Capítulo 5

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Continuei indo na escola todos os dias da semana. Disse aos meus pais que já estava conhecendo pessoas, o que não era uma mentira. A internet foi instalada nesse meio tempo e eu pude conversar com a Bia por chamada de vídeo. Contei do Otávio e de como as coisas estavam indo e ela disse que eu estava indo rápido demais. Até meus tios e o Hugo apareceram pra me dar um oi.

Eu e meus pais passamos a noite do ano novo em casa, já que ainda não estávamos totalmente acostumados com a vizinhança, e estávamos bem cansados da mudança e da arrumação que a casa exigia.

Otávio me chamou pra ir à Praia no final de semana e meus pais me deixaram ir. Comecei a separar minhas roupas de praia e clube que quase nunca eram usadas pra escolher qual usar.

-Sempre gostei desse de babadinho. Esse azul combina com você.

- Gosto do ciganinha também.

-Você fica linda nele filha.

-Uso ele?

-Porque não? Que horas eles vêm?

-Que horas são?

-Hum, umas nove e dez.

-Já devem estar chegando então.

-Vai se trocar, e não esquece de pegar a bolsa com água e comida pra você.

-Ta bem.

-Divirta-se filhota. Pegou o protetor solar?

-Peguei mãe. Bom trabalho.

Corri para o banheiro e coloquei o biquíni que minha mãe escolheu e ainda coloquei um short jeans por cima. Ouvi a buzina do carro, peguei a bolsa com as coisas pra praia e corri escada abaixo. Entrei cumprimentando todo mundo e sentei do lado da Camila, namorada do Breno, e de motorista tínhamos o irmão mais velho do Otávio, o Augusto.

Não demoramos mais do que uma hora pra chegar lá. Mal pude me conter de felicidade. Coloquei minhas coisas na areia perto do pessoal, tirei meu short e pulei na água. Precisava do frescor da água do mar, sentir os beliscos do sal na pele, o cheiro da maresia. Que saudade de praia. Não demorou muito pra eu ver que a galera se jogou no mar também. Fiquei um tempo e sai pra passar protetor solar. A praia não estava muito cheia, o que era ótimo. Observei as pessoas no mar, na areia. Dava pra ver a sensação de alivio e liberdade na expressão de cada um.

-Quer uma ajuda aí?

-Pra quê?

-Passar o protetor.

-Eu dou conta. Meus braços são grandes.

-Estou vendo. Mas não custava nada me oferecer, certo?

-Augusto! Vai curtir o mar e não a minha garota.

-Não, obrigado. Tô curtindo a companhia.

-Acho que não entendi a parte da garota.

-Relaxa Miranda.

-Ele só está zoando.

-Claro que está.

Otávio sentou do meu lado e me deu um beijo demorado.

-Não precisa ficar se exibindo maninho.

-Tô tentando fazer você se mandar daqui.

-Não esquece que eu sou sua carona.

-Não esquecerei.

-Vou dar um mergulho.

-Vai tarde.

-Não precisa ser tão grosso Otávio.

-Isso é normal entre a gente Miranda. Estamos só brincando. Ta curtindo?

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