Capítulo 40

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Daniela- ON

Sai da casa de Naiara nos prantos e desci o morro com o coração destruído. Fiz a maior burrada da minha vida quando quis me entregar para aquele monstro. Meu pai foi um desgraçado durante toda a minha gravidez. Enquanto eu estava grávida do Jake, ele colocava os amigos drogados dele dentro de casa e nem notava as maldades que os próprios faziam comigo. Fui espancada por todos e quase cheguei a ser abusada por 4 de uma vez.

Foi horrível aquela época.

Comecei a caminhar com a vista toda embaçada até chegar na praia. Me sentei num banco em frente ao mar e chorei. Desabei ali como se o mundo fosse acabar hoje. Mas para mim, vai acabar mesmo.

Não estava nem aí para as pessoas que passavam ao meu redor e olhavam o meu desespero. Elas não iam me ajudar.

Alguém parou na minha frente. Um cara todo de preto e encapuzado. Olhei bem no fundo dos seus olhos e o mesmo sorri. Reconheceria aquele sorriso em qualquer lugar do mundo.

Vinicius: Espero que você já tenha chorado o suficiente. Não estou a fim de ouvir seus gemidos. Mentira, em outras questões sim! - Sorriu malicioso.

Daniela: Me deixa em paz, por favor! - Minhas lágrimas ainda desciam e meu corpo tremia. - Deixa eu viver minha vida...

Vinicius: Já te mandei o papo. - Me pegou pelo cabelo. - Você vai morrer, tá ligada? Não adianta! Teu coroa fez a decisão dele...

Daniela: Por favor! - Senti uma ardência no meu rosto. Ele tinha me dado um tapa ali na frente de todo mundo.

Vinicius: Espero que você esteja preparada para o que vai te acontecer. - Apertou forte o meu braço e me arrastou até um carro preto. - Entra logo nessa porra! - Ele me jogou no banco de trás e entrou no banco do passageiro em seguida.

Me encolhi no banco e comecei a chorar baixinho. O motorista conversava com o Vinicius sobre alguma coisa de quartinho e planejavam coisas horríveis.

Me tremi toda e orei baixinho.

[...]

Depois de um tempo na estrada, o cara estacionou o carro e desceu rapidamente. Vinicius estava bolando um bek quando senti alguém me puxar pelas pernas. Cai no chão e bati a minha cabeça com tudo na porta do carro.

xXx: Levanta sua vadia! - Ordenou gritando.

Com muita dificuldade, me levantei e tentei me equilibrar. Olhei para os lados e não tinha nada. Nenhum carro passando para ajudar e nenhuma casa para que eu pudesse pedir socorro.

xXx: Começa a andar, caralho! - Deu um tiro pro alto e eu me assustei. Corri até a porta da casinha antiga e esperei para que aquele cara pudesse abri-la. Ele se aproximou e escancarou a mesma.

Dentro dela tinha 8 homens. Todos armados até a boca e com os olhos vermelhos.

xXx: Chefe falou para vocês darem aquele trato! - Me empurrou para dentro da casinha. - Daqui a pouco ele entra e começa a segunda parte da festa. - E assim, ele fechou a porta e me deixou lá dentro sozinha com aqueles caras.

Ambos se levantaram ao mesmo tempo e se aproximaram de mim. Me afastei até sentir o gelado da parede e abaixei perto da mesma tentando me esconder. Agarrei meus joelhos e comecei a chorar.

Senti pegarem no meu cabelo e logo começaram a me arrastar. Me jogaram no meio do barraco e começaram a me bater. Fui recebida por golpes. Eles me davam murros e tapas. Depois começaram a me chutar com toda a força.

Meu nariz tava sangrando e eu sentia uma dor enorme na minha cabeça. Aquele era o meu fim. Não vou sair viva daqui com esses 8 drogados.

Eles me pegaram pelos meus braços e minhas pernas e começaram a me balançar.

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