Vinte e um

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- A partir do momento em que confiou neles e deixou que a extração das bijuus ocorresse o mundo shinobi entrou em extinção então sim, a culpa foi sua.

- Quando eu concordei?

- No dia em que casou com Tobirama.

Dias atuais.

- Eu disse que não iria fazer isso. — Mayumi falou calmamente e os olhares foram em direção a ela.

- Você não tem outra escolha. — O Mizukage falou e um sorrisinho surgiu no rosto dela assim que os ninjas miraram o ataque nela

- Vocês acham mesmo que podem me manipular?

- Temos um acordo, a extração das bijuus não vai ocorrer.

- Ou você faz isso ou então o casamento não vai ocorrer. — Mayumi deu um passo na direção dos quatro Kages já que Tobirama se colocou ao lado da noiva e ela sorriu ativando o sharingan que foi direto ao Mangekyou Sharingan.

O Kotoamatsukami foi ativado e ela sorriu satisfeita se virando para Tobirama que a observava.

- Mangekyou Sharingan! — O homem falou e Mayumi caiu porém Tobirama a segurou.

- Hã? O que aconteceu? — Ela murmurou olhando ao redor e as bijuus riram

- Você não é tão indestrutível assim, humana. — Shukaku falou ameaçador e a Uzumaki bufou

- Você tem sorte de ter controle sobre nós ou ficaria presa nesse genjutsu até o fim da vida dele.

- Patético... Espera, o que?

- Quando deixar de nos ver como um peso, contaremos tudo o que precisa saber sobre nós.

O Uchiha cuspiu sangue e caiu de cara no chão enquanto Tobirama arregalava os olhos pela velocidade.

- O que fez com a gente? — O Raikage questionou e ela os olhou

- Estou surpresa por terem desfeito meu genjutsu... Saíam de Konoha, não os quero mais no meu casamento.

- Isso é um insulto!

- Eu mostrarei o insulto se não saírem daqui até o meio dia.

Uzumaki Mayumi.

- Tanto dia para estragarem e eles atacam justo no dia do nosso casamento. — Solto a cabeça do Tsuchikage e seu corpo cai sem vida no chão.

- Vocês ainda podem casar. — Hashirama falou e dei risada ganhando a atenção deles. — Você ainda ri!

- Todos riem e não, se quisermos casar iremos garantir a segurança de Konoha primeiro. — Guardo a katana na proteção e me viro para Tobirama. — Se importa?

- Não. Concordo com você e é melhor esperarmos um pouco, não queremos apressar tudo. — Sorrio e olho para Mito

- Onde está o baixinho?

- Com os outros. — Move a cabeça em direção ao monumento hokage e concordo com a cabeça.

- Tudo bem, já que estamos em segurança podemos solta-los? — Meu noivo concorda e beijo sua bochecha antes de partir em direção ao monumento que também serve como esconderijo.

Abri a porta e rapidamente fui abraçada o que me fez sorrir enquanto o pegava no colo.

- Por que está suja? Está machucada? — Eu não posso dizer que o sangue não é meu, certo?

- Nada de grave, ficarei bem. — Sorrio e ele me abraçou. — Vou levá-lo até sua casa. Konoha não está mais sob ataque.

{...}

Tobirama gemeu baixo e o olhei vendo seus olhos vermelhos fixos em mim, volto a fechar o ferimento e molho os lábios.

- Você vai sobreviver.

- Para sua tristeza.

- Quem disse que estou triste? — Sorrio fechando o kit de primeiros socorros

- Você está mais sorridente... Por que? — Me viro para ele e selo nossos lábios.

- Eu me sinto em casa, não pude salvar Uzushiogakure então salvarei Konohagakure.

- Não é sua obrigação.

- Como noiva do hokage eu acho que é... Mas ainda assim, iria proteger Konoha já que matei todos os meus inimigos.

- Como sabia que seu pai estava morto?

- Ele estava sendo torturado, todos esses anos e quando cheguei onde os assassinos estavam é como se esperassem por mim pois meu pai ainda estava vivo, pendurado no portão e o sangue recente ainda descia por seu corpo... Foi quando perdi a sanidade mental. — Sua mão tocou minha bochecha e ele encostou nossas testas. — Mas é como eu disse, ou o amor e ódio caminham lado a lado de uma forma que sua sanidade domine você ou então você se entrega totalmente ao ódio.

- Eu não quero perder você pois se que terei que caça-la e torná-la renegada. — Nossos olhares se encontram e isso me fez sorrir

- Tudo vai ficar bem e eu prometo que depois que vocês se forem, irei cuidar dos que ficarem e manterei Konoha a salvo. — Meu noivo sorriu unindo nossos lábios em um selinho

- Eu sei que já disse isso, mas eu te amo.

- Eu também te amo, mais do que consigo dizer.

A História apagada.Onde histórias criam vida. Descubra agora