Continuei indo na escola todos os dias da semana. Disse aos meus pais que já estava conhecendo pessoas, o que não era uma mentira. A internet foi instalada nesse meio tempo e eu pude conversar com a Bia por chamada de vídeo. Contei do Otávio e de como as coisas estavam indo e ela disse que eu estava indo rápido demais. Até meus tios e o Hugo apareceram pra me dar um oi.
Eu e meus pais passamos a noite do ano novo em casa, já que ainda não estávamos totalmente acostumados com a vizinhança, e estávamos bem cansados da mudança e da arrumação que a casa exigia.
Otávio me chamou pra ir à Praia no final de semana e meus pais me deixaram ir. Comecei a separar minhas roupas de praia e clube que quase nunca eram usadas pra escolher qual usar.
-Sempre gostei desse de babadinho. Esse azul combina com você.
- Gosto do ciganinha também.
-Você fica linda nele filha.
-Uso ele?
-Porque não? Que horas eles vêm?
-Que horas são?
-Hum, umas nove e dez.
-Já devem estar chegando então.
-Vai se trocar, e não esquece de pegar a bolsa com água e comida pra você.
-Ta bem.
-Divirta-se filhota. Pegou o protetor solar?
-Peguei mãe. Bom trabalho.
Corri para o banheiro e coloquei o biquíni que minha mãe escolheu e ainda coloquei um short jeans por cima. Ouvi a buzina do carro, peguei a bolsa com as coisas pra praia e corri escada abaixo. Entrei cumprimentando todo mundo e sentei do lado da Camila, namorada do Breno, e de motorista tínhamos o irmão mais velho do Otávio, o Augusto.
Não demoramos mais do que uma hora pra chegar lá. Mal pude me conter de felicidade. Coloquei minhas coisas na areia perto do pessoal, tirei meu short e pulei na água. Precisava do frescor da água do mar, sentir os beliscos do sal na pele, o cheiro da maresia. Que saudade de praia. Não demorou muito pra eu ver que a galera se jogou no mar também. Fiquei um tempo e sai pra passar protetor solar. A praia não estava muito cheia, o que era ótimo. Observei as pessoas no mar, na areia. Dava pra ver a sensação de alivio e liberdade na expressão de cada um.
-Quer uma ajuda aí?
-Pra quê?
-Passar o protetor.
-Eu dou conta. Meus braços são grandes.
-Estou vendo. Mas não custava nada me oferecer, certo?
-Augusto! Vai curtir o mar e não a minha garota.
-Não, obrigado. Tô curtindo a companhia.
-Acho que não entendi a parte da garota.
-Relaxa Miranda.
-Ele só está zoando.
-Claro que está.
Otávio sentou do meu lado e me deu um beijo demorado.
-Não precisa ficar se exibindo maninho.
-Tô tentando fazer você se mandar daqui.
-Não esquece que eu sou sua carona.
-Não esquecerei.
-Vou dar um mergulho.
-Vai tarde.
-Não precisa ser tão grosso Otávio.
-Isso é normal entre a gente Miranda. Estamos só brincando. Ta curtindo?
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A vilã
Novela JuvenilToda história tem uma vilã. Certo? As vilãs também têm uma história por trás delas. Talvez não sejam vilãs porque querem, mas porque as pessoas as vejam assim. Sinto muito em dizer, mas essa não é a história de uma mocinha. Pelo menos não é o que a...
