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Meu pai.
O que ele está fazendo aqui?!

Me levanto indo até onde ele estava.

Alguns caras estavam o segurando o impedindo de vir até a mim.

pai.

Minha voz sai quase em um sussurro.

Ele me olha.
Com lágrimas nos olhos.

— filha..

Ele se solta dos vapores e cai sobre o chão.

Fico o olhando com lágrimas nos olhos.
Que dor... ver meu pai assim.

Apesar de todo mal que ele me fez.
Ele ainda é meu pai.
O homem que sempre cuidou de mim.
O cara que no fundo só queria me proteger!

— me desculpa minha filha... Por favor.

Sinto uma mãozinha colando na minha.
Olho vendo que kauan estava aqui.
Ao meu lado. Olhando tudo sem entender nada!

Meu pai olha pro kauan e depois pra mim.

Solto da mãozinha do kauan e sorriu pra ele, tentando passar uma segurança que seja pra ele.

Caminho calmamente até meu pai, e me abaixo ficando a sua altura.
Já que ele estava caído sobre o chão.

— pai...

Digo pegando em sua mão.

— filha..

E então ele me abraça
Me abraça como nunca
Passando todo essa segurança para mim.
Todo o carinho que não passou esses meses.

— me perdoa.. me perdoa Manuella. Me perdoa.

Essas foram as únicas palavras que eu consigo ouvir dele.

Pois depois ele desaba em choro.
Chorando como nunca.

eu nunca o vi assim.

Tão desamparado... Tão frágil.
Tão triste.

Olho pro Gustavo, o mesmo que encarava aquela cena sem demonstrar reação alguma.

Limpo as minhas lágrimas e me levanto.
E com a ajuda dos meninos consigo levantar meu pai.

O levo comigo para dentro da casa da Gabi.
Ela abre o caminho e lhe dá um copo de água.

Olho pro meu pai sentado sobre aquele sofá.
Ainda posso ouvir seu choro.

Me aproximo dele ficando frente a frente.

— eu te perdoou.

Digo o olhando.
Notando como aquelas simples palavras significaram para ele.

Vendo um sorriso brotar em seus lábios.

— você não sabe como é bom ouvir isso.

Fico em silêncio o olhando

Quem diria... Senhor Derek Cooper.
Aqui no complexo, mais uma vez!

Mas agora não é pra arrumar confusão... e sim pedir perdão!

— quem é ele?

Meu pai diz assim que kauan se aproxima.

Pego na mão do kauan, já sorrindo.

— por que tá chorando mamãe?

— não é nada filho.. A mamãe só está feliz.

Digo o olhando, depois encaro meu pai que olhava tudo aquilo sem entender muito.

— bom pai, esse aqui é kauan. Meu filho.

— seu filho? Mas como...

— depois explico melhor tudo... Mas sim kauan é meu filho.

— quem é esse mamãe?

Kauan diz todo inocente

— seu vovô meu amor.

— eu.. eu tenho vovô?

— sim.. Você tem.

Meu pai diz.
Me fazendo sorrir ainda mais.

Já mais calmo, meu pai se levanta do sofá e caminha em nossa direção.

Estende sua mão pro kauan, e meu bebê pega em sua mão.

E os dois se abraçam.
Que cena linda.

— tá vendo papai eu tenho vovô.

Kauan diz sorrindo olhando o Gustavo.
O mesmo que estava encostado no batente da porta.

— tô vendo filhão.

— é eu quero pedir desculpas pra você Gustavo.

Meu pai fala indo até ele.

— eu sei que errei, que queria seu mau, mas espero que você entenda que eu só não queria perder minha filha.

Gustavo fica quieto

— foi um susto pra mim saber que ela estava apaixonada por um traficante. Não que agora eu apoiei isso, mas estou disposto a fazer qualquer coisa pra ter o amor da minha filha novamente.

— esse traficante aqui que faz sua filha feliz. E independente do que você goste ou não, não vai mudar porra nenhuma.

Gustavo diz se aproximando e pegando em minha cintura.

— bom... Pai como você viu, eu estou feliz. Tenho uma família maravilhosa, e um marido que amo mais que tudo. Essa é a vida que escolhi para mim. É com eles que quero ficar.

— eu sei minha filha, e eu aceito sua decisão.

Sorriu.

Agora sim.

Eu estava completa.

Com meus amores ao meu lado.

Meu filho, meu pai.

E meu Gustavo, o homem da minha vida.

amor proibido [morro] Onde histórias criam vida. Descubra agora