Uma decisão equivocada.

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Agalardiel permaneceu sentado ao lado da cama de Taelin, olhando-o fixamente enquanto respirava lentamente, eles já haviam voltado para o palácio, e as coisas pareciam mais calmas em relação a tudo, o elfo Sindar queria muito descer para as masmorras e mostrar aquelas fadas sobreviventes como elfos lidavam com ameaças como elas, mas seu coração não conseguia se afastar do elfo.

- Logel... – Taelin gemeu – Logel?

Seu coração bateu mais forte quando viu Taelin abrir os olhos lentamente, as fendas verdes esmeraldas se tornando mais amplas.

- Ela não está – ele sussurrou e segurou a mão dele – ela está aqui a alguns dias, pedi que fosse descansar.

- Agalardiel? – ele gemeu – que bom, eu gostaria de vê-la.

- Você vai vê-la, não se preocupe – ele sussurrou e acariciou o rosto do elfo gentilmente, observando como o tom de sua pele mudou e a cor já voltava aos seus lábios.

O elfo suspirou e voltou a respirar normalmente, as orbitas verdes ainda focadas em Agalardiel o fez pensar no quanto temeu perde-lo, no quando foi difícil ter que assistir ele se engasgar no próprio sangue. O pensamento fez o Sindar esfregar o peito.

- Estou bem. – Taelin respondeu, sua voz rouca do desuso.

Agalardiel lhe ofereceu água, e algo para a dor, então voltou a analisar o elfo que parecia um pouco mais lucido.

- O que você quer? – Taelin questionou – sei que quer algo – ele apontou para o rosto do loiro – conheço essa expressão. Sei que ficou preocupado comigo, e agradeço por me socorrer.

- Não é hora de falar sobre isso, nada disso. – ele disse movendo a mão pelo ar.

- Está incomodando você, então devemos falar disso.

- Acabou de acordar depois de quase uma semana de cama, quer mesmo ter essa conversa? – o loiro esbravejou – porque você não vai poder fugir disso no minuto que começar.

- Tenho certeza. – o elfo silvestre disse com uma firmeza que a um minuto a traz ele claramente não tinha.

- Nós terminamos mal.

Os olhos continuaram fixos nele, analisando-o.

- Sim, terminamos – ele disse – você decidiu torturar mulheres, mesmo depois que eu lhe garanti que te deixaria se fizesse isso, você fez e estamos aqui.

- Se não fosse por isso, você me deixaria para ficar com Logel, então não torne isso mais complicado do que é.– ele rosnou, e o conselheiro de cabelos escuros sorriu.

- Mas então.... – ele o incitou a continuar.

- Gostaria de refazer isso – ele engoliu em seco – terminar do jeito certo. Eu quase te perdi hoje, e me sinto miserável por isso, porque tenho perdido você em tantos aspectos da minha vida.

- Tudo bem, e como seria "terminar do jeito certo"?

- Com um último beijo – ele encolheu os ombros – não é como se você me amasse, ou fosse me ter como um amante novamente.

Taelin o encarou por longos segundos como se não acreditasse em suas palavras.

- Nós brigamos muito aqueles dias, dissemos coisas que não deveria ser dita, nós magoamos muito – ele sussurrou – não é assim que desejo me lembrar, sabe, da nossa última vez.

- Eu sou casado...

Agalardiel não deixou ele terminar de falar, sabia que se pensasse muito Taelin não riria ceder, e assim ele colou seus lábios, o elfo silvestre virou o rosto para fugir de suas investidas, e o loiro nem se deu ao trabalho de perseguir seus lábios, concentrou-se em seu pescoço, logo abaixo de sua orelha, e o som pronunciado pelo outro o fez rir assim que se afastou. Mas não foi muito longe, estava inclinado sobre Taelin, seus narizes quase se tocavam, e seus olhos estavam baixos para encará-lo.

A eternidade e a MorteOnde histórias criam vida. Descubra agora