Capítulo 12

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Meu coração estava completamente acelerado e eu já suava frio, sabia que estava correndo um grande risco, que não deveria ter me metido, isso me fez pensar em um milhão de coisas ao mesmo tempo, o desespero começa a bater e antes de terminar a água penso que é melhor pegar a chave do carro e realmente sair de casa para disfarçar, mas sem deixar tão na cara que estou tentando fugir.

 Assim faço, pego a chave do carro e saio da cozinha em direção ao estacionamento onde o meu carro está parado. Quando estou abrindo a porta do caro escuto uma voz:

- Jonathan! – A voz entra como flecha em meus ouvidos. Era tarde demais. "Fuja, Fuja agora!!" Minha cabeça gritava, mas eu estava completamente paralisado. 

Eu olho em sua direção, fingindo que não sei o que ele quer, os seguranças estão ao seu lado e isso me faz ter ainda mais medo.

- Estou de saída. Leone está me esperando. – É a única coisa que consigo dizer, tentando manter minhas expressões calmas. Por dentro eu estava completamente desesperado.

Ele sinaliza alguma coisa para o segurança, um homem enorme que eu não sabia nem o nome, só o via como sombra de Roberto. Ele se movimentou rápido demais e a minha tentativa de esquivar foi um fracasso. Ele rapidamente me acertou com soco e me imobilizou segurando os meus braços travando-os nas minhas costas com força. Foi tudo muito rápido. A chave do carro caiu no chão, as minhas chances de fugir dali eram praticamente nulas. Ainda assim que tentava me debater com o homem, tentando me soltar, até que outro segurança se aproxima e imobiliza também, cada um segurava um dos meus braços, conclui que não adiantaria o esforço, os seguranças eram muito fortes e eu sentia os meus braços doerem enquanto eles puxavam para trás a ponto de deslocarem.

- O que está fazendo? – Grito para Roberto, cuspindo no chão o sangue da boca que ficou pelo soco.

- Eu te avisei que não o queria se metendo na minha vida. – Percebo que ele tira as mãos escondidas nas costas e estava segurando um taco de beisebol. Começo a me contorcer para tentar fugir, era em vão. "Ele vai me matar com isso..." Pensei desesperadamente.

- Você é louco! Eu não fiz nada! – Continuo gritando.

- Não me faça de idiota. – Ele cospe no meu rosto. – Eu conheço você como a palma da minha mão.

Vejo se preparar para me acertar, tento fugir, mas sinto a primeira pancada no estomago, eu não consigo gritar, doí todo o meu corpo, começo a tossir. Ele me olhava como se estivesse se divertindo com a minha dor e esperava eu sentir todo o impacto.

- Pare... por favor. – Minha voz sai com dificuldade, vejo-o se preparando para mais uma, fecho os olhos involuntariamente me preparando para a dor.

A segunda vem pior que primeira, sinto uma tontura, é muita dor. O ar não chegava aos meus pulmões, eu não conseguia respirar, a tosse vem com o gosto do sangue.

- Olhe para mim. – Sinto ele puxar meu cabelo, eu não abro os olhos. – Obedeça, posso passar o dia inteiro fazendo isso.

Abro o olho com dificuldade e o vejo se prepara para mais uma, penso quando tempo isso vai durar, até sentir a terceira porrada, eu tento gritar, mas a única coisa que sai é sangue da minha boca, sinto mais três seguidas, todas me fazem quase desmaiar de dor. Minha visão estava completamente confusa, eu sentia a dor, mas não conseguia mais abrir os olhos. Eu não aguentava mais, sinto ele bater no meu rosto me chamando e a água muito fria ser derramada sobre o meu rosto, me forçando a acordar pelo frio e susto. Abro os olhos, não deveria tudo que eu vejo é ele se prepara para mais uma e desejo morrer logo, sinto mais uma, duas, três, talvez quatro eu já não conseguia mais contar, continuava sentido as pancadas uma atrás da outra.

As marcas do medo.Onde histórias criam vida. Descubra agora