Capítulo 22 - Manuela

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Acordei na minha seguinte me sentindo muito satisfeita depois da noite anterior.





HAHAHAHAHA BRINCADEIRINHA.

Vamos começar de novo para eu nao acordar amanhã numa vala com a boca cheia de formiga.






Capítulo 22 – Manuela

Seus braços fortes se firmaram ao redor do meu corpo, ao mesmo tempo que apertava sua cintura com minhas pernas. Meus sentidos começaram a se misturar em completa euforia, enquanto eu sentia o sangue em ebulição correndo nas veias. Eu tenho certeza que o barulho que estava ricocheteando pelas paredes era do meu coração alucinando esmurrando as minhas costelas, e não da chuva violenta contra as janelas frágeis do apartamento.

Eu seria incapaz de decorar os caminhos daquele apartamento por que no momento a única coisa que eu tinha consciência era sua língua fervente violando a pele da minha clavícula por debaixo da aba da camiseta. Eu enfiei a mão entre seus cabelos crespos, completamente sem controle do meu corpo ou das minhas emoções. Eu só queria ficar nua com esse homem.

Só percebi que tínhamos chegado à cama quando ele me deitou de costas, de frente para ele, coberta por seu corpo musculoso. Nem por um momento sua língua desgrudou do meu pescoço, da minha jugular arfando em busca de ar. Ao contrário de mim, que estava completamente descontrolada, ele estava saboreando o gosto da minha pele, o cheiro do meu corpo, me deixando completamente ensandecida.

Puxei sua boca contra a minha, ansiosa. O gosto de café era tão masculino, tão surreal, que foi o suficiente para me deixar completamente molhada, completamente transtornada. Sua língua passeava pelos meus lábios, seus dentes roçando na minha pele sensível, enquanto suas mãos gigantes (sério, não tinha como ser normal uma mão desse tamanho) subiram pela minha cintura, deixando um rastro de fogo pela minha pele, tirando minha camiseta pelo caminho. O ar frio do apartamento em contraste com a minha pele fervente me atingiu feio um choque elétrico.

Arfei em insegurança quando ele se ergueu sobre os braços para me encarar. Eu me sentia completamente engolida por ele, por aquela pessoa gigante que era capaz de me consumir por inteiro. Por um momento seus olhos passearam pela minha pele avermelhada onde seus dentes tinham se arrastado se demorando em cada sarda, em cada reentrância, me fazendo corar feito uma adolescente de doze anos. Seu olhar queimava o meu corpo feito um raio laser.

E então ele olhou nos meus olhos, e foi como se uma bomba atômica subitamente explodisse em algum ponto abaixo do meu estômago enquanto aqueles globos oculares cor de chumbo que me encaravam e espalhavam ondas de calor incandescente por todo o meu corpo.

- Mais linda do que eu sempre imaginei.

A voz dele soou como um murmúrio, como se ele estivesse apenas pensando alto, sem que eu devesse ouvir. Mas meu corpo estava cada vez mais fervente, prestes a convulsionar, e mesmo assim não consegui desviar meus olhos dos dele.

Sem perder mais tempo ele apoiou o corpo sobre o meu de novo, enfiando o nariz nos meus cabelos enquanto buscava o fecho do meu sutiã com as mãos, os dedos roçando deliciosamente na minha pele descoberta.

Eu estava tão nervosa que minha boca saiu do meu controle e começou a falar sozinha.

- Hm, eu acho que preciso te contar uma coisa.

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