Naila balançou a cabeça rapidamente enquanto escutava um relato engraçado de Logel. Os meses tinham passado rapidamente, e sua relação com rei tornou-se um pouco solida, ainda mantinham tudo escondido porque faltava alguns bons meses até sua mãe ter o bebe, a cada dois meses recebia uma mensagem dos pais relatando o estado mãe, ele nunca dizia nada preocupante, mas ela sabia que estavam apenas poupando-a.
- Nossa! – disse Saer – esse quadro é lindo senhora Logel.
- Obrigada, posso fazer um para você, se desejar – disse a elleth.
- Não tenho como pagar – a fada sussurrou.
- Não precisa pagar, não pinto para vender.
- Realmente?
- Sim, se desejar faço um para você – ela sorriu com orgulho enquanto levava a caneca aos lábios.
- Sim, eu adoraria – disse a fada – muito obrigada, senhora.
Naila largou suas agulhas de crochê e voltou seus olhos para o quadro, era uma paisagem muito bonita, com montanhas e arvores esbeltas.
- Muito bonita o seu trabalho, fico impressionada – ela disse para a elleth.
- Obrigada querida – Logel sorriu – eu pintei sua mãe uma vez.
- Realmente? Eu nunca vi essa pintura – ela meditou – temos várias nos corredores de Erebor, mas são pintadas por anões.
- Saer, querida – chamou Logel evitando a conversa – vá até a cozinha ver se os biscoitos estão prontos, por favor.
- Sim, senhora – a fada curvou-se e saiu animadamente enquanto seus longos cabelos dourados moviam-se com seus movimentos.
- Fico feliz que ela esteja gostando de estar aqui – a princesa sussurrou.
- Naila, eu posso sentir – a mulher sorriu atrevida – posso sentir tão claro o aroma do rei em você.
- Não, sei do que está falando – a princesa se esquivou olhando para a mulher sentada a sua frente, um sorriso muito travesso lhe enfeitava o rosto, e seus olhos brilhavam com malícia.
- É porque você fica muito tempo deitada ao lado dele depois do sexo, não é? – ela questionou e inclinou-se para frente.
Naila engoliu em seco, Logel realmente não tinha papas na língua, muito menos pudor com as palavras, falava o que pensava sem se importar com a vergonha alheia.
- Você pode sentir?! – ela exclamou surpresa e envergonhada – eu posso sentir também, mas nunca pensei que os elfos pudessem.
- Não podem – ela sorriu – passei muitos anos treinando como me sentir independente sem minha visão, minha mente desenvolveu uma percepção ótima, minha audição e meu olfato também se tornaram aguçados.
- Não diga isso para ninguém! – ela exigiu – sabe o quanto tudo é complicado.
- Eu sei, e fico feliz por vocês – ela sussurrou – não sei como isso aconteceu, mas fico feliz.
- Obrigada.
Saer voltou logo depois com uma bandeja com alguns biscoitos, elas comeram e voltaram a conversar sobre suas tarefas diárias, e as pinturas da elleth.
**
Thranduil sentia-se muito mais satisfeito nos meses que passou ao lado da princesa, mas Wanheda voltou a incomodar, novamente estava florescendo e nenhum reino aliando conseguiu encontrar alguma coisa que pudessem usar para destruir o portal, e a fada não sabia muita coisa que pudesse ser de ajuda, e o rei sentia como se o cerco estivesse se fechando ao redor dele, não desejava outra guerra.
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A eternidade e a Morte
FanfictionDepois da Guerra pelo Anel, Thranduil receberá em seu palácio hospedes ilustres amigos de seu filho, e um deles irá revirar seu mundo e o deixar completamente confuso, a mortalidade pode completar a eternidade? Uma continuação da minha fanfic já po...
