Para superar seus medos, Malu escolheu a saída mais viável: reprimi-los.
Saciava seus desejos íntimos, fantasiando com personagens de romances eróticos, sem as complicações de um relacionamento, até desafiar-se a sair de sua zona de conforto, com u...
"Seus beijos vieram ardentes e poderosos. Compartilhamos sentimentos e nossos lábios, e suas mãos escreveram poemas doces ao tocarem o meu corpo.
(Diário de uma cúmplice - Mila Wander - Miguel e Christine)
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O celular do professor desapareceu e reapareceu na mochila de um aluno. Promessa no atletismo, Guilherme é bolsista e precisou de reforço para se adequar ao ritmo puxado do nosso sistema de ensino. O aparelho foi localizado a partir de uma denúncia anônima. Amigo de todos e querido pelos professores, jamais faria uma coisa dessas. Quem o conhecia, defendia com a própria vida, mas para outros, o fato de ser pobre já lhe qualificava para o ato.
Mais da metade dos alunos estava envolvida nessa confusão, na sala de dona Nena. Eu acreditava fielmente em sua inocência e não podia ficar parada, enquanto sua honestidade era contestada e seu futuro brilhante, corria o risco de descer pelo ralo. A história se espalhou como fumaça e logo pais pediriam medidas punitivas. Recorri aos funcionários da limpeza, os únicos que tinham acesso a todas as dependências do colégio, a mobilização foi rápida e todos estavam dispostos a ajudar. Marcos organizou a equipe para obter informações (fiquei encantada por seu espírito de liderança e justiça) o tipo de pessoa que se inquieta e não sossega enquanto não as combate.
Gui teve uma discussão acalorada com Gustavo, um aluno problemático, e só não chegaram às vias de fato, porque a "turma do deixa disso" interferiu. Depois garantiu que se vingaria a qualquer custo.
Descobrimos que Gustavo, desrespeitou a sinalização "banheiro em manutenção", alegando que tinha esquecido o celular, foi grosseiro, e a funcionária fez queixa, sem mencionar o aparelho por não achar importante.
O mais estranho é que os alunos, não são da mesma classe. Por isso, não tinha como pegar o celular no meio da aula. Marcos teve a ideia de ver nas imagens gravadas pelas câmeras, a movimentação no corredor que dava acesso ao banheiro. Agradecemos a ajuda de todos, e fomos à sala de segurança.
Saíram três alunos, no tempo de aula do professor: Peter com cinco garrafas d'água, para o bebedouro. Milena, que foi ao banheiro feminino do lado oposto e Daniele, que tirou das calças um celular preto e, disfarçadamente, entrou no banheiro masculino. Antes de voltar pra sala, pegou o próprio celular dourado e passou uma mensagem. O chefe da segurança adiantou a imagem para o momento que a funcionária lavava o banheiro. Gustavo entrou e saiu gesticulando, exatamente como ela contou - nas mãos um celular preto, mas no bolso traseiro da calça, um celular prata. As imagens foram gravadas em um arquivo separado e entregues a diretora.
O celular da aluna foi confiscado e tudo foi esclarecido. O filho da mãe tentou colocar toda a culpa na garota (nitidamente apaixonada pelo aprendiz de marginal), depois admitiu que fez por brincadeira, sem intenção de ferrar ninguém. Tudo acabou bem. Os alunos foram suspensos por três dias.