Olá, pessoal!
Bom, preciso me desculpar pela demora, mas acho que todo mundo sabe como é a loucura de fim de ano, né? Ainda mais na faculdade.
Bem, felizmente consegui tempo para escrever o fim desse capítulo (tive de dividir em dois), e postar! Tomara que gostem!
Natasha fitou sem prazer sua imagem no espelho: nem mesmo Clint ou Steve poderiam dizer a diferença entre ela e Melinda Lambert, naquele disfarce! Infelizmente, isso incluía os trajes da mulher... um vestido longo, vermelho, justo sem se tornar vulgar e com uma fenda até a altura do joelho, combinado com saltos 10 - se havia uma coisa que a russa odiava eram sapatos de salto fino, feitos para que o próprio ato de caminhar se tornasse vulnerável! - e os cabelos pintados de preto reluzente arrumados em um coque de tranças bagunçado, fios rebeldes caindo em anéis que emolduravam seu rosto. Tudo nela gritava ser uma mulher elegante e delicada, mas a espiã fizera suas próprias modificações nas vestes...
O corpete que usava por sob o vestido tivera suas barbatanas substituídas por lâminas metálicas flexíveis, bastante versáteis em uso; os brincos dourados possuíam comunicadores e rastreadores de alta precisão em si, e os saltos dos sapatos guardavam dentro deles farpas envenenadas, enquanto as pontas haviam sido guarnecidas de lâminas ora ocultas na sola, mas passíveis de serem projetadas a fim de transformar o mais simples chute em algo letal. A pulseira dourada parecia inofensiva, mas ocultava dentro de si pequenas agulhas ligadas a microcápsulas de toxinas, pronta para uso. Finalmente, costurado por dentro da alça da bolsa estava um garrote de fio dourado, que ela só precisaria puxar para utilizar, e seu colar de pedras tivera as gemas substituídas por outras, sintéticas, com vários coquetéis poderosos em forma de pílulas vítreas, incluindo tetrodotoxina, caso precisasse forjar a própria morte. "Vestida para matar" nunca fora um termo tão adequado.
Ela se juntou a Clint e Steve na sala, ambos já preparados para irem a campo, com trajes escuros e discretos, o equipamento de mão acomodado em uma maleta. Por questões óbvias, Steve deixaria seu escudo, chamativo demais, e Clint usaria armas de fogo com silenciadores, em vez de seu arco, a menos que não houvesse outra alternativa. Natasha queria evitar a todo custo o reconhecimento dos colegas, pelo menos por ora, e ambos haviam concordado com isso. Ao ver a companheira naquele disfarce impecável, o soldado franziu levemente as sobrancelhas em preocupação, sabendo no que ela se colocaria, e odiando a ideia.
_ Preparada? - Desde o fim da manhã a espiã se afastara física e emocionalmente de todos, uma parte imprescindível do preparo para não cometer erros. Quando se passava por um personagem, tudo o que levava a campo eram as emoções dessa persona e seus conhecimentos técnicos; tudo o que fazia parte de Natasha Romanoff era enterrado e esquecido. Era tão formidável quanto assustador o modo como se transformava.
_ E vocês? - "Melinda Lambert" pendurou a bolsa no ombro e caminhou para o elevador com perfeito equilíbrio em seus saltos altos, um caminhar diferente da graça e silêncio felinos usuais à espiã. Ela parecia até mesmo mais alta, unicamente devido à postura alongada que assumia, tão diferente de... Bom, de tudo o que era comum à mulher!
Barton não se mostrava impressionado, mas tampouco tratava a amiga como era usual... Havia certos ritos que ambos cumpriam juntos, fosse ao se preparar para missões, ao retornar delas ou em diversas situações corriqueiras - desde hábitos na ala de treinamento às conversas por olhares e microexpressões faciais - os quais Rogers já conhecia bem, embora não compreendesse a maioria. Esse distanciamento mútuo era algo novo para o Capitão, mas o entendimento sem palavras de ambos mostrava já haverem repetido a mesma dança diversas vezes, um modo automático de agir e reagir cimentado pelo hábito. Como o novo elemento dessa equação, praticamente um novato no ramo de espionagem, dessa vez não assumia a liderança, mas procurava aprender com os agentes a lidar com algo tão fora de sua zona de conforto.
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A Aranha na Teia
FanfictionNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
