As sensações se acumulavam com o roçar de suas peles, dos músculos flexionando-se. Julian
sussurrava suas intenções nos ouvidos dela, seguindo-as como o bom estrategista que era. Ela deliciava- se com cada movimento dele.
– Julian – gemeu Katrina quando ele a rolou e a colocou sobre ele. Ela sorriu lentamente e começou
um lento e sensual movimento com os quadris.
– Tenha piedade – rosnou ele segurando as nádegas dela, para ajudá-la a pegar o ritmo.
Ela fez como ele mandava, e logo a pele de ambos estava úmida e brilhante de suor. Cada palavra era um arfar.
– Mais – exigiu ela, mordendo o ombro dele. – Eu quero mais.
– Que seja – segurando-a com firmeza contra o corpo, ele a levantou e a colocou de costas sobre a cama. Ele então atingiu uma nova profundidade, fazendo-a arfar mais alto. O beijo dele roubou o fôlego que lhe restava; somente uma sensação importava, a corrida em direção ao êxtase. Assim, eles
por fim o atingiram, juntos. Ela agarrou-se a ele, e ambos atingiram o céu que explodia.
UM TEMPO depois, quando Katrina já tinha quase recobrado o fôlego, o celular de Julian tocou na calça do outro lado do cômodo.
Ao lado dela, ele resmungou.
Ela riu e passou os dedos sobre as costas dele.
– Achei que estava ouvindo sinos repicando enquanto fazíamos amor. – Ela beijou o braço dele. –
Mas era o seu telefone. Deve ser a décima vez que ele toca.
– Eu vou queimar essa coisa. Faça-me o favor de jogá-lo na lareira.
– Certo. E dois segundos depois seus seguranças vão arrebentar aquela porta. Você sabe que eles
estão lá fora.
Ele ergueu o corpo sobre os ombros.
– Só sei que não quero sair do seu lado.
– Estou bem. – Ela o beijou. –
Missão cumprida.
– Katrina...
– Shh. – Ela tocou os lábios dele com o dedo. – Estou bem.
– Você ficará com Sammy e comigo no funeral?
– Sim. Se realmente é isso que deseja.
Como poderia abandonar Julian ou Sammy em um momento tão delicado? Por mais que ela
desejasse manter seu segredo e a família longe da mídia, ela jamais faria isso à custa de uma criança inocente. Ela precisava manter o relacionamento entre os dois estritamente profissional. Era a única forma de proteger quem ela queria tão bem.
A FAMÍLIA reuniu-se para o café na manhã seguinte. Eles comeram em silêncio enquanto o peso do dia recaía sobre eles.
O pai dele usava um terno novo, mais ajustado à nova figura esguia. Ele estava um pouco mais
corado, graças às caminhadas dos últimos dias. Julian ainda se preocupava com ele, mas Sua Majestade, o rei de Kardana, era um homem obstinado e orgulhoso.
Gigi estava sentada rigidamente, com uma compleição pálida. Seus olhos estavam tristes, mas seu rosto, formal. Ela já havia passado por muitas perdas na vida.
– Obrigada por concordar em cuidar de Samson, srta. Vicente. Será um dia longo para ele – disse Lowell.
– É minha honra, Sua Majestade – respondeu ela para o rei, mas seu olhar encontrou brevemente
com o de Julian antes. – Estou feliz em ajudar da maneira que eu puder.
– Também estou feliz por você estar conosco – acrescentou Gigi.
– Por favor, me avisem se vocês precisarem de algo – disse Katrina.
Grimes chegou junto com os assistentes do rei e de Julian, e começaram a passar a agenda do dia. A procissão do funeral seguiria do palácio até a catedral, onde uma missa seria realizada para a família, amigos íntimos e dignitários. A procissão seguiria depois para o Cemitério Nacional. Por fim, uma
grande recepção seria oferecida no palácio.
Julian observou Katrina enquanto as obrigações do dia eram explicadas, e pensou nas revelações dela do dia anterior. Ele não conseguia parar de pensar nelas, na verdade. Ela era tão boa e altruísta, e não
merecia viver com medo de revelações que jamais ocorreriam. Mas ela pedira tempo a ele, e Julian
concordara em lhe dar espaço.
