Consagração do Amor

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Toro Toro Restaurant
Dias depois:

As horas passavam rápido demais e tudo se adiantava com uma velocidade inexplicável. Dividindo o dia a dia entre a empresa, os afazeres de casa e a relação com a família e com os amigos, ainda restavam para Desiré e Lauren os preparativos para o casamento, mas estava tudo sob controle. Muitas pessoas estavam envolvidas na organização de um evento que seria grandioso e muito especial. Cada uma delas, principalmente as mais próximas, tinham um motivo de suma importância para estarem ali presentes e participativos naquele momento tão único para ambas as noivas. Cada amigo, familiar ou colega seria fundamental e indispensável.

Já prestes a entrarem no restaurante reservado para o jantar, o casal conversava ainda dentro do carro. Estavam ansiosas e ao mesmo tempo nervosas, pois comunicar aquela data para pessoas tão queridas, mesmo que pela segunda vez, possuía um peso emocional muito grande. O frio na barriga fazia-se presente de maneira intensa, trazendo o verdadeiro sabor de adrenalina e paixão para duas mulheres tão apaixonadas uma pela outra e pela história que estavam construindo há anos, podendo agora finalmente dar continuidade à um plano que foi interrompido abruptamente, mas que dessa forma trouxe maturidade e responsabilidade para se concretizar algo mais sólido e ensinar a elas o verdadeiro significado do amor resistente ao tempo e da resiliência.

— Você não acha que convidamos poucas pessoas? — Lauren, nervosa e ofegante, enquanto estalava cada um dos dedos das mãos, questionou.

— Pare de estalar os dedos!
Sua noiva então segurou suas mãos firmemente e a fez olhá-la nos olhos. — Convidamos apenas as pessoas necessárias, meu amor. O casamento será mais aberto, mas esse jantar tinha mesmo que ser assim, mais íntimo.

— Não sei, Desi. Às vezes tenho a impressão de que deixamos faltar alguém, é estranho.

— Isso se chama ansiedade. Essas coisas mexem mesmo com a nossa mente, mas fique tranquila, depois do casamento tudo irá melhorar.

— Você fala como se já tivesse se casado e adquirido essa experiência. — Lauren estranhou.

— Foi só uma suposição! Agora...
Destravou a porta do carro e a abriu parcialmente, colocando uma das pernas para fora. — Vamos? Estão todos nos esperando lá dentro!

Ah!Extravasou e deu um tapa no volante, tentando conter seu nervosismo. — Vamos, vamos logo antes que eu fique ainda mais nervosa.

Elas deixaram o carro e seguiram andando lado a lado, de mãos dadas, até o interior do restaurante, que tinha naquela noite um espaço exclusivo reservado apenas para aquele jantar. Enquanto andavam, Lauren reconheceu um veículo no estacionamento e comentou o fato com Desiré.

— É o carro da Lucy. — Semicerrou os olhos com certa estranheza. Não gostou do que viu.

— Lucy? — A mulher questionou, confusa, pois não sabia de quem se tratava ou, pelo menos não recordava-se do nome.

— É, Lucy. Aquela funcionária que anda me dando dores de cabeça na empresa. — Lauren proferiu irritada, enquanto andava com os olhos fixados no veículo.

— Você tem uma memória muito boa, Lauren. Como pode se lembrar tão perfeitamente do carro de sua funcionária?

— Ela trabalha na Bacardi há anos, meu amor. Sempre a vejo chegar ou sair. Utilizamos o mesmo estacionamento na empresa. É comum que eu saiba qual é o seu carro, oras. — Deu de ombros, desconversando.

— Existem milhares de carros iguais a este aqui em Miami e no mundo inteiro. Por que você reconheceria o dela, especificamente?

Ammm... Murmurou, enquanto fazia o possível para pensar em uma desculpa o mais rápido que pudesse. — Bom, porque... — Ela observou o carro e, por sua sorte, viu um adesivo que apenas funcionários da empresa possuíam, colado no vidro traseiro do carro. — ...porque tem o adesivo da empresa colado nele, veja. — Apontou para o local, e Desiré observou, atestando o que ela havia dito.

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