Para superar seus medos, Malu escolheu a saída mais viável: reprimi-los.
Saciava seus desejos íntimos, fantasiando com personagens de romances eróticos, sem as complicações de um relacionamento, até desafiar-se a sair de sua zona de conforto, com u...
"Sua mão subiu e desceu de leve, e aquele simples roçar foi capaz de me deixar absolutamente em brasa. Não existia uma parte de mim que não estivesse prestes a entrar em combustão."
(Proteja-me – Mila Wander e Josy Stoque – Drian e Celina)
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Eduardo e Mônica apossaram-se da mesa reservada entre lágrimas e beijos. Resolvi assumir a parte dela na festa e também cuidar do meu irmão, para que meus pais tivessem sua noite romântica. A dona do Buffet, regularmente me atualizava dos por menores da cozinha, assim não precisava por meus pés lá e ganharia tempo buscando coragem, sem entrar em coma alcoólico.
Will encontrou Maurício, namorado das gêmeas, um velho amigo com quem trabalhou. Como nenhum dos dois sabiam dançar, ficaram sentados conversando. Eu limpava as mãos do meu irmão Renato, lambuzadas com cup keik que sorrateiramente pegou da mesa do bolo, quando Paty passou por mim como um foguete e com sangue nos olhos, a caminho do banheiro. Corri ao seu encontro para ver o que houve.
— Lucinda qual é o seu problema? – Paty parou atrás dela, com as mãos na cintura.
Luci retocava o batom de frente ao espelho, nos olhos, um sorriso sínico. Logo entraram Gabi e Cris. O espaço ficou apertado demais para tantas caras zangadas.
— Não sei do que esta falando Patrícia. – zombou.
— Não se faça de desentendida Luci. – Cris bateu a mão com força, fazendo soar o som que seus anéis no frio mármore da bancada – Que merda foi aquela de insinuar que Mauricio namora a nós duas? – vociferar parada ao seu lado.
— Ué? E não está? Foram vocês mesmas quem disseram que dividem o mesmo macho. Ou estou enganada?
— Isso não é da sua conta Luci. O que fazemos ou deixamos de fazer é problema nosso. Agora ele está lá, todo encucado, fazendo mil perguntas pra Tina. Sem contar que suas insinuações foram muito ofensivas. Nos tratando como vadias. Somos mulheres livres...
— Que transam com o mesmo cara. – Luci guardou o batom e virou-se desafiando-nos – Eu não falei por mal. Só fiquei curiosa para saber se ele é mesmo inocente nessa armação de vocês. – riu sarcástica – Mas o cara é mesmo um otário e não faz ideia de quem é quem. Homem é mesmo um bicho muito burro...
— Cacete! O que ela disse ao Mauricio?– minha voz saiu mais alto que eu gostaria.
— Essa cobra peçonhenta, perguntou como ele pode ter certeza que não come as duas irmãs se elas são tão idênticas. – meu queixo desmoronou no chão – Só esperou que ficasse sozinho para dar o bote – Paty tinha fel em suas palavras – E pra piorar, não para de se insinuar para o Paulo.
— Escuta aqui – Cris partiu com tudo sobre ela, impedida por Paty e eu antes que avançasse em seu pescoço. Gabi se pôs a frente de Luci para evitar a briga – Fica longe da gente! Não se atreva a dizer mais alguma coisa ou você vai se ver comigo, entendeu?