Anne O'Neil esconde seu passado turbulento com muito trabalho e se mantendo o mais longe possível de seu pai abusivo. Após uma gravidez indesejada na adolescência e consecutivamente a morte de seu filho, ela se vê diante de uma depressão profunda, s...
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Estar com Anne outra vez fazia eu me sentir melhor com o mundo à minha volta. Os problemas no trabalho pareciam banais, não há mais lugar para as inseguranças que assombravam a minha mente e a calmaria dentro do meu peito fez a minha alma ficar em paz!
E tudo por causa dela!
A mulher mais incrível que tive o prazer de conhecer e durante todo aquele momento em que passamos na minha cama, reconheci a sorte que eu tinha por merecer o amor de Anne. E irei passar o resto da minha vida demonstrando minha gratidão, amando ela como se não houvesse o amanhã.
Eu sabia das minhas responsabilidades no andar debaixo, afinal, a festa de Cassie parece longe de acabar. Mas, após passar dois meses sem tocar em Anne, tudo o que consigo pensar agora é em como sua pele é macia e seus beijos deliciosos demais para eu deixar esse quarto.
Anne parece tão leve quanto eu, o corpo esticado na cama e os pés balançando no alto, enquanto não consigo parar de tocá-la. Comecei com uma massagem nos seus pés, me diverti um pouco usando os dedos no paraíso que ela possui entre as pernas e agora, observo sua pele se arrepiar enquanto acaricio suas costas.
Não sou capaz de manter minha boca longe também, porque ela é deliciosa demais para eu me conter.
- Babe... - Chamo por ela, que apenas resmunga algo inaudível contra o travesseiro. Dedilho a pele macia da sua cintura, fazendo Anne tremer um pouco. - Sabe o que eu estive pensando?
- Alguma coisa suja, eu aposto. - Reviro os olhos com a sua resposta, mas um sorriso ladino cresceu em meus lábios. Ela tem razão, estou sempre pensando nela pelada ou algo do tipo.
- Quase! - Exclamo, sem levantar os olhos. Sei que ela não está me olhando, mas ainda assim fico tímido de dizer. Ou melhor, perguntar. - O que você acha de se mudar pra minha casa?
Seu longo silêncio me deixou um pouco apreensivo, mas quando ela abriu os olhos e me encarou supresa, entendi que Anne apenas não esperava pelo convite.
- Eu já estava pensando nisso antes de toda essa confusão acontecer. - Continuo, sentindo que lhe devo uma explicação para a ideia repentina. - Você passa todos os dias por lá, as vezes dormia todas as noites durante uma semana e quando voltava para o apartamento, eu mal conseguia dormir com a cama vazia. Então, acho justo que Cassie e eu tenhamos você durante todos os dias.
Sou um covarde de incluir a minha filha nisso, porque não queria que Anne pensasse que sou um idiota apaixonado e carente. Mas, pensando agora, sei que isso facilitaria as coisas na cabeça de Cassie e ficaríamos juntos de uma vez por todas.
- Sei que adora o apartamento e toda a independência que ele te trás, mas não gosto de pensar que você fica sozinha as vezes e...
- Não precisa se explicar tanto, querido. - Anne me interrompe, se virando para mim e fazendo um carinho bom no meu rosto. Gosto quando ela me chama assim, soa íntimo e confortável demais. - Na verdade, essa é uma boa ideia! E você não está errado sobre o apartamento. Quando me mudei para a Inglaterra, estava fugindo de todo o meu passado e estar na minha própria casa me trazia um sentimento de liberdade, sabe? Mas, não sinto mais isso quando estou lá. Desde que conheci você e a Cassie, estar longe é uma tortura e não soa mais como um lugar de fuga. Principalmente porque não tenho porquê fugir, encontrei o meu lar e ele é onde vocês estão.