Ultron

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Oláááá!!! Feliz 2024!!!!

Tudo bem com vocês? Sim, sei que demorei, mas esse capítulo me deu trabalho. Reescrevi umas 80nvezes pra.ficar aceitável. Espero muito que tenha valido a pena, e que gostem do resultado!
Boa leitura!!!



Banner se sentava ao fundo da nave com seus fones de isolamento acústico, focando na música clássica para tranquilizar seu corpo e mente após o rompante de Hulk; Tony se concentrava em pilotar, enquanto Natasha segurava a mão de um Clint semiconsciente - um pouco mais cedo, Lucy demonstrara nova utilidade para sua mutação ao, como lhe ensinara Jean Grey, amortecer os centros processadores de dor para eliminar o sofrimento do tio - enquanto Steve andava para lá e para cá, ora se certificando de estarem todos bem, ora meditativo acerca dos eventos em Sokovia. Sam e Rhodes haviam removido o equipamento e também descansavam em suas poltronas, todos bastante afetados por aquela missão. Thor parecia o único sendo, bem... Ele mesmo. Apesar dos civis em protesto, as pichações e acusações de fascismo tinham pouco significado para um ser de fora da Terra. Mesmo que os compreendesse racionalmente, Thor se sentia tranquilo acerca da ideia de ser odiado por uma parcela da população civil; ele aprendera ao longo de 1500 anos que nem sempre fazer a coisa certa significava que não haveria componentes sombrios em suas ações. Seu povo vinha de tradição guerreira, e mesmo as batalhas mais gloriosas ainda envolvem, em suma, uma chacina. E raramente os aliados de seus inimigos, fossem civis ou soldados, teriam bons olhos sobre si. E isso não o perturbava em absoluto.

- Como consegue, Thor? - Steve perguntou, sentando-se ao lado do deus.

- Eu consigo muitas coisas, Capitão Rogers. Ao que se refere?

- Tudo aquilo em Sokovia parece não ter te afetado.

- Bom... Eu não sirvo a SHIELD. Meus negócios eram com a HIDRA, e eu lamento muito que as pessoas de Sokovia precisassem da HIDRA para manter a autonomia de seu país, mas nós sabemos o que a HIDRA faz. Alguns males simplesmente precisam ser cortados pela raiz, e nem sempre todos irão concordar. - Ele viu o franzir de cenho de Rogers. - Sei quem sou, no que acredito e o que preciso fazer. Como as pessoas me veem já está além do meu controle, Capitão, assim como do seu.

- As coisas não são tão simples.

- Ou talvez você não esteja lutando cem por cento pelo que acredita, mas simplesmente de modo compulsório. - Thor apontou com o Mjolnir para Lucy. - Aquela garotinha ali passou coisas terríveis que a maior parte dos adultos nunca vai sequer sonhar. Coisas que nenhum asgardiano passaria, em nossos milhares de anos. Aqueles jovens delinquentes que nos enfrentaram tiveram suas vidas reviradas e foram tornados em armas antes de entenderem sequer seu lugar no mundo. Derrotar a HIDRA não era opcional, especialmente com os riscos que o Cetro representava em suas mãos. Agora... Sobre o restante da situação, você precisa definir no que realmente acredita. Quando souber quem é, agir de acordo se torna simples.

Steve reprimiu um riso levemente amargo:

- Sinto saudades de quando tudo era mais fácil. De quando era apenas os mocinhos contra os vilões, e eu sabia exatamente quem era quem.

- Bem, humanos realmente tornam as própria vidas mais complicadas. Mas ainda é simples, Steve: precisa saber quem você é, e não quem você deveria ser. E nunca houve realmente mocinhos e vilões absolutos; você só era jovem e inocente o bastante para acreditar que sim.

Rogers deu um leve sorriso de canto, apertando de leve o ombro de Thor em gratidão. O deus, por sua vez, deu um tapa carinhoso nas costas de Rogers, antes de ir para os fundos do quinjet checar o Cetro.

Enquanto isso, na frente do jato, Lucy se sentava na cadeira do copiloto, perto de Tony; o Homem de Ferro adorava a companhia da afilhada, e raras vezes perdia a oportunidade de lhe ensinar coisas novas, como fazia agora ao lhe mostrar os controles para manter a aeronave no ar; entre demonstrações e perguntas, o engenheiro perguntou o que realmente queria:

A Aranha na TeiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora