Para superar seus medos, Malu escolheu a saída mais viável: reprimi-los.
Saciava seus desejos íntimos, fantasiando com personagens de romances eróticos, sem as complicações de um relacionamento, até desafiar-se a sair de sua zona de conforto, com u...
"O pior é que a sensação de ter de protegê-la não saia de mim, não importava quanto tempo eu ficasse sem vê-la."
(Os Paradigmas de Amy – Alexia Road – Matthew e Amy)
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A tia de Milena chegou, acompanhada do marido, antes das onze horas da manhã de sábado, nada parecida com a mulher furiosa que gritava ao telefone. Meus pais e os pais da Paty chegaram uma hora antes, para garantir que a tal criatura não fosse escrota, além de apoiar no que precisassem.
Mariza foi carinhosa com a mãe e áspera com os sobrinhos. Ninguém entendia o motivo de tanto rancor, principalmente com Marcos. Seu esposo também era estranho, mas não tão agressivo assim. Depois de muita conversa, dona Filó conseguiu convenceu os netos que precisava ir com a filha, desde que não os impedisse de visitá-la. Todos esses anos esteve ao lado de Helena, ajudou a criar os netos, até quando não teve forças para isso. Depois que a filha morreu se tornou mais uma preocupação que um apoio. Mariza podia ser uma pessoa difícil, mas era sua filha.
Este também foi um dos motivos para Marcos trabalhar no colégio. Em seu ultimo emprego, foi demitido depois de cinco anos, pois chegava atrasado ou saía cedo para socorrê-la. Além de manter a bolsa de estudos da irmã, tinha permissão para sair sempre que precisasse. A vizinha ajudava em seus cuidados, enquanto Milena fazia curso pela manhã e estudava à tarde. Nem de longe, tinha uma vida de adolescente.
Dona Filó partiu no fim da tarde. Sua fragilidade, devido ao derrame, não escondia a mulher forte e doce. Não foram só seus netos que ela deixou de coração partido.
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Domingo de Páscoa, na casa dos meus pais, sempre foi um dia alegre. Eles escondiam ovos de chocolate para nos fazer procurar, mas só podíamos ficar com os que tivessem nosso nome. Continuamos com a farra depois de grandes, principalmente por causa de Renato. Este foi, sem dúvida, o melhor de todos, com Eduardo, Paulo, Marcos e Milena. Até tio Alexandre e tia Valéria, aderiram à brincadeira. Depois fizemos disputa de mímica com nomes de filmes. Meninos contra meninas.
A noite, cada um foi para as suas casas. A vida ia voltar ao normal ou recomeçar.
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