sua pressão subia consideravelmente e temia que a mãe não aguentasse tal notícia.
- Regina e eu tivemos um compromisso com o pessoal do trabalho… - disse Emma gaguejando.
- Que compromisso, Emma? O que é mais importante do que o casamento de Lily? Isso não justifica o estado em que você está! - disse Mary tentando limpar a marca de batom que estava no pescoço de Emma.
A loira ficou sem jeito e disse a primeira explicação aceitável que passou em sua cabeça.
- É que nos juntamos pra testar um novo batom, que… Que… Tem função de… Arde… Esquent… Esquentar! É! Foi só uma brincadeira comum e com a finalidade de teste! - disse Emma perdendo-se.
Mary soltou o ar dos pulmões para tentar livrar-se do estresse que a filha estava lhe causando. Não sabia mais o que fazer para que a loira fosse menos desligada com os compromissos familiares.
- Você não tem um pingo de responsabilidade, Emma! Não quero mais saber de você fugir da sua família pra transar sabe-se lá com que tipo de homem! - disse Mary fitando Emma.
A loira não quis justificar, sabia que não daria em nada e que viver uma vida dupla estava cada dia mais complicado. Mary Margaret não desconfiou de que Emma estava com marcas de batom de uma mulher, aliás, ela jamais cogitou a possibilidade da filha ser lésbica. Desconfiou da desculpa de Emma, mas nunca imaginou que ela poderia estar envolvida com outra mulher.
- Neal virá almoçar aqui amanhã, não quero mais desculpas. - disse Mary enquanto Emma dava as costas.
A loira virou-se frustrada em direção a mãe, pois tinha um compromisso inadiável com Regina. Não pôde acreditar que Mary estava fazendo isso com ela, marcando encontros com homens sem antes consultá-la.
- Por que fez isso? - perguntou Emma com o semblante sério.
- Eu só quero o seu bem! Você não pode fazer essa desfeita já que o deixou sozinho naquela mesa e a senhorita está em dívida comigo! - disse Mary.
- Que dívida? - perguntou Emma sem entender.
Mary fez uma expressão que fazia Emma sentir pena.
- Eu queria tanto que você ficasse mais ao meu lado e que ao menos uma vez na vida, fizesse algo por mim, filha… Eu me sinto tão só… Por favor, não faça essa desfeita. Se não ficar por ele, fique por mim que sou a sua mãe. - pediu Mary fazendo Emma sentir-se culpada por ter estado tão ausente nestes últimos meses.
Mary sabia exatamente como pressioná-la a fazer a sua vontade. A loira sentiu o peso de sua consciência e sabia que a mãe tinha razão de certa forma, mas elas estavam em situações tão diferentes, tão distantes, que a loira pensou que talvez estava sendo egoísta em fazer apenas as suas próptias vontades.
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O sabor do pecado
FanfictionO destino muita vezes nos prega peças. Um simples fato do acaso pode nos unir a alguém que pode mudar as nossas vidas completamente. Emma Swan conhece Regina em uma situação incomum e nesse encontro inesperado acaba recebendo uma proposta de emprego...