Como ele desejava tê-la conhecido em outra época. Qualquer outra. Ele precisava do conforto que ela podia lhe dar, mas isso ia de frente com as ordens do pai de deixá-la sozinha.
Ele nunca fora um rebelde. Porém, hoje ele escolhia Katrina.
Na igreja, Katrina seguiu a família real até os lugares da frente, com Samson. Julian sentou-se ao lado do menino. Um aroma de maçãs chegou até ele, dando-lhe o sopro de força de que precisava tanto. Ele
olhou para ela. Katrina usava um vestido preto leve. Ele sabia que a intenção dela era a de não chamar a atenção da mídia. Um canto da boca dele curvou-se para cima – com a pele clara e o cabelo de um vermelho vibrante, isso seria impossível.
Samson estava sentado em silêncio, segurando a mão de Katrina. A conexão entre os dois era uma coisa linda de se ver. Julian então colocou a mão sobre a dela e a de Sammy. A paz daquela conexão imediatamente o inundou.
Julian fez seu discurso fúnebre, uma tarefa que se mostrou mais difícil do que ele imaginara. Quando voltou para seu lugar, Samson subiu no colo dele e descansou a cabeça no ombro do tio. O menino estava se comportando notavelmente bem.
Katrina estendeu a mão e acariciou as costas do menino. Para mostrar seu agradecimento por todo o apoio, ele cobriu a mão dela, entrelaçando os dedos.
Ela franziu o cenho e tentou tirar a mão. Ele a segurou com firmeza enquanto prestava atenção no discurso do ministro da Defesa, que elogiava a carreira militar de Donal. Quando a cerimônia terminou, Julian tentou continuar segurando a mão dela, mas ela retirou a mão com firmeza.
– Comporte-se – sussurrou ela.
Ele passou o menino quase adormecido para o colo dela.
– Não temos nada a esconder.
– Julian... digo, Sua Alteza, pare, por favor.
– Minha linda, se você me chamar de Sua Alteza mais uma vez, eu a beijarei aqui, na frente de todo mundo.
– Eu prefiro não chamar atenção – relembrou ela, de forma simples e gentil.
Com um aperto no ombro dela, ele tomou seu lugar ao lado do caixão do irmão. Logo, meu irmão,pensou ele, você estará em paz. Pode ficar tranquilo. Eu cuidarei de Samson.
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A Arte Da Paixão (Arlequin )
Romance~ʙᴇɪᴊᴏ ʀᴏᴜʙᴀᴅᴏ ᵉⁿᶜᵃʳʳᵉᵍᵃᵈᵃ ᵈᵉ ˢᵉʳ ᵃ ᵇᵃᵇᵃ́ ᵈᵒ ʰᵉʳᵈᵉⁱʳᵒ ᵃᵒ ᵗʳᵒⁿᵒ ᵈᵉ ᵏᵃʳᵈᵃⁿᵃ, ᵏᵃᵗʳⁱⁿᵃ ᵛⁱᶜᵉⁿᵗᵉ ᵗᵉʳᵃ́ ᵈᵉ ᵉⁿᶠʳᵉⁿᵗᵃʳ ᵘᵐᵃ ᵗᵃʳᵉᶠᵃ ᵃⁱⁿᵈᵃ ᵐᵃⁱˢ ᵈᵉˢᵃᶠⁱᵃᵈᵒʳᵃ: ᶜᵒⁿᵛⁱᵛᵉʳ ᶜᵒᵐ ᵒ ᵃᵗʳᵃᵉⁿᵗᵉ ᵗⁱᵒ ᵈᵃ ᶜʳⁱᵃⁿᶜ̧ᵃ, ᵒ ᵖʳⁱ́ⁿᶜⁱᵖᵉ ʳᵉᵍᵉⁿᵗᵉ ʲᵘˡⁱᵃⁿ. ᵈᵉˢᵉˢᵖᵉʳᵃᵈᵃ ᵖᵃʳᵃ ᵐᵃⁿᵗᵉʳ ᵉⁿᵗᵉʳʳᵃᵈᵒˢ...
