Olá!!!! Mais um capítulo sendo postado, para logo ter tudo o que está pronto da história postado aqui!!! Quero agradecer muito o carinho recebido por meio de votos e feedbacks: vocês são leitores incríveis!!!
Sem mais enrolação, vamos à história!
Seus passos não fizeram ruído algum enquanto avançava para o subsolo, onde seu “hóspede” estava temporariamente acomodado, até a SHIELD vir buscá-lo. Até isso acontecer, contudo, Mehmet era problema dela, e a russa era extremamente prática ao lidar com problemas. Não levava nada nas mãos, pois não carecia de instrumentos para arrancar as informações desejadas: mesmo ante a necessidade de infligir dor física, sabia fazê-lo com as mãos nuas, sem deixar marcas reconhecíveis.
O prisioneiro ergueu a cabeça ao ouvir a porta se abrir, misto de ódio e desprezo estampados no rosto ao ver a mulher ruiva adentrar o aposento e fechar a porta atrás de si.
- Senhorita Romanoff. Começava a acreditar que havia me esquecido. – Ainda que algemado, o turco se encontrava confortavelmente instalado em uma cela apenas caracterizada como tal pela porta que só se abria mediante escaneamento de retina. O restante... Bem, a Natalia dos tempos de KGB invejaria o conforto do espaço. – Não vai dizer nada? Comentar o quanto esse espaço é confortável demais para alguém como eu, ou se vangloriar da vitória nessa batalha? – A essas alturas, os inimigos já deveriam saber o quão estúpido era tentar irritá-la... Não apenas por ser inútil, mas por indispô-la a ser minimamente suave, mesmo que a princípio. Isso era tão clichê...
Sem paciência alguma, Natasha o arrancou da cama pelo braço e o jogou na cadeira chumbada ao chão com facilidade que não deveria surpreender, mas ainda assim assustou o mercenário bem maior do que ela.
- São quatro e meia da manhã de terça, e a SHIELD virá apenas às dezessete horas de quarta. – Não se deteria explicando que isso significava mais de 36 horas ininterruptas nas mãos dela, e que não havia pausas programadas. – O que sabe sobre o paradeiro do Cetro?
- Sou um traficante de armas e pessoas, não de joias reais e relíquias. Seu informante deve ter se engana... – As palavras morreram quando a mão pequena da mulher envolveu sua garganta como um torno, cessando todo o fluxo de ar.
- Pule a parte em que me trata como idiota, e eu pulo a parte em que explico sua situação de formas bem desagradáveis. – Ela o soltou e observou friamente enquanto engasgava e ofegava, retomando o fôlego. Pressionar a garganta causava a horrível sensação de estar sufocando, mesmo quando havia ar mais do que suficiente nos pulmões, e levou quase um minuto para que se recuperasse.
- Seus novos amigos, Vingadores, aprovam esses métodos? Pensávamos que estava atrás de redenção, agente Romanova.
- Eles não estão aqui. – Natasha puxou um fio de seda muito fino de dentro do cinto, e o passou em um movimento pelo pescoço do prisioneiro, amarrando-o ao espaldar da cadeira de modo a manter sua cabeça a meio caminho de se erguer. Quando Mehmet tentou baixar o queixo, o fio começou a se enterrar na pele. – Eu não forçaria o fio, no seu lugar. Mas os músculos só aguentam algum tempo, antes de ceder e cortar sua garganta. Não vai matá-lo, se estiver pensando em suicídio, mas a dor é peculiarmente aguda, e destruirá os tendões e nervos que controlam a maior parte dos movimentos da cabeça. – O fio não se enterraria na pele mais do que meio centímetro, antes de rebentar. Era seda comum, apenas uma réplica do cordão de estrangulamento que usava, revestida com pó de vidro. Não faria o estrago ameaçado: o interrogado apenas precisava acreditar que faria. A tortura não estava nos cortes, mas nas horas mantido sob tensão e pressão psicológicas. – E já que ainda é cedo para você falar algo, eu falarei primeiro.
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A Aranha na Teia
FanfictionNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
