Cap. 37

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Eu não sei como fui capaz de dirigir 30km com aquela avalanche de pensamentos e sentimentos dentro de mim

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Eu não sei como fui capaz de dirigir 30km com aquela avalanche de pensamentos e sentimentos dentro de mim. Minha cabeça doía, porque estava exausta de tentar adivinhar o que Zayn tem feito nas últimas semanas e como ele foi capaz de mentir para mim.

É aquele assunto! Aquele assunto que me assombra mesmo após dez anos, que me consome todos os dias e que eu preciso ser muito forte para não me entregar aos sentimentos ruins que ele me trás! Zayn sabia disso. Ele sempre soube como eu me sentia em relação ao meu passado e que era uma luta diária lutar contra aquilo!

Como ele foi capaz de compactuar com Tyler Hoffman? Até há uma hora eu jurava que ele estava morto, porque Tyler desapareceu há dez anos e eu tinha certeza de que meu pai tinha algo a ver com isso.

Eles estão procurando o meu bebê. Meu bebê que supostamente deveria estar morto! O que os fez acreditar no contrário? Como Zayn foi capaz de ocultar isso de mim?

São tantas perguntas e não tenho uma resposta plausível para nenhuma delas!

Cheguei ao endereço que Kendra me deu após vinte minutos atrás do volante. O lugar estava decaído, um prédio abandonado no meio do nada, um matagal intenso cercando o local. Saio do carro um pouco insegura e me sentindo levemente enjoada, porque minha cabeça ainda está ruim e confusa.

Observo tudo ao meu redor e meu coração dispara quando encontro o carro de Zayn, acompanhado de um Santa Fe branco. Tento pensar onde eu o vi antes, porque parece familiar demais para mim. Me aproximo, observando o carro por dentro e um arrepio percorre minha espinha quando reconheço a borboleta azul cintilante, suspensa no retrovisor interno.

Comprei aquela borboleta para minha mãe quando eu tinha oito anos. Estava passeando com ela em uma feira de artesanatos quando eu a encontrei e usei o dinheiro da minha mesada para comprá-la. Mamãe gostava de usá-la para marcar as páginas dos livros que ela lia e após sua morte, meu pai a colocou no retrovisor do carro.

Mesmo depois de traições e brigas que pareciam não ter fim, seguidas de insultos e humilhações, ainda havia uma parte do meu pai que nutria afeto por minha mãe. A borboleta é uma prova disso, assim como um sinal de alerta.

O que meu pai está fazendo no meio do nada com Tyler e Zayn? Eles não seriam inocentes de confiar nele, certo? Ou burros demais para enfrentá-lo?!

Retiro o celular do bolso e encontro o número que Zayn havia me passado quando tive aqueles problemas com Matt.

Delegado Dunker.

"Zayn me disse uma vez que eu poderia confiar em você, por causa de alguns problemas que eu estava tendo na época. Mas agora acredito que ele está com problemas."

Anexo a localização com a mensagem e digo logo a baixo minha identidade. Deixo o celular dentro do carro e não penso duas vezes antes de procurar uma entrada. A ideia de estar na presença do meu pai outra vez me deixa muito aterrorizada e a situação é estranha o suficiente para eu saber que algo perigoso está acontecendo la dentro. Encontro uma porta de ferro na lateral esquerda, já que a frontal está com um cadeado.

Cassie • ZM •Histórias para pegar e não largar. Descubra agora