Passou muito tempo e ainda continuava sentada no carro, ele estava a demorar bastante. Estava a asfixiar naquele carro por isso optei por sair um bocado para apanhar ar fresco. Encostei-me à porta do carro cruzando os braços, um leve suspiro saiu dos meus lábios quando um carro vermelho, com jantes brilhantes e bem cuidado estacionou ao lado do carro de Ross.
Daquele carro saíram dois rapazes, um com grandes músculos, tatuagens, cabelo negro e olhos castanhos-escuros, o outro era loiro, nem alto nem baixo, bem penteado. Virei a cara para não os ver, não queria que reparassem que estava a olhar para eles.
- Hey linda – chamou o de cabelo preto – Porquê que estás tão sozinha?
Franzi a sobrancelha mas não olhei para eles, não queria fazê-lo, eram daqueles típicos inúteis que mandam piropos a todas que passam ao seu lado.
- Estás sozinha, pequena? – Disse o de cabelo preto novamente aproximando-se de mim – Não queres uma companhia? – Olhou para o seu amigo loiro – Ou melhor, duas companhias.
- Vai chatear outra – disse e voltei-me para abrir a porta e entrar novamente no carro mas este ato foi negado, um deles fechou a porta com brutidade.
- Não tentes escapar, baby – disse-me o loiro ao ouvido.
- Deixa-me em paz – pedi, nervosa.
- Só queremos acompanhar-te – disse o outro.
- Ela já tem companhia – disse Ross chegando ao pé de nós – Por isso vou pedir-vos que se retirem e que a deixem em paz – fulminou-os com o olhar.
- Só queríamos diversão por um bocado, mano – disse o de cabelo escuro.
Ross aproximou-se perigosamente ao de cabelo preto, estavam frente a frente, olhou para ele, o seu olhar representava raiva.
- Vai pedir diversão à tua avó.
O rapaz apertou firmemente os seus punhos, temi o pior por isso resolvi intrometer-me, separei-os metendo-me no meio fazendo Ross retroceder com as minhas mãos no seu peito.
- Devíamos ir embora – disse olhando para Ross – Não vale a pena… A sério, acalma-te – sussurrei-lhe ao ouvido.
Ele olhou para os dois rapazes, olhou-os friamente, agarrou-me na cintura e abriu-me a porta, não se separou de mim até que eu me sentei e pus o cinto de segurança. Ele estava a proteger-me e isso fez com que eu me sentisse especial.
Ele deu a volta ao carro ignorando os rapazes completamente que permaneciam imóveis a ver a cena.
Chegou ao meu lado sentando-se no lugar do condutor, retrocedeu bruscamente e saímos do estacionamento com velocidade.
- Devias diminuir a velocidade, quero chegar viva a casa – queixei-me.
- Chegarás viva – o seu tom de voz estava frio novamente – Não devias ter saído do carro – criticou.
- Estava a asfixiar, estava muito calor dentro do carro, também não queria morrer asfixiada.
- Foste muito estúpida em ter saído.
- Sabes… Já não tenho apetite, podemos voltar a casa por favor? – Perguntei – E se não queres não te preocupes, saio aqui e apanho um táxi.
- Ainda não tomaste o pequeno-almoço.
- Não me importa, posso viver sem ele.
- Ok Sara, desculpa – olhou-me de revés – Não foi minha intenção tratar-te mal – suspirou – Desculpa.
- Ok – respondi e virei a cara para o lado da janela.
Estive o caminho todo a olhar para a janela, senti que Ross estava a olhar para mim durante uns momentos mas não liguei. Quando senti que o carrou parou olhei para a frente e deparei-me com um restaurante bastante luxuoso.
- Chegamos – avisou.
Saiu do carro, abriu-me a porta e esticou-me a mão para me ajudar a sair como um cavalheiro, faceta que eu não conhecia.
- O que desejam para tomar o pequeno-almoço? – Perguntou o empregado.
- Dois cafés e duas fatias de bolo de chocolate – pediu ele.
- Já os trago – informou afastando-se da mesa.
- Tens estado muito calada.
- O que queres que te diga? – Sussurrei.
Não me sentia bem, estava a começar a doer-me a cabeça, aquelas dores estavam a voltar novamente, pus uma das minhas mãos na cabeça quando senti uma forte pontada.
- Estás bem?
- Sim.
- Não estás bem, puseste-te pálida de repente.
- Ok, dói-me muito a cabeça – admiti.
- Aqui têm os cafés e as fatias de bolo de chocolate, bom apetite – disse o empregado.
- Come alguma coisa, se calhar é porque não comes há muito tempo.
Era tão fofo quando se preocupava comigo.
- Vou fazer isso.
Agarrei no garfo e provei um pouco de bolo, ele fez o mesmo.
- Gostaste? – Perguntou quando viu que já estava quase a acabar de comer.
- Sim, muito obrigada – sorri.
- A dor de cabeça passou-te?
- Sim, acho que era por causa da fome. Estou habituada a tomar o pequeno-almoço mais cedo – acrescentei.
- Bom – sorriu – Devíamos ir – disse quando olhou para o relógio de pulso.
Tinha de acabar aquele momento especial? Tinha gostado que tivéssemos ficado para sempre assim e não como cão e gato, que ele percebesse que não podia viver para sempre das recordações da sua namorada.
- Vamos? – Perguntou.
- Sim – respondi com um sorriso.
- Obrigada pelo café e pelo bolo, Ross – agradeci enquanto ele guiava.
- De nada – olhou-me de revés e sorriu – Gostavas de passar por um parque?
- Sempre tive um grande interesse neles, lá encontro tanta paz…
Quando era pequena sempre tive a curiosidade de ir a muitos parques, amava-os, passava a maior parte do tempo em parques escrevendo no diário, a pensar, a criar poesia, a pensar em como seria o futuro mas nunca tive um rapaz nos meus pensamentos, nunca nenhum me tinha chamado à atenção como o Ross estava a fazer. Será que estou mesmo a apaixonar-me por ele? Ou é só o interesse de querer ajudá-lo?
Olá! Hoje ainda devo publicar mais um ou dois capítulos desta fanfic :)
Queria pedir desculpa às pessoas que lêem a minha outra fanfic (Danger) por levar tanto tempo a atualizar a história agora mas os capítulos são muito grandes e como já disse não tenho muito tempo, pois tenho Férias Desportivas todos os dias, desde manhã até às 19h e o tempo para escrever é pouco. Quando não vou, não tenho vontade nenhuma de escrever porque estou cansada e mesmo que escreva não vai sair nada de jeito. Espero que compreendam :)
Obrigada por lerem, comentarem e votarem <3
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Just a Maid
FanfictionSara é uma rapariga de 18 anos, humilde, de bom coração que decide trabalhar numa casa de ricos, a casa dos Lynch, uma família que se deixa levar pela arrogância, pelas aparências e pela ambição. Jamais pensou que trabalhar numa casa como esta seria...
