Sokovia

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Oláááá!!!! Tudo bem???
Um pouquinho mais demorado do que queria, mas cá estou com atualizações! E agora é oficial!!! COMEÇOU ERA DE ULTRON!!!! Espero muito que gostem!!!!!! Beijos enormes, e boa leitura!!!



    Natasha franziu o cenho: Sokovia parecia muito pior do que em sua última visita, mas bem... Isoo fora há quase uma década. Quase sessenta por cento da cidade se havia convertido em escombros ou guetos caindo aos pedaços, com pessoas em extrema vulnerabilidade social, que espreitavam como sombras pálidas em torno de edifícios e palacetes habitados pelos ricos ou sortudos o suficiente para não terem sido afetados pela crise geral. Céus... O estômago da espiã se revirou, por saber bem demais que o país em que vivia hoje era diretamente responsável por aquela miséria. Isso fazia dela uma grande hipócrita, no mínimo... Fazia sentido que Sokovia protegesse a HIDRA: fora a corporação a única coisa ainda resistindo ao imperialismo estadunidense, dando armas para lutarem contra a facção alimentada pelas armas e tropas americanas. Natasha não os culpava, e no lugar dos sokovianos... definitivamente faria o mesmo.
        — Isso é Sokovia? — A vozinha de Lucy tirou Natasha de seus pensamentos, fazendo a espiã olhar para a filha com uma expressão compreensiva.
    — Países em guerra civil são sempre um cenário caótico, milaya. — A espiã espantou os pensamentos sombrios e ajeitou o colete à prova de balas na pequena, por sobre o macacão cinza-escuro de agente júnior que seguia o padrão geral dos uniformes da SHIELD. — Agora, repita para mim nosso combinado.
    — Ficar no quinjet a menos que JARVIS alerte para sair, acompanhar o canal de comunicação interna, e obedecer aos comandos de vocês, porque em campo você e daidí não são meus pais, mas meus comandantes.
    — Isso. E o colete à prova de balas?
    — Vestido o tempo todo. Bloqueadores em baixa frequência, mas ligados, pistola travada e sempre no cinto. — Lucy também levantou os punhos, onde usava as duas pulseiras de pulso elétrico que Tony fizera para a afilhada. — E os Ferrões preparados.
    — E o que você "não" deve fazer?
    — Sair da nave ou ir correndo atrás de vocês. Porque isso, além de me machucar, vai deixar o time preocupado e sem concentração, desviar o foco do objetivo e causar acidentes.
    — Estamos confiando em você para se manter a salvo.
        Natasha sorriu e esfregou a ponta do nariz no da filha; o restante do time não resistiu a dar breves sorrisinhos de canto: até mesmo Sam e Rhodes podiam ver o quanto Lucy significava para a espiã, e elas pareciam em ainda maior sintonia agora, enquanto a Romanoff mais jovem se mostrava uma trainee mais do que empenhada. A bem da verdade, a menina parecia uma cópia mais jovem da mãe. Steve se aproximou de ambas, e envolveu um braço em cada uma.
    — Prontas?
    — Sim, Daidí. – Lucy torceu as mãozinhas, nervosa. — O que eu faço, se HIDRA me encontrar?
    — Se qualquer um tentar te pegar, você vai usar todas as armas que tem para se manter longe e a salvo, e nos chamar. Nós vamos te proteger, está bem? Você vai ficar a salvo. O quinjet está no modo invisível, e JARVIS vai nos manter informados sobre qualquer ameaça. – Steve acariciou as costas da filha, reconfortando-a.
     Rogers e Romanoff seguraram Lucy num abraço firme por um longo minuto, antes de a soltarem.
    — Está com medo? – Não havia censura na voz de Natasha.
    — Um pouco. Por vocês, e por mim. — Lucy deu um leve esgar. – Mas é o medo que nos mantém vivos, né?
    — É. E está tudo bem ter medo. Seu pai, eu, todos os seus tios estamos com um pouco de medo, porque é normal sentir isso. Mas tudo vai ficar bem. Prometo. — Natasha beijou a fronte da filha. — Maria Hill está no comunicador. Você está segura.
    Lucy quase respondeu a isso com um "mas vocês não", nas segurou as palavras no último momento, apenas assentindo. Mais adiante na nave, Tony e Clint começavam a pousar o quinjet, e todos os demais checavam pela última vez seu equipamento. A Legião de Ferro já delimitara o perímetro e estava preparada para afastar civis da orla da floresta que rodeava o castelo, tão logo o embate começasse. Bruce Banner não desceria de imediato: deixariam o Hulk para se manifestar apenas em resposta emergencial, de modo que, por ora, ele ficaria com Lucy.
    Cada um se sentou e afivelou os cintos enquanto o quinjet planava cada vez mais baixo, contornando a cidade; tudo começava pela área urbana: se não afastassem os soldados da HIDRA, estes fariam os civis de reféns. Não era apenas sobre aniquilar o último bastião da HIDRA, mas sobre fazer isso evitando baixas de civis.

A Aranha na TeiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora