- Vou tentar falar com eles hoje – fazia suaves caricias no meu ombro – Mesmo que não me importe muito com a opinião deles… Já sou maior de idade e sou responsável pelas minhas próprias decisões.
- Eu sei… Mas para mim a opinião deles é importante, sempre pensei que os pais têm algum direito de opinar sobre as namoradas dos seus filhos.
- Tens algum defeito? – Perguntou – És simplesmente perfeita – beijou-me – Vou falar com eles – olhou para mim – E não te preocupes com a opinião deles, de todos os modos vou ficar contigo.
- Nunca pensei que tu e eu acabasse-mos assim.
- Eu muito menos!
- Não gostava nada de ti – admiti – Tinha vontade de te matar – ri-me.
- A sério? – Perguntou assustado – Tinhas-te convertido numa assassina!
- Tonto – ri – Mas o destino juntou-nos e aqui estamos.
- Sim, na minha cama… Tu e eu numa cama – pôs uma cara pensativa – Dá muito que pensar.
- Ross!
- Estava só a brincar – abraçou-me fortemente e deu-me um sonoro beijo no pescoço – Amo-te – sussurrou.
- Amo-te ainda mais – Ross atraiu-me até aos seus lábios juntando-os completamente.
- Obrigado por me teres feito esquecer de todo o meu passado – disse quando se separou dos meus lábios – De me ensinar a sentir novamente – deu-me um beijo curto – De me fazeres entender que eu não era culpado de nada – beijou-me outra vez – E agora, depois de tantos anos, chegaste e fizeste-me feliz… Amo-te Sara.
- Obrigada por confiares em mim e por me dares o teu amor. És o que sempre sonhei. Por favor Ross, nunca me deixes – uma lágrima saiu dos meus olhos.
- Não, não chores linda – limpou a lágrima com o seu dedo – Não te vou deixar, não gosto de magoar as pessoas e nunca te iria magoar, a ti não, à pessoa que mais amo neste momento.
Eu também não o deixaria ir, mesmo que ponham milhares de pedras no meu caminho vou sempre lutar para derrubá-las. Lutaria pela minha felicidade e agora conhecia Ross perfeitamente.
- Vou fazer alguma coisa – disse-lhe.
- Sabes que quando os meus pais souberem sobre nós já não vais trabalhar aqui… Não te vão permitir e eu também não.
- Porquê?
- Porque o homem sustenta a mulher – sorriu.
- O que queres dizer com isso?
- Que eu sou o homem e tu és a minha mulher. Não quero que trabalhes, se quiseres estuda mas não trabalharás.
- Tenho de trabalhar, Ross – insisti.
- Iremos viver juntos, linda – sorriu – Eu cuidarei de ti e dos teus gastos.
- Isso seria aproveitar-me de ti.
- Não, não estás se eu te estou a oferecer.
- É que não posso – continuava a insistir.
- Claro que podes.
- Ross – suspirei – Tenho de pagar a terapia da minha irmã… E não é barato – não tinha outra opção senão contar-lhe.
- Terapia do quê? – Perguntou duvidoso.
- Bom… – Olhei-o diretamente nos olhos – A minha irmã é inválida. Tem sete anos e é inválida – os meus olhos humedeceram-se – Não te contei porque não gosto de falar sobre isto… Por isso é que trabalho, para que ela volte a caminhar e a ser uma menina normal como as outras da sua idade – solucei.
- Sara…
- Perdoa-me por não te ter contado – prossegui – Eu estaria a estudar na universidade mas quero cumprir o sonho da minha irmã e para isso preciso de dinheiro – sequei bruscamente as lágrimas deixando uma cor vermelhinha debaixo dos olhos – Desculpa.
- Não te preocupes – abraçou-me – Eu percebo, no teu caso faria o mesmo.
- A sério?
- Claro que sim – acariciou o meu cabelo.
- Obrigada.
- Não, de nada linda… Mas sabes uma coisa? – Olhei para ele – Não me importo de pagar a terapia à minha cunhadinha.
- Não Ross, não o posso permitir – neguei.
- Sara deixa-me fazê-lo, por favor – pediu – Sentir-me-ia bem comigo mesmo.
- É que…
- Por favor – insistiu.
- Está bem – suspirei e abracei-o fortemente, ele beijou-me. Era o melhor namorado que uma mulher podia ter, tinha tido uma grande sorte em tê-lo encontrado, é perfeito.
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Just a Maid
Fiksyen PeminatSara é uma rapariga de 18 anos, humilde, de bom coração que decide trabalhar numa casa de ricos, a casa dos Lynch, uma família que se deixa levar pela arrogância, pelas aparências e pela ambição. Jamais pensou que trabalhar numa casa como esta seria...
