16

5.5K 369 12
                                        


— Ele é um filho da puta. — Gabi fala bebendo seu terceiro copo de tequila. — um tremendo filho da puta.

Já estávamos bastantes alteradas, por conta da bebida.

Mas quer saber? Foda-se.

Só estávamos vivendo.

E curtindo o momento.

— Em cada tapa que ele me deu, foi como um tiro. — ela parece pensar — Quer saber? Eu vou trair ele.

Ela se levanta decidida, mas logo cai pois eu a puxo.

— Qual é Manuela, deixa eu da. Oxe ele não tava lá comendo aquela puta? Agora é minha vez de da pra um homem de verdade.

— Você está louca? Gabriela. O Lucas te mataria. Ele é um doente.

Falo com raiva.

— Foda-se pelo menos morreria feliz. Você sabe como é transar com o mesmo cara a anos? Não conhecer uma piroca nova sequer. Eu hein tô fora. Quero conhecer novos horizontes.

Não sei se era por conta do álcool que ela falava tudo isso.

Ou se é a mais pura verdade.

Começo a rir.

— Do que está rindo maluca.

— To imaginado aqui.

Continuo rindo

— Lucas vendo você e um carinha trepando e pah todo mundo morre.

Ela ri junto comigo.

— Eu hein.

Estávamos conversando rindo, até que vejo Gustavo se aproximar.

— Bora. — ele me olha.

— Eu não vou.

Dou de ombros, bebendo mais do licor em meu copo.

— Colfoi?

— Eu e a Gabi estamos nos divertindo.

— VAMOS DA. — ela grita rindo e eu a repreendo com o olhar.

— Como é?

— Vamos da. Ixe alemão sabe o que é isso não?

Ele a encara nada contente.

— Gabriela vai pra lá com o menor vai.

— Vou nada. Deixa ele lá comendo aquelas putas, que eu vou é experimentar novos horizontes.

Não contenho a risada

— E a Manu vai comigo. — ela me puxa.

— Vai porra nenhuma. Tá tirando.

— Ih fi, que eu sabe vocês tem nada não.

— Exatamente.

Sorriu o olhando.

— Vai pra porra Gabriela.

De longe vejo Lucas se aproximar.

— Vamos embora loira. — ele gruda na cintura dela, mas ela nega o empurrando.

— Sai fora.

— Colfoi fia. Tá maluca? Tá querendo apanhar na frente de todo mundo rapá.

— Menor. Me erra.

Ela sai andando, mas ele puxa seu cabelo fazendo ela cair no chão.

— VAMOS EMBORA PORRA.

vejo o vermelho em seus olhos. Essa peste está drogado.

Menor.. Deixa ela. — falo tentando entrar no meio dos dois.

— Manuella não se intromete. — Gustavo fala me encarando sério.

O olho sem acreditar.

Ele não vai fazer nada?

Absolutamente nada?

Porra ele não é o chefão daqui? Cadê a disciplina do lugar?

Vai deixar a garota apanhar na frente de todos? Como se isso fosse um show para a plateia assistir?

Eu hein.

— Vamos Gabi. — Puxo ela de suas mãos.

Ele me olha com raiva.

— Ela não vai pra lugar algum caralho.

Ele tenta me enfrentar.

— Abaixa a bola aí menor, deixa a mina.

Gustavo fala assim que menor da um passo a frente..

Céus ele ia mesmo me bater? Que filho da puta.

Pego na mão da Gabi e saímos de lá... Sem olhar pra trás.

— Você está bem? — mesmo sabendo a resposta, eu precisava que ela falasse alguma coisa.

Ela apenas nega, e chora.

— Vamos na casa de um amigo meu.. É bem perto.

Caminhamos em passos curtos, até chegar em frente a casa do Chris.

Espero que ele esteja aí.

— CHRIS.. — grito do portão.

Uma... Duas.. Vezes e nada.

Na terceira vez ele sai.

— Espero que seja algo importante, porque estava ocupado.

Sorriu para ele.

— Podemos entrar?

Assim que ele olha pra Gabi e vê sua situação, ele corre até nos.

— Céus... O que aconteceu?

— Uma longa história.

— Esperem um minuto.. Tenho que dispensar meu boy aqui.

Ele vai até o portão.

— Você está acompanhado? Ah desculpe.. Voltamos mais tarde e...

— Não. Aqui estão, aqui vocês ficam.

— Mas e vocês? Não vamos atrapalhar sua noite?

— Já gozei muito hoje.

Ele sorri e vai até lá, depois de minutos ele sai.

— Ué cadê o cara?

— Foi pela janela.. Sabe como é né, puro sigilo as coisas.

Sorriu entrando junto de Gabi na sua casa.

Gabi até agora não havia falado nada.

— Está melhor?

— Sim..

Ela suspira.

— O que você pretende fazer?

A olho.

— Ir embora daqui. O mais rápido possível.

Eu e Chris nos olhamos sem entender.

— Ele te mataria.

Chris sussurra, mesmo sem saber exatamente o que aconteceu. Acho que ele desconfiava.

— Não importa... Aliás ele já me matou.


Continua...

amor proibido [morro] Onde histórias criam vida. Descubra agora