Às oito da noite tocaram à campainha, nem é preciso dizer quem era… Obviamente eram os donos da casa.
Glória ofereceu-se, amavelmente, para ir abrir a porta enquanto eu e Ross nos encontrávamos no quarto de Ross.
- Acho que os teus pais já chegaram – disse levantando-me da cama.
- Sim, assim parece – disse repetindo a mesmo ação.
- Bom, vamos descer – estava quase a abrir a porta.
- Espera – disse aproximando-se de mim, deu-me um beijo nos lábios – Agora sim, vamos – disse quando se separou de mim.
Só sorri e descemos. Poderia isto durar para sempre? Isso teríamos de ver.
- Ross, meu amor, como estás? – Perguntou a sua mãe quando o viu a descer as escadas.
- Bem – respondeu tentando não ser muito frio – Como estás tu?
- Muito bem – respondeu.
- E o pai?
- Está a ajudar a Brook com as suas malas.
- Quem é a Brook? – Perguntou confuso.
- Senhora Lynch, onde deixo as malas? – Perguntou uma rapariga de cabelos castanhos entrando em casa.
- A Brook é filha de um empresário amigo da família, filho, vai estar connosco por um tempo, quer conhecer a cidade e ter umas boas férias.
- Olá – saudou com um grande sorriso.
- Olá – cumprimentou friamente, o seu olhar dirigiu-se para mim que estava a observar aquela cena, ao cruzarmos o olhar baixei a cabeça.
- Sara, por favor leva as malas da Brook para o quarto desocupado que há – ordenou Stormie.
- Esta levo eu, não te preocupes – disse Brook referindo-se à mala.
Subi as escadas com as malas que pesavam toneladas, de certeza que tinham pedras dentro. Entrei no quarto novo da convidada e estive muito tempo a limpar e a arrumar tudo, a mudar os lençóis, as cortinas, a limpar a casa de banho, já estava esgotada. Enquanto limpava a família Lynch jantava. Eram dez horas, amanhã de manhã tinha de fazer as malas e ir para minha casa, sinceramente não tinha vontade nenhuma de ir mas não tinha outra opção, a casa não é minha e só estava lá porque os pais de Ross não estavam mas como agora chegaram já não era preciso dormir lá.
Desci as escadas já cansada, tinha arrumado e limpado o quarto todo. Encontrei-me com uma desagradável cena, a mãe de Ross a falar ao telemóvel afastada de todos enquanto Ross e Brook conversavam amavelmente de qualquer coisa. Não queria admiti-lo mas morria de ciúmes por dentro, por um momento senti-me miserável, como é que ela conseguiu ter uma conversa amigável com Ross num único dia? Levei meses para ter o que tinha com ele.
- Sara – chamou Rydel interrompendo os meus pensamentos, a pequena esfregava os olhos.
- O que se passa, linda?
- Tenho sono, levas-me até ao quarto para dormir por favor?
- Claro, vamos – dei-lhe a mão e levei-a ao seu quarto, onde Rydel vestiu o pijama e cobriu-se com os lençóis.
- Não gostei da Brook – disse Rydel.
- Porquê?
- Sinto que é igual à Amanda.
- Mas só a conheceste hoje, tens de a conhecer bem primeiro – aconselhei.
- Tens razão, mas está a roubar-te o Ross.
- Do que estás a falar, Rydel? – Ri nervosa.
- Sei como se olham, vocês gostam um do outro, para além disso no outro dia vi como o meu irmão dava um beijo aqui – apontou para os meus lábios – Sara – suspirou – Se gostas do meu irmão luta por ele… Ele sofreu muito, vi-o chorar muitas vezes, ele acha que ninguém o vê mas eu vi-o a chorar – contou.
- Não sei o que dizer.
- Não me digas nada Sara, promete-me só que se gostas do meu irmão vais lutar por ele.
- Eu não estou segura dos meus sentimentos Rydel… Mas quando tiver a certeza e se gostar do teu irmão – sorri – Então, prometo que vou fazer o possível e lutar por ele – tapei-a bem – Agora dorme que já é tarde.
- Está bem – deu-me um beijo – Boa noite.
Saí do quarto confusa e afundada nos meus pensamentos, ainda não conseguia acreditar que aquela pequena soubesse tanto da vida tendo tão poucos anos. Era surpreendente!
Desci as escadas de casa, quando olhei para a sala de jantar, Stormie estabelecia uma conversação com Brook enquanto o senhor Lynch falava amistosamente com Riker. E Ross? Não estava à mesa, nem lá em cima. Onde estará?
Caminhei até à cozinha, estava cansada e queria ir já deitar-me, tinha sido um dia muito duro. Com passos pesados entrei na cozinha, Glória já não estava e Dallas também não, entrei e encontrei-me com Ross.
- O que fazes aqui? – Perguntei.
- Nada. Só estava aborrecido – bocejou – Só estão a falar de negócios.
- Ok – suspirei e comecei a lavar os pratos sujos do jantar.
- Pareces cansada.
- Sim, estou – afirmei.
- Passa-se alguma coisa contigo? – Perguntou, obviamente estava a aperceber-se do meu tom de voz cortante.
- Não, porque perguntas?
- Não sei, estás fria ao falar.
- Não, não se passa nada comigo.
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Just a Maid
FanfictionSara é uma rapariga de 18 anos, humilde, de bom coração que decide trabalhar numa casa de ricos, a casa dos Lynch, uma família que se deixa levar pela arrogância, pelas aparências e pela ambição. Jamais pensou que trabalhar numa casa como esta seria...
