Oláááá, pessoal! Cá estou, de volta! Tudo bom?
Fiquei super feliz com os feedbacks, e espero muito que gostem do novo capítulo!
Natalia checou as horas no relógio: 5:25 da manhã. Mais um dia passado dentro da base, menos um dia disponível para cumprir seu trabalho. Precisava acelerar as coisas e, se os diretores do Projeto Lucy mantinham tudo em suspenso pela suspeita de terem um agente – mais precisamente ela – infiltrado, então teria de arranjar as coisas ao seu próprio modo.
Pegou no armário um conjunto de roupas de trabalho brancas, a pouca maquiagem que Lambert mantinha consigo e foi se aprontar no banheiro. Nada diferente do que a médica teria feito, mas a espiã sempre tinha seus recursos nos locais mais inesperados: nos dias anteriores, mapeara cerca de 60% das instalações subterrâneas, e encontrara as portas de acesso para a central de comando de todo o complexo. Conseguira também identificar o tipo de acesso e, felizmente, não precisaria arrancar nenhum globo ocular para entrar, graças às lentes de contato que Tony projetara, capazes de escanear os olhos de um interlocutor e reproduzir os padrões de retina em sua superfície. Obter as digitais seria um pouco mais difícil, mas algo ainda plenamente dentro de sua zona de conforto.
Cronometrando internamente o tempo que levava para se arrumar, destacou o espelho do estojo de mão e retirou de trás dele os papéis carbonados, cortando seis quadrados pequenos. Em um, raspou com a unha uma pequena quantidade do pó compacto, dobrou duas vezes e o deslizou para o bolso do jaleco. Os demais, manteve abertos e cuidadosamente lisos, para uma marca perfeita, antes de apenas programar o modificador facial para as cores de uma maquiagem leve, adequada a sua pretensa função, e deixar o banheiro.
Não havia qualquer arma, adaptada ou não, entre as posses de Natasha; não havia lhe passado despercebido que, dados os eventos do baile de gala, os diretores daquela unidade se mantinham aletas e, provavelmente, fariam diversos testes com os prováveis suspeitos de serem, bem... Ela, se passando por outra pessoa. E obviamente, enquanto única pessoa a testemunhar a morte do falso Izmar Von Hecker, Melinda Lambert figurava no topo da lista. A chance de ser atacada, talvez mesmo torturada, não era baixa, e reagir apenas a exporia. Não importava o que acontecesse, Romanoff tinha de agir dentro de seu papel: chorar, implorar, gritar, mas jamais reagir, mesmo que isso exigisse cada grama de sua vontade, para ir contra o condicionamento de uma vida.
Naquela manhã, a psiquiatra acompanharia as atividades ao ar livre da Cobaia 109, no intuito de avaliar seu desenvolvimento motor, físico e mental ante a exposição a outros seres humanos em dinâmicas diversas e treinamento de combate. Para tanto, deveria estar no corredor CXV – o qual levava à ala dos dormitórios – cinco minutos antes do toque de despertar, para observar o desempenho da mutante em sua rotina desde o momento em que acordava; os mínimos detalhes eram reveladores sobre aptidões, personalidade e pensamentos íntimos de alguém, quando se sabia o que procurar.
Já conhecendo o percurso – que convenientemente passava pela primeira porta de acesso aos elevadores centrais, que desciam ao núcleo do complexo - caminhou casualmente pelo corredor, de olho nas câmeras panorâmicas. Cronometrara nos últimos três dias o horário em que a vigilância se afrouxava - a troca de turnos, sempre ao início da manhã e ao fim da tarde, imediatamente antes do toque de despertar e de recolher - e agora utilizava-se disso para conseguir acesso à sala de arquivos e o comando central. Não entraria ali, agora, mas conseguiria as digitais de acesso para seguir com seu plano. Faltavam nove minutos e meio para o soar da matina, e isso lhe dava noventa segundos para executar a ação, a fim de estar no lugar devido, no momento certo, e sua contagem mental se iniciou no preciso instante em que passou pela tranca digital.
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A Aranha na Teia
Hayran KurguNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
