Olá!!!! Aqui estou de novo, metralhando capítulos para ter logo a fic no mesmo ponto, em todas as plataformas, rsrsrs. Meu coração está todo quentinho com o carinho e aprovação dirigidos a essa história!!! Obrigadaaa ❤️❤️❤️❤️
Natasha acordou ao sentir Steve se agitar ao seu lado; ainda sonolenta, levou a mão a seu ombro para acalmá-lo – pesadelos eram outra coisa que partilhavam, em suas vidas – mas, tão logo o tocou, o soldado se levantou com um grito que fez a espiã saltar para o outro lado do quarto, por reflexo. Ao ver que o namorado se encontrava ainda preso no pesadelo, debatendo-se como ela não se lembrava de já tê-lo visto fazer, aproximou-se com cuidado e o imobilizou de bruços contra a cama, chamando-o:
- Steve, é só um pesadelo! Acorde!!! – Terror noturno em um homem com a força de Rogers só poderia resultar em catástrofe, se não contido! Mesmo ela mal conseguia segurá-lo, as mãos escorregando seu aperto dos pulsos dele; se forçasse o ângulo do braço um pouco mais, quebraria seu braço, mas não conseguiria segurar por muito mais tempo sem aplicar maior torque. – STEVE, ACORDE!
O grito o arrancou subitamente do sono, fazendo os olhos cor de safiras se abrirem e quase de imediato adquirirem lucidez. Tão logo o corpo do companheiro relaxou, ela o soltou e rolou de cima dele, ajoelhando-se ao seu lado com preocupação.
- Nat? – O loiro ainda se encontrava ofegante e ligeiramente trêmulo ao esfregar o rosto, sentando-se, banhado em suor frio. – Machuquei você?
- Não, eu estou bem. – A ruiva pousou a mão em seu rosto, preocupada. – Com o que estava sonhando?
- Com a guerra. – Os olhos do soldado se turvaram com lembranças desagradáveis. – As explosões e os gritos, ontem... Bom, todo temos fantasmas. – Romanoff meneou a cabeça negativamente, antes de se erguer e abrir o armário de Rogers, escolhendo uma camiseta e shorts e jogando-os sobre ele.
- Não use minhas esquivas contra mim, Steve. Vamos: gastamos um pouco de energia na academia enquanto você se acalma. – Sempre que acordava dos pesadelos, desde que fora descongelado, o americano fugia para áreas de treinamento a fim de esgotar o próprio corpo e tentar se esquivar às memórias. Fora assim que a espiã descobrira sobre os pesadelos dele, aliás: numa noite em que usara a mesma estratégia, na SHIELD, e haviam se encontrado no ringue.
- Nat, você está com as costelas quebradas... – Ele já não sabia por que ainda insistir, mas tentar cuidar da namorada era um instinto. Se Natasha achava que ia lutar contra ela, hoje, podia tirar o pônei da chuva: não seria ele a atrasar mais a recuperação das fraturas, ou mesmo piorá-las.
- Não precisa me socar: pode descontar nos sacos de boxe. Mas vou descer com você. – Ela própria colocou vestiu uma camiseta do namorado sobre a roupa de baixo se escorou no batente, observando-o. Havia vários hematomas, pequenos cortes e esfoladuras pelo torso e pernas, todos já em processo de cicatrização. Sumiriam ainda mais rápido que os dela, felizmente, mas a russa não conseguia se impedir de torcer levemente o canto da boca, em desagrado. Não gostava da ideia de Steve machucado, porque isso a lembrava de que ele também era mortal e, tanto quanto Clint, poderia morrer em campo. E tanto quanto o arqueiro, Rogers não era uma vida da qual se sentisse pronta para abrir mão ou aceitar a morte, restando apenas a negação.
O elevador abriu as portas e as luzes automáticas se acenderam enquanto a dupla ia para os pesos de boxe, sem se preocupar em enfaixar as mãos antes de se pôr a golpear os sacos; Steve se sentia mais calmo pela presença da espiã, mas as memórias ainda estavam ali, e ambos sabiam disso.
- Quer ficar sozinho? – A espiã via o homem se conter nos golpes, e imaginou se sua presença não o inibiria um pouco. Contudo, assim que se afastou, a mão de Steve se fechou em seu pulso.
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A Aranha na Teia
FanfictionNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
