A placa de madeira enorme e aparentemente nova, tem em letras amarelas o nome "Blackwood".
Justin parece entusiasmado quando para de chover, mas o vento frio e forte continua, nos impedindo de ficar muito tempo no capô do carro apreciando o lindo lago, que está sendo iluminado pela luz da lua.
É realmente maravilhoso.
- Pelo teto solar da para ver um pouco das estrelas. - Ele comenta, já abrindo.
- É muito bonito aqui.
- Tomara que não chova.
- Dormir com o barulho da chuva também é bom.
- Está muito otimista hoje. - dou um beijo em sua bochecha.
- Só não quero pensar em nada muito negativo, já não basta oque está acontecendo.
Ficamos no banco de trás, Justin trás dois cobertores.
- Não quero te persuadir a nada.
- Desde quando está planejando isso?
- Te trazer aqui?
- Sim.
- Decidi hoje. - da de ombros.
No banco de trás, nós conversamos sobre tudo. Ele me faz rir novamente, com piadas improvisadas, e me deixa com as bochechas vermelhas quando me encara de forma profunda.
Até que um silêncio instala, eu observo a lua, mas sinto seu olhar sobre mim.
Justin me encara de uma forma diferente, ele observa e analisa meus lábios, depois meus olhos. Uma corrente elétrica passa por meu corpo, mesmo eu estando praticamente em seu colo, eu preciso de mais contato.
Me inclino, com as mãos em seus ombros, eu me levanto sobre meus joelhos e passo uma perna sobre seu corpo, me sentando em seu colo. Enrrolo meus braços em seu pescoço, suspirando ao sentir suas grandes mãos apertando minha cintura.
Justin esbarra os lábios nos meus, fazendo eu fechar os olhos. Passo a língua sobre meu lábio inferior, com a respiração falha.
- Eu amo você. - sussurro, como se fosse um segredo.
- Eu te amo, Amber Price.
Nosso beijo é lento, ele explora minha boca com a língua, eu apenas me deixo levar, ficando cada vez mais envolvida. Tudo fica mais quente e intenso em questão de segundos, mexo meu quadril aos poucos, sentindo seu membro enrrigecer de forma rápida.
Não paro.
Quando o ar nos falta, eu passo para seu pescoço, beijando a região de forma delicada e lenta, distribuindo beijos e leves mordidas, suas mãos vão para dentro de minha blusa, me causando arrepios diferentes.
Tudo está rápido de mais, eu tento deixar as coisas mais rápidas, praticamente devorando sua boca, apreciando o beijo diferente e mais sexy que já demos.
Justin desce a boca, traçando uma trilha de beijos que o leva até os meus seios, não faço nada para impedi-lo.
Tombo a cabeça para trás, quando sua língua toca meu mamilo, ele suga com força, passando a língua sobre meu seio depois o chupando.
É uma sensação nova e gostosa.
No outro ele faz a mesma coisa, deixo um gemido escapar.
Quando Justin para, eu abro os olhos e franzo o cenho.
- O que aconteceu? - pergunto, ofegante.
- Não quero te persuadir, lembra? - só pode ser brincadeira.
- Está querendo dizer que...
- Você quer mesmo transar comigo? - ele é direto.
- Eu amo você. - respondo, como se fosse óbvio.
- Eu também, por isso quero que pense. Eu sei que confia em mim, então não posso falhar denovo com você.
- Justin, eu não preciso pensar. - lhe dou um selinho. - Eu quero que seja com você.
- Você quer agora porquê está com tesão, Amber. Eu já disse que não quero te persuadir, e sinceramente acho que chupar seu peito não adiantou nem o meu lado nem o seu. - ele olha para baixo, eu faço o mesmo e percebo que estou sentada bem em cima do volume de sua calça. - Eu fico feliz em saber que quer ter a sua primeira vez comigo, mas pode esperar mais se quiser.
Suspiro.
Justin pode ter razão, eu posso ter me empolgado com o momento.
- Já fez isso quantas vezes?
Ele franze o cenho, não entendo minha pergunta. Saio de seu colo, mas me deixo minha perna no local quando me sento com as costas apoiada na janela do carro.
- Está falando deque?
- Com quantas meninas já teve essa conversa sobre virgindade?
- Sinceramente?
- Claro.
- Você é a primeira menina que eu me importo.
- Então quantas virgindades já tirou?
- Não vamos entrar nesse assunto. - Justin me puxa para mais perto, se deitando aos poucos.
- Mas...
- Definitivamente, não.
O banco de trás parece minúsculo agora, mas conseguimos nos acomodar, comigo quase que em cima de Justin, um edredom como travesseiro e o outro cobrindo nossos corpos.
Com a cabeça sobre seu peito, eu me sinto protegida, seu cheiro é tão bom que eu inspiro mais fundo, tentando guardar um pouco para mim, para nunca esquecer como é.
Parece meio louco, mas aqui, no meio de uma floresta, de frente para um lago, com um cara que tentou tirar a vida várias vezes, é o lugar onde eu mais me sinto segura e protegida. Eu não trocaria isso por nada.
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Remember, I Love You
FanfictionEles encontraram um no outro a paz que precisavam, o irônico foi que a tempestade também veio junto com o romance.
