Limpando e limpando na sala, até que ouvi passos pesados que desciam as escadas, vi Ross a descê-las esfregando os olhos.
- Olha, tens alguma coisa para a dor de cabeça? – Perguntou.
- Dói-lhe?
- É para isso que te estou a pedir, não? – Disse chateado.
- Vou ver – disse indo para o quarto.
Vasculhei o meu quarto todo até que encontrei uma caixa de primeiros socorros com vários medicamentos e tirei o que servia para a dor de cabeça, saí do quarto e fui à cozinha buscar um copo de água.
- Quem quer água? – Perguntou Glória ao ver-me encher um copo.
- O senhor que anda de ressaca hoje, dói-lhe a cabeça e anda com um mau-humor que nem te conto.
- Isso já eu esperava – respondeu.
Saí da cozinha rumo à sala, viu-o sentado no sofá grande e fui ter com ele.
- Aqui tem.
- Ah! Está bem – disse agarrando no copo e no comprimido – Parece que a minha cabeça vai explodir.
- Imagino.
- A que horas cheguei ontem à noite? – Perguntou.
- Às três da manhã – respondi.
- Não me lembro de nada.
- Bom, tenho de ir fazer várias coisas, com licença – disse deixando-o sozinho e ignorando-o.
A Rydel não estava, não tinha com quem brincar um pouco e Riker estava a estudar, o bom disto tudo é que hoje era sexta-feira e na segunda-feira começavam as sessões de terapia da minha irmãzinha, estava preocupada com isso. Seria a pior notícia do mundo para uma menina de 7 anos não poder andar o resto da sua vida toda como uma pessoa normal, sentir-se-ia mal ao pé dos outros meninos, não conseguia desenvolver-se normalmente e sentia-se um estorvo, coisa que para mim era o contrário, estava determinada a fazê-la feliz e ajudá-la em tudo o que possa.
Já eram dez da noite, Rydel tinha chegado do colégio esgotada por isso fechou-se no seu quarto a desenhar, Glória estava mais cansada do que o normal por isso foi mais cedo para casa, Riker levou o dia inteiro a estudar e agora estava a dormir, Amanda estava fechada no seu quarto a ver televisão enquanto pintava as unhas e Ross estava no seu quarto a fazer não sei o quê enquanto eu estava ao pé da piscina a ver a vista.
Fazia muito frio, a água devia estar gelada, a noite era silenciosa, só se ouvia o som dos grilos e das rãs, estava à beira da piscina porque apesar de não saber nadar sabia que algum dia haveria de aprender.
Os meus pensamentos foram interrompidos por um som estranho por de trás de mim, olhei para trás mas não vi ninguém, de certeza que eram insetos ou os cães que havia na casa.
Passado um minuto voltei a ouvir aquele ruído, fiquei quieta por um momento e de repente voltei-me para trás e vi uma pessoa com uma máscara negra, estava toda vestida de preto, fiquei muito assustada e ia fugir mas esta foi mais rápido e lançou-me à piscina.
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Just a Maid
FanfictionSara é uma rapariga de 18 anos, humilde, de bom coração que decide trabalhar numa casa de ricos, a casa dos Lynch, uma família que se deixa levar pela arrogância, pelas aparências e pela ambição. Jamais pensou que trabalhar numa casa como esta seria...
