Vi-a aparecer na sua cadeira, estava linda com o seu vestido cor-de-rosa, uma verdadeira princesa, Rydel ficou a olhar para ela, provavelmente chamou-lhe à atenção o facto de ela estar numa cadeira de rodas e não a andar como ela esperava.
- Tinhas-me abandonado, Sara – queixou-se.
- Sabes que tenho muito trabalho, linda… Quero um abraço – expliquei abraçando-a com todas as minhas forças.
- Quem é ela? – Perguntou olhando para Rydel que estava tímida ao lado da minha mãe.
- Ela é a Rydel, a menina de quem cuido, veio acompanhar-me porque queria conhecer-te, brincar e ser tua amiga – inclinei-me para ficar à altura dela – E espero que também queiras sê-lo.
- Porquê que ela iria querer brincar com uma inválida como eu?
- Que estejas inválida não significa que não possamos brincar – disse Rydel com um sorriso encantador.
- Vês Marta? Deixa de ser assim, vais ter uma oportunidade de ter uma amiga, a Rydel é uma menina muito terna, vais ver que se vão dar bem.
- Está bem, no meu quarto tenho bonecas, queres vir brincar comigo?
- Claro – respondeu Rydel contente.
Vi como Rydel agarrou na cadeira de rodas de Marta e a ajudou a dirigir-se ao seu quarto, eram encantadoras juntas.
- E tu como tens estado? – Perguntou a minha mãe.
- Bem, bem mãe – respondi – Tomamos um café? Temos muito que conversar.
E assim fizemos, sentamo-nos à mesa, cada uma com uma chávena de café. Gostava de estar assim com a minha mãe, sempre ouve uma boa comunicação entre nós, sempre houve apoio e carinho. Podia dizer com orgulho que tinha a melhor mãe do mundo.
- A que horas chega o pai? – Perguntei pondo um pouco de açúcar no café.
- Acho que já está quase a chegar, hoje sai cedo – respondeu – Como te tens sentido? Da última vez soube que tinhas fortes dores de cabeça.
- Sim, fui ao médico, é só stress mas nestes últimos dias não tenho sentido nada disso, tenho-me sentido muito bem – respondi – E as sessões de terapia da Marta, quando começam? – Perguntei mudando de tema.
- Amanhã à tarde e como sabes, eu à tarde trabalho.
- Eu sei e queres que vá eu com ela… Eu vou, não te preocupes.
- Obrigada filha – agradeceu.
Um som de chaves na porta interrompeu a nossa conversa, o meu pai tinha chegado, ao entrar vinha muito sério mas ao ver-me o seu rosto iluminou-se completamente deixando ver um belo sorriso.
- Olá pai – cumprimentei levantando-me do lugar e dando-lhe um forte abraço e um beijo.
- Não esperava encontrar-te aqui hoje – disse ele tirando o casaco.
- O filho maior dos Lynch deu-me autorização.
- Queres tomar um café connosco? – Convidou a minha mãe.
- Claro que sim, amor.
O amor dos meus pais era incondicional, apoiavam-se sempre e faziam tudo juntos. Conheceram-se quando eram muito jovens e de imediato sentiram aquela química. A minha mãe teve-me aos 18 anos, muito jovem. Mas eles sempre permaneceram juntos até ao dia de hoje, o de amanhã e o de sempre.
- E como te tratam naquela casa? – Perguntou o meu pai comendo um pouco de bolo.
- Até ao momento tudo vai bem – respondi.
Não estava muito concentrada na conversa, os meus pensamentos estavam nele, em Ross, não sei porquê mas lembrei-me dele e daqueles beijos que demos. Era estranho porque para mim não tinha sido um erro.
- E quando é que vens para casa?
O que mais odiava no meu pai eram os seus interrogatórios, sempre a fazer perguntas…
- Não sei, a senhora não telefonou desde que foi de viagem.
É verdade, não sabíamos se estavam vivos ou mortos, a verdade é que não tinham dado sinais de vida desde que foram embora.
- Bom, vou buscar a Rydel que já temos de ir, tenho de fazer o jantar.
Levantei-me e dirigi-me ao quarto da minha irmã, as duas brincavam amistosamente, não posso negar que houve um momento em que tive medo da reação da Rydel ao ver que a minha irmã não podia caminhar mas quando ela falou esse medo desapareceu, ela aceitava-a tal como era. Era maravilhoso como uma pequena de sete anos era tão linda por dentro como por fora.
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Just a Maid
Fiksi PenggemarSara é uma rapariga de 18 anos, humilde, de bom coração que decide trabalhar numa casa de ricos, a casa dos Lynch, uma família que se deixa levar pela arrogância, pelas aparências e pela ambição. Jamais pensou que trabalhar numa casa como esta seria...
