Clint e Natasha chegaram pouco depois ao Instituto Xavier; à frente do portão, Tempestade, Ciclope e Jean Grey aguardavam com posturas sérias; assim que a espiã saiu do carro, trocou um aceno de cabeça com a outra ruiva, profissional:
- Boa noite, Doutora Grey. Esses são meus parceiros, Hawkeye – Indicou Clint, que pegava nos braços a médica da HIDRA – e Capitão América. – Steve acabava de descer da moto e remover o capacete; a telepata os cumprimentou com a cabeça:
- Senhores. – Sua atenção se voltou para Natasha, outra vez. – Preparamos o espaço, mas não vou usar telepatia para arrancar as informações: as informações virão com imagens e memórias, e corro o risco de matar a mulher por acidente. Posso influenciá-la, não entrar em sua mente.
- Vim preparada para isso. Vou deixá-la colaborativa para você, isso se não tirar tudo o que quero ainda hoje. – Removendo a peruca loira e as lentes, a russa pegou sua valise e se juntou aos outros.
- Por aqui. – Foi tudo o que Ororo falou, virando de costas e tomando um caminho por trás da mansão, para baixo através de escadas de pedra que conduziam ao porão. Dali, um longo caminho por alas hospitalares, laboratórios, até um corredor praticamente vazio, com três celas. Duas eram mobiliadas como quartos normais, porém desprovidas de quaisquer objetos soltos ou cortantes, e a terceira possuidora apenas de um estrado de madeira com um colchão, uma mesa e duas cadeiras, tudo de um branco imaculado. Romanoff assentiu em aprovação: a homogeneidade do branco era um tormento psicológico por si só, capaz de causar alucinações intensas a longo prazo, na busca da mente por qualquer estímulo que fosse. Paredes acolchoadas e à prova de som aumentavam o total isolamento, ampliando a eficácia.
- Por que têm essas coisas, aqui? – Perguntou Steve, bastante incomodado.
- Nem todo mutante é "bom", Capitão. – Respondeu Scott Summers. – Precisamos de uma ala de contenção, seja para quem tem más intenções, seja para pessoas que nos são enviadas em pleno descontrole. Imagine ter um Hulk solto que não machuca apenas aos outros, mas a si mesmo. É com o que temos de lidar, por vezes, e para isso temos um ambiente controlado.
- Acabamos de cometer um sequestro. – Comentou Clint, colocando Melinda Lambert na cadeira e ajudando Natasha a amarrar os membros da prisioneira. – Não estamos aqui para julgar ninguém.
Terminando de prender sua vítima, Natasha ficou em pé e encarou os três mutantes; estava mais do que óbvio que Ciclope e Tempestade achavam aquilo muito controverso e, provavelmente, se sentiam tão incomodados quanto Steve com a ideia... Provavelmente até mais, pois logo a professora Grey se manifestou:
- Scott, Ororo, eu cuido de tudo por aqui. Mantenham a ordem na escola, e não quero nenhum aluno descendo até aqui. – A dupla anuiu e saiu em silêncio, enquanto Romanoff pegava a seringa com adrenalina. Ficavam aliviados em sair de perto da espiã, pois não apenas não confiavam nela, como se opunham profundamente aos métodos que utilizava. Se haviam recorrido a suas habilidades, devia-se unicamente ao profissionalismo e eficácia da espiã, e nada mais. Natasha entendia muito bem o que achavam de si, e não estava minimamente preocupada, contanto que não atrapalhassem sua missão, e pagassem por seu trabalho ao fim de tudo. Sem ligar para a saída dos mutantes, declarou:
- Vou usar uma técnica antiga, um tanto brutal, mas eficaz: a vítima tem alucinações de horror que podem ser influenciadas com sugestões mínimas. Dura aproximadamente uma hora, e depois o indivíduo entra num estado de fragilidade emocional e apatia. Geralmente são necessários três ciclos iniciais, e é como vou começar. Mas primeiro preciso ter uma conversa com ela ainda sã.
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A Aranha na Teia
FanfictionNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
