Naila podia sentir o calor do corpo do rei ao seu lado, quando ele se virou e a abraçou, sua respiração era tão silenciosa que ela não poderia determinar se estava dormindo ainda, ou apenas a observando, enquanto ficavam assim ela vasculhou o quarto do rei, o que era uma loucura tudo que estava acontecendo, ela ali deitada, depois de fazer amor com o rei que seu pai tanto odiava. Uma loucura! Mas uma boa loucura, a princesa teve alguns amantes, mas nada muito sério, e ninguém que provocasse o sentimento que agora preenchia seu coração, um sentimento caloroso que apenas se intensificou com o passar do tempo, mas faltava um pouco menos de dois meses para Aghna dar à luz, e seu contrato acabaria, não tinha ideia de como convencer seus pais a deixa-la ficar no reino élfico um pouco mais, mas já tinha se afastado muito de sua mãe, e sentia-se culpada disso.
- No que tanto pensa, mela? – Thranduil questionou, sua respiração quente contra o a orelha dela.
- Meu contrato está acabando, preciso voltar para casa. – com sua resposta o silencio voltou a reinar nos aposentos.
- Não quero isso. – sussurrou o rei, apertando-a contra seu corpo um pouco mais.
- Também não, mas não posso me ausentar tanto tempo de minha casa, sinto falta de meus pais.
- Eu entendo.
Enquanto o silencio voltou a reinar, Roäc apareceu na janela, batendo contra a madeira exigindo que deixassem entrar. Naila levantou e abriu a janela deixando o corvo voar para dentro e pousar em cima da cama, dando pequenos pulinhos.
- Seja bem-vindo Roäc, e exijo que se abstenha desse assunto aqui. – ela apontou para si mesmo e para o rei ainda deitado da cama.
- Cansei desse assunto – resmungou o pássaro – abra a carta princesa! Você vai adorar a notícia!
Naila abriu a carta, e leu com atenção enquanto um sorriso se formava em seu rosto, então ela largou a carta, abraçou o pássaro e pulou no colo do rei, enchendo-o de beijos.
- Minha mãe deu à luz! – ela gritou – é uma menina! Eu tenho uma irmãzinha!
- Fico muito feliz, parabéns. – Thranduil sorriu acariciando-a gentilmente.
- Eu preciso ir para casa, vou sair agora, posso chegar lá ao anoitecer! Vou pegar minhas coisas, minha égua! – ela beijou o rei com mais pressão, antes de começar a pegar suas coisas.
- Naila – ele chamou – realmente vai sair tão cedo? Quando vai voltar?
- Eu vou sim. – ela respondeu abaixando-se para vestir suas botas – vou voltar daqui um mês, desejo muito ficar com eles, depois conversaremos sobre como permanecer aqui! E podemos contar a eles sobre nós.
- Você tem certeza? Pode não ser o melhor momento para falarmos com seus pais.
- Podemos falar daqui mais dois ou três meses – ela disse ainda ocupada com suas botas – mas de fato temos que contar, pois eles não me deixarão ficar aqui nem mais um segundo depois que o bebe de Aghna nascer.
- Tudo bem, podemos conversar sobre isso depois da apresentação da criança ao povo.
- Vou faze-los convidar você – ela sussurrou e se inclinou para ele beijando-o com intensidade, e depois com pequenos selinhos demorados.
- Vou sentir saudades, mas realmente preciso e desejo estar ao lado deles nesse momento.
- Eu sei, mela nîn, boa viajem – ele se despediu.
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Naila chegou na montanha subiu as escadas rapidamente, correndo pelos corredores quando foi parada por duas mãos fortes.
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A eternidade e a Morte
FanfictieDepois da Guerra pelo Anel, Thranduil receberá em seu palácio hospedes ilustres amigos de seu filho, e um deles irá revirar seu mundo e o deixar completamente confuso, a mortalidade pode completar a eternidade? Uma continuação da minha fanfic já po...
