Dezoito

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Uzumaki Mayumi.

Cruzo os braços atrás do corpo e Tobirama finalmente para de instruir seus alunos sobre cada movimento que deveria ser feito resultando em sua atenção voltada para mim.

Ele se aproximou com o semblante fechado porém seus olhos vermelhos, bem como os olhos de alguns membros do meu clã extinto, deixaram expostos a sua confusão o que me fez sorrir enquanto meu rosto ficava quente novamente.

- Algum problema, Mayumi-hime?

- Não, só vim desejar boa sorte. — Tiro as mãos de trás do corpo e estendo uma marmita bem embrulhada para ele que corou a pegando.

- Arigatō gozaimasu. — Toquei sua bochecha e nossos olhares se conectaram de forma profunda. — Voltarei o mais rápido possível.

- Sei que sim. — Toco seu peito que é coberto por uma espécie de armadura ao mesmo tempo que ficava na ponta dos pés e aproximei nossos rostos beijando seus lábios em um toque leve. — Sayonara, Tobirama-kun.

- S-s-sayonara, M-Mayumi. — Gaguejou e sorri fechando os olhos enquanto encolhia meus ombros. — Tome cuidado com Madara.

- Eu vou.

{...}

Me sento no banco de frente para ele que me olhava fixamente e por um momento pensei que ele me colocaria em um genjutsu porém tudo o que Madara fez foi respirar fundo e abaixar a cabeça.

Ele está destruído.

- Não irei feri-la, vejo uma irmã mais nova em você.

- Se eu o soltar precisa prometer que não fará nada e então irei ajudá-lo a encontrar o assassino de Izuna.

- Você sabe quem é ele. — Me olha porém me mantive firme. — Alguém que não confia no meu clã, que não confia em mim.

- Ele é o hokage, jurou proteger Konoha e todos que vivem nela.

- E por que acha que Izuna se foi? Eu sou o próximo.

- Madara-sama...

- Eu não estou mentindo. — Abaixo o olhar e ele respira fundo. — Eu vou surtar um dia e alguém terá que me parar, você ou Hashirama, que seja.

- Tobirama não mataria Izuna.

- Então você é mesmo inocente, ambos são apaixonados por você e todos sabiam a forma como isso acabaria, um combate até a morte.

- Não posso...

- Eu sei. — Ele sorriu minimamente e ergui a sobrancelha. — Por isso quero pedir algo.

- Não farei isso.

- Então eu farei. Você está certa, o amor e o ódio não andam lado a lado no clã Uchiha, você tem sorte de ser quem é. — Nossos olhares se encontraram e ele sorriu. — Seus pais estariam orgulhosos.

- Irei chamar Hashirama-sama.

- Não, quero que você me mate. Onegai, Mayumi-hime.

A História apagada.Onde histórias criam vida. Descubra agora