Olá, amades, tudo bem?
Izuku estava eufórico, fechando os punhos e fazendo caretas contentes para os gráficos exibidos na tela. A agência deles estava alcançando o topo, ultrapassando as demais em um espaço de tempo curto, principalmente a agência na qual eles trabalhavam antes de Katsuki se demitir e levar com ele os melhores heróis do quadro.
Ele olhou para os amigos, os olhos marejados e um sorriso largo.
- Segundo lugar, gente! Sabem o que isso significa?
- Mais dinheiro na minha conta bancária! - Uraraka brincou.
- Dessa vez eu concordo com você, Cara Redonda. - Katsuki replicou, antevendo que Kaminari faria alguma piada a julgar pelo olhar divertido que ele dava em sua direção.
- Com esse monte de criança que você arranjou tem que dar certo - desviou de um grampeador que Katsuki lançou em sua direção - Não precisa ser violento, cara, eu estou apenas sendo sincero.
- Pois enfie a sua sinceridade no cu se ela envolve zombar de mim, Pikachu de merda. - deu-lhe o dedo do meio.
- Ground Zero, não arremesse objetos nos colegas, é arriscado acertar outra pessoa - Iida o repreendeu, movimentando a mão de modo robótico. Katsuki bufou revirando os olhos para aquele gesto enfadonho - E chame os demais de modo adequado, estamos em horário de trabalho.
- Correção: vocês estão em horário de trabalho, eu não. - cruzou as pernas, apoiando os pés sem se importar com a careta de desaprovação de Iida.
- Podia ter quebrado minha linda cabeça. - Denki concordou, rindo sem levar a sério, com um olhar preocupado e inocente tão falso que não enganaria nem mesmo uma criança que dirá um adulto.
- Mais fácil quebrar o grampeador que esse teu crânio. - passou a mão pelos cabelos, ajeitando os fios para liberar um pouco do cansaço - Agora, me digam o real motivo de terem me chamado aqui.
O olhar de Deku tornou-se um pouco menos animado e mais ansioso e isso ligou um alerta na mente de Katsuki. Ele se moveu, sentando enquanto ajeitava o traje de herói, aparentemente incomodado com o quanto se moldava ao seu corpo. Todos na sala estavam devidamente trajados com exceção dele.
Isso porque ele devia estar em casa, cuidando de outros assuntos e do filho caçula que tinha acabado de completar dois meses e definitivamente não devia estar com ele numa sala com um bando de estúpidos. Deku o chamara para uma reunião de balanço comercial dizendo ser importante a sua presença por motivos que explicaria durante o evento.
Algo estava errado e Katsuki podia cheirar como se fosse carniça. Era de manhã, ainda muito cedo e estavam presentes apenas os heróis que fariam a ronda no contraturno, o que significava que Eijiro, Shoto e outros estavam patrulhando naquela hora.
Katsuki olhou para Yusuke, deitado no bebê conforto ressonando e diante da hesitação de Deku ele perguntou novamente.
- Vai me contar ou não o porquê de ter me chamado aqui?
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Nosso Segredo (livro 2)
FanfictionAos poucos, Katsuki consegue compreender e aceitar a si mesmo, desligando-se das amarras que o prendiam às aparências. Sua postura e concepção em relação à própria identidade de gênero passam por uma reformulação e seus conceitos amadurecem ao ponto...