Thranduil estava sentado em sua sala de estudos, e soltou um suspiro doloroso, e esfregou seu peito, ainda estava refletindo sobre seus sentimentos, mas nos últimos dias percebeu que buscava Naila com muita obsessão, e quando não descia para jantar sentia-se desolado, estava procurando sua atenção com tanto afinco quanto um cachorrinho carente, tal como fazia com Cellin.
Parecia sua sina, sempre buscando mulheres que não o queriam, mas não era necessariamente isso, pois uma delas foi ele próprio que a afastou, e se sentia um completo tolo por isso, ela o queria, ele a negou e agora a buscava como um completo idiota. Enquanto refletia sobre suas burrices e grosseria que distribuiu durante a semana não se deu conta de a noite começou a cair, enquanto dirigiu-se aos seus aposentos para tomar um banho foi seguido por Legolas, sem nenhuma palavra até entrarem na câmara privada, o rei começou a desfazer-se de suas joias e roupas.
- Ada, precisamos conversar – disse o príncipe analisando seu pai, seus ombros tensos e seu olhar distante mostrava um Thranduil que ele nunca havia visto.
Sentiu-se tolo por isso, pois sabia que em parte era sua culpa, dizer aquelas coisas sobre sua mãe, exigir coisas de seu pai, apesar de já ter pedido perdão seu pai ainda parecia muito abalado com tudo, ele julgou ser por causa de Taelin, mas tinha algo mais em tudo isso.
- O senhor se desentendeu com Taelin, por isso anda tão tenso? Quero apenas ajuda-lo, não gosto de vê-lo assim – o príncipe disse com um certo arrependimento por suas ações anteriores.
- Estou bem – disse o rei enrolando-se em uma toalha branca, seus cabelos ficaram livres de sua coroa, e os anéis de seus dedos foram tirados e colocados cuidadosamente em sua caixa de joias.
- Ada, eu sinto muito...
- Está tudo bem, íon nîn, não há nada de errado.
- Há sim, percebo como o senhor está mais abatido nos últimos dias, parece perdido, parece que não está aqui – ele sussurrou – não está bem, ada, e eu temo por sua saúde, não desejo que algo aconteça a seu coração por tudo que disse naquela noite, sei que minha mãe não lhe ama, mas não fui capaz de olhar o seu lado, de ver o quanto a falta do amor de alguém pode machuca-lo, me perdoe e me deixe ajuda-lo de alguma forma.
- Não é por causa de sua mãe – o rei sussurrou, e passou a mão sobre seus cabelos ignorando o olhar do filho.
Já era doloroso o suficiente ver Taelin triste, e ser renegado por Naila, não iria suportar também o sofrimento do filho, precisa que ele entendesse que nada tinha a ver com aquela discussão, apesar de tudo ser culpa de apenas uma coisa do passado.
- Não é sua mãe... – ele sussurrou e voltou os olhos para o filho – é Naila, estou assim por causa de Naila.
Legolas ficou perdido por alguns segundos, procurando entender o que seu pai dizia, levou a mão até a garganta e esfregou um pouco tentando tirar a sensação de formigamento que se formou em suas veias.
- Naila tem dúvidas sobre o que sinto por ela, não a culpo, a neguei tantas vezes que agora é difícil decidir se estou falando a verdade.
- Então está apaixonado por Naila? – o príncipe praguejou, não queria ser grosseiro, mas um sentimento estranho se formou em seu peito e estomago deixando-o momentaneamente enjoado.
- Realmente Naila? Filha de Myelle? De Thorin? – ele questionou novamente, mas não tinha nada contra Naila, realmente não tinha, mas sentia-se traído.
- Desculpe, mas sim – respondeu com firmeza – estou apaixonado por Naila.
Legolas tomou algumas respirações profundas, era seu pai, era sua felicidade, ele não tinha o direito de estragar mais tudo que já havia estragado.
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A eternidade e a Morte
FanfictionDepois da Guerra pelo Anel, Thranduil receberá em seu palácio hospedes ilustres amigos de seu filho, e um deles irá revirar seu mundo e o deixar completamente confuso, a mortalidade pode completar a eternidade? Uma continuação da minha fanfic já po...
