Oooooieee!!! Depois de 84 anos, estou de volta!!! Sério, não é falta de vontade, eu de vez em quando travo para escrever uma cena específica, e aí falta só aquela ligação para postar o capítulo, sendo escrita 2894 vezes antes de sair minimamente aceitável. Eu realmente espero que vocês gostem do capítulo, mesmo sendo mais angst e menos ação. Obrigada a todo mundo que tem acompanhado!
Os projéteis erraram o alvo, e Pepper baixou a arma, suspirando; ao seu lado, Lucy havia cravado todos os tiros entre os "olhos" do alvo com a Colt 9mm, e a madrinha não sabia exatamente se seu desânimo maior se devia às próprias falhas, ou a ver uma ciança de oito anos atirar com tanta perícia... Ah, não... Definitivamente a segunda hipótese. Lucy não deveria ter de passar por isso tudo. Mas não podia censurar Natasha por continuar o treinamento da pequena, especialmente ante tudo o que vinha acontecendo.
- Você puxou o gatilho, tia Pep, em vez de pressionar. - A criança se juntou mais à madrinha e arrumou sua mão na coronha da pistola. - Aqui: quando for atirar, pressione sem enganchar o dedo, ou vai desviar a sua mira. Tenta de novo.
A mulher seguiu as instruções da garotinha, surpresa quando conseguiu acertar o tronco do alvo com silhueta humanoide; com um sorriso para Lucy, a qual comemorava com entusiasmo, trocou um "high-five" com ela e agradeceu em tom empolgado:
- Obrigada, professora Romanoff! Você manda muito bem ensinando a... - Nesse momento, JARVIS se fez ouvir:
- Senhorita Potts, o Sr. Stark me pediu para avisar que pousarão em quinze minutos.
- MAMA! DAIDÍ! - Com a desenvoltura de um militar, Lucy removeu a munição de sua pistola, disparou repetidas vezes para confirmar o esvaziamento do pente, guardou a arma no coldre e saiu aos pulos, qual um fihotinho de lebre. - VEM, TIA PEP! ELES VOLTARAM! ELE CONSEGUIRAAAM! TROUXERAM TODO MUNDO DE VOLTA!
Quando as portas do hangar se abriram para revelar as figuras dos Vingadores, Pepper parou momentaneamente e os encarou, preocupada: estavam todos com aparências cansadas, chocadas e conaternadas enquanto a equipe médica transportava os cientistas resgatados para a ala hospitalar, mas Natasha... Seu olhar tinha uma frieza pétrea que Virginia aprendera significar sentimentos dolorosos demais para a espiã se permitir demonstrar, os quais quase sempre a destruíam internamente. Contudo, assim que pousaram na imagem feliz da filha, os olhos de Romanoff afastaram a névoa com algumas piscadas enquanto sua dona se abaixava e lançava os braços amorosa e desesperadamente em torno da garotinha.
- Ya zdes, milaya. Mama zdes. (Estou aqui, pequena. Mamãe está aqui.) - A espiã russa cobriu fronte da filha com beijos aliviados e a envolveu com o mais terno e protetor dos abraços, ao passo que a menina se aninhou contra o corpo da mãe, aceitando e retribuindo de todo o coração o afeto de Natasha. - Você está bem? Você e a tia Pep ficaram a salvo?
- A gente está bem, e você está em casa, Mama. Vocês todos estão, vai ficar tudo bem, prometo. - Quando Natasha aliviou o enlace protetor de seus braços, Lucy se desvencilhou e acenou para o pai e cada um dos tios, mas não se afastu da mãe, não apenas por saudade, mas por ver mais claramente que qualquer um o quão ferida, angustiada e preocupada a assassina russa se encontrava. A mãe precisava dela, agora, e a pequena Romanoff não a desampararia.
- Eu sei, meu amor. Você está segura e nossos amigos estão bem, é tudo que importa. Daremos um jeito no resto. - A Viúva se ergueu e encarou Pepper com pura gratidão. - Obrigada por protegê-la, Pepper. Não devia pesar nos seus ombros, mas...
- Sou namorada de Tony Stark, Natasha... A vida não tem como ficar mais louca do que isso, e cuidar da Lucy não é um peso. E para ser honesta, acho que é mais provável ela me proteger: a diabinha me ensinou a atirar, hoje, e ela mesma é quase uma snipper. - A executiva tentou animar a outra, preocupada com o que via em sua linguagem corporal tensa e abatida: Deus... O que acontecera na missão? Potts não era alguém que caía duas vezes no mesmo truque, de modo que já aprendera a identificar quando Romanoff não estava bem, por difícil que fosse. Era algo mínimo, claro, como uma mudança na forma de olhar, uma linha de expressão contraída, os braços cruzados com mais força... Geralmente ela manifestava tal nível de desconforto apenas em assuntos que se relacionavam a potenciais danos a Lucy, e a missão a trouxera de volta extremamente abalada. Perguntaria a Tony, depois, e amanhã tentaria conversar com a agente, pelo menos tanto quanto esta permitisse.
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A Aranha na Teia
FanfictionNatasha Romanoff sempre fez jus ao codinome Viúva Negra; suas mentiras e disfarces eram tecidos com a mais perfeita maestria, enredando as vítimas como a suave e invisível teia de uma aranha. Ela sempre dominou suas farsas, sempre conheceu bem a pró...
