31º Só você
— Bom dia, Regina! — O homem saudou, educado. Sentou-se em sua poltrona e apontou para a poltrona à sua frente e Zelena a ajudou a se sentar. — Você está feliz em estar aqui? — A morena hesita em responder. Ela não estava feliz em estar ali, essa era a verdade. Regina não queria estar no consultório do Dr. Martin. Ela praticamente foi obrigada a ir, por causa de seu cansaço mental com tudo que estava acontecendo, que a estava tirando dos eixos. Já ouviu falar algumas coisas sobre hipnose e o quanto poderia ficar desestabilizada com algumas coisas que se lembrasse. Ela estava com medo. — Pode ser sincera. — Pediu, vendo a clara dúvida nos olhos da mulher.
Regina direciona o seu olhar para a irmã, que está atenta, sentada em sua cadeira e se movendo para frente e para trás. Zel a incentiva com um manear de cabeça e ela respira fundo, voltando sua atenção para o homem.
— Bem, para ser sincera, eu não queria estar aqui. Mas como eu sei que só assim para conseguir acabar com toda essa loucura que vem acontecendo comigo, então eu me senti obrigada a vir. — Botou para fora de uma só vez. Martin podia perceber o nervosismo, medo, desconforto e desconfiança na voz e no olhar de sua paciente.
— Para que eu te ajude a acessar suas memórias perdidas, você tem que ter certeza que quer isso. Não pode ser obrigada. Tem que ser por vontade própria. Caso contrário, só estaremos forçando a sua mente e não obteremos resultado nenhum, e ainda corremos o risco de termos algumas consequências ruins como dor de cabeça ou desmaios, ou desgastes emocionais. — Falou, com toda sua calma de um profissional de hipnose.
Regina ficou nervosa. De repente, sentiu-se como se estivesse conectada a um polígrafo e não pudesse mentir para não ser pega. O polígrafo era como a sua real vontade de estar ali e fazer aquilo e o resultado negativo que indicaria suas mentiras, seria as possíveis consequências que Martin citou que aconteceriam, se ela insistisse sem verdadeiramente querer.
— Regina... — Zel toca em seu braço e ela vira em sua direção. — Vai ser bom para você. — Abre um sorriso acolhedor, tentando incentiva-la. — Não é uma obrigação.
— Olha, que tal se você começar me contando tudo desde o começo? — Martin sugere, voltando para a conversa. — Você me conta até onde quiser me contar, volta para casa, pensa um pouco melhor e na próxima sessão me diz se quer continuar e se está pronta. — Explica a sua ideia. Não era a primeira e nem a última vez que lidaria com paciente com falta de confiança, com medo ou desconfortável. Na verdade, já estava bem acostumado com isso, e nesse caso, bem preparado também, já que Zelena tinha lhe avisado sobre a desaprovação da irmã em ir até ele.
Regina pensa por uns minutos, levando em consideração a sugestão dele.
Diante o silêncio da irmã, Zelena se preocupa. Rezava em silêncio para que ela aceitasse. Queria tanto quanto a morena, que tudo aquilo acabasse logo. Não aguentava mais vê-la perdendo a cabeça como viu no outro dia, quando ela encontrou umas coisas guardas e que, de acordo com ela, não faziam sentido estarem ali. Estava com medo de perde-la.
— Tudo bem! — Regina quebra o silêncio. Zelena sorri aliviada e agradece à Martin pela sugestão. O homem lhe sorri de forma. — Sei que minha irmã já lhe contou tudo, mas ok. — Dá de ombros. — Então, tudo começou quando eu acordei do coma.
•§•
— Essa realidade em que você é noiva da Emma... — Zelena puxa assunto, quebrando o silêncio dentro do carro. Depois de terem saído do consultório de Martin, tinham ido ao shopping e agora voltavam para casa. — Você não fala muito sobre ela...
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Memories
FanfictionUm acidente. Um coma. Uma vida criada por sua mente durante o coma e uma realidade diferente ao acordar. Regina Mills se vê perdida quando abre os olhos em um hospital e descobre que passou três anos de sua vida em coma, e que tudo que acreditou se...