Olá!!!! Aqui estou de novo, metralhando capítulos para ter logo a fic no mesmo ponto, em todas as plataformas, rsrsrs. Meu coração está todo quentinho com o carinho e aprovação dirigidos a essa história!!! Obrigadaaa ❤️❤️❤️❤️
Quatro meses depois
Natasha levou o pulso à boca, murmurando em tom quase inaudível, enquanto se mantinha suspensa na quina das paredes do armazém, entre a tubulação de ferro oxidado e o concreto áspero que lhe servia de apoio.
- Meninos, eles estão aqui dentro. Podem criar a distração. – A procura por outras bases da HIDRA e a busca pelo Cetro os levara até o Oriente Próximo, em recantos perdidos ao sul da Turquia, por onde passava uma rede de tráfico de armas e pessoas. As Crianças de Nuremberg certamente haviam sido, ao menos até o momento, os maiores sucessos da experimentação em seres humanos, mas nem de longe os únicos. Como Romanoff bem sabia, este era um ramo antigo e firmemente solidificado nas estruturas da organização. Assim como a promoção de atos terroristas e disseminação do caos.
As pistas os haviam levado àquele armazém, por onde passava boa parte dos carregamentos bélicos, e que servia como ponto de encontro por estar fora do radar. Havia mais no subterrâneo - nada tão grandioso quanto na divisa do Canadá, é claro, mas não menos digno de nota por isso – em instalações e informação. Principalmente o abrigo antiaéreo de onde as operações regionais eram coordenadas, e onde a espiã sabia que encontraria pessoas capazes de os conduzir à próxima etapa. Bom. Estava ficando cansada do jogo de perseguição, ainda que houvessem tido vitórias sucessivas contra a organização.
- Avise quando descerem: vamos colocar tudo abaixo. – Soou a voz de Thor no comunicador.
- Vamos ser rápidos: não podemos ficar aqui tempo demais. Capturamos Mehmet e o levamos para o quinjet. – Foi Clint quem falou, seguro por um cabo ao teto, do outro lado do vão. Olhando para Natasha, piscou duas vezes e a viu mover minimamente a cabeça em concordância. Hora de agir. – Estamos indo.
A dupla se soltou de seus apoios e caiu em pé silenciosamente, avançando como um par de leopardos até as sentinelas mais próximas, que sequer tiveram tempo de ver quem ou o que partiu seus pescoços antes de ir ao chão, sem vida. Ocultando-se por trás de pilhas de caixas, avançaram um por cada lado em direção ao fim do armazém, deixando atrás de si um rastro de destruição. Estavam no final do caminho quando alarmes começaram a soar, indicando que Thor, Tony e Steve se haviam feito notar. Mesmo em lados opostos, os dois espiões usaram os ganchos de seus cintos para se içar fora do caminho dos mercenários que saíam como um batalhão de formigas, munidos de armamento pesado. E uma vez que não é um hábito humano olhar para cima, sem um motivo, Romanoff e Barton conseguiram avançar pendurados por mãos e pés nas tubulações, até sair do alcance da visão dos traficantes.
Era uma corrida contra o tempo, pois precisavam chegar ao bunker e invadi-lo antes que as portas se lacrassem! A necessidade fez Natasha ignorar a prudência e saltar para o chão, mesmo com alguns homens ainda circulando; encontraram todos a morte nas balas da espiã, a qual usava as paredes habilmente para se impulsionar por cima dos oponentes, saltando por sobre suas cabeças. Virou a última esquina a tempo de ver um turco alto e forte puxando a pesada porta de metal maciço, já quase fechada; a mulher preparou seu gancho, mas, do outro lado, Clint fora mais rápido: uma flecha ligada a um cabo atravessou o pescoço do homem, derrubando-o no caminho da porta e impedindo que esta se fechasse.
- Mandou bem. – A mulher se espremeu agilmente pela abertura estreita, seguida com alguma dificuldade por Barton, começando a saltar os lances de escada que seguiam cada vez mais para o interior da terra. Não era um lugar especialmente grande, mas não fora construído com esse propósito, afinal; os depósitos de armas da época da Guerra Fria haviam sido construídos mais fundo, nas montanhas pouco mais ao sul.
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A Aranha na Teia
FanfictionNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
