Leone e Emily iam sempre me ver no hospital, aproveitei o tempo para estudar. Era fim de tarde quando Leone apareceu no quarto, eu estava lendo alguns artigos. Ele veio até mim esboçando um sorriso.
- John, falei com os médicos e eles te liberaram.
- Não acredito! - Disse sem esconder a alegria.
- Disse que ficaria sob a minha supervisão. Então você vem comigo para minha casa até se recuperar totalmente.
Eu tinha que pensar o que fazer depois, eu tinha que planejar onde ia morar. Enquanto isso não tinha como negar o abrigo que Leone me ofereceu. Esperamos para que tirassem o acesso, ele me ajuda a levantar, as dores então bem mais suportáveis, infelizmente precisei de ajuda para me trocar, tirei a roupa hospitalar, foi quando vi a situação da minha barriga, estava completamente roxa e doía ao toque, foi impossível não lembrar, fico cabisbaixo, Leone percebe e me abraça com cuidado.
- John, vai passar. Venha vamos vestir logo uma blusa.
Ele coloca a blusa na minha cabeça e me ajuda a levantar os braços, ainda doía os movimentos mais bruscos por causa da fratura na costela. Sento-me na cadeira e ele me ajuda a vestir uma bermuda, me sentia constrangido, mas não tinha como negar esse auxílio. Quando estava terminando, Emily entra no quarto, ela se aproxima e ajuda Leone com a me levantar.
- Está bonito. – Ela diz com um sorriso no rosto e beijando a minha testa.
Eu sorrio de volta para ela, beleza era última coisa que eu conseguia ver em mim naquela situação. Leone passa meu braço pelo seu ombro e andamos até a cadeira de rodas, ele me empurra pelo corredor do hospital e Emily vem com as minhas coisas na mão. Entramos no elevador e seguimos até o carro de Leone. Com ajuda me sento no banco da frente, Leone no motorista. Emily me dá um beijo na testa.
- Passo lá mais tarde depois do trabalho. – Ela diz se despedindo.
Chegamos até a casa, Leone me acomoda no quarto. Mas prefiro ficar um pouco na sala, estava a muito tempo preso em um quarto. Leone liga a tv, me ajudando a sentar na sala, ele sai logo depois. Eu fico ali assistindo os noticiários, aquele apartamento tinha uma paz, era amplo e arejado também, tinha uma decoração moderna, ele era bem grande para apenas uma pessoa, me sentia bem ali.
Depois de alguns minutos Leone aparece e se senta ao meu lado. Ele tem o que parece um papel na mão.
- Eu queria te dar isso. – Ele me entrega.
Era uma foto eu não tinha certeza, mas parecia com o rosto da minha mãe, o encaro confuso, esperando que ele explique.
- É a sua mãe. – Ele me diz dando leves tapinhas na minha perna.
- Eu não entendo. – Meus olhos se enchem de lágrimas ao constatar que aquela era realmente a minha mãe, ela era linda.
- Nós éramos próximo. Quero que fique com ela, assim não vai mais esquecer o rosto da sua mãe e o quanto se parece com ela.
Eu o abraço agradecendo, toco a foto com os dedos como se pudesse senti-la. Tenho flashes de memória, talvez dela me colocando para dormir, lembro por um momento da sua voz e do seu cheiro, tenho a impressão de lembrar do seu rosto enquanto olho para aquela foto. Era uma sensação boa, simplesmente ficamos ali, eu só queria segurar aquela foto e não para mais de olhar.
**
Acho que acabei dormindo no sofá, percebo vozes ao redor quando dou por mim e tento se levantar para se sentar, não me lembrava de ter deitado. Olho em volta Leone está na cozinha e Emily está sentada na poltrona, ela vem para perto.
- Como você está?
- Me sentindo novo em folha. – Digo sorrindo.
- Pedimos uma pizza, está com fome? – Leone fala da cozinha.
- Muita.
Sentamos todos em frente à tv cada um com o seu prato, o meu tinha três pedaços de pizza e estavam muito boas. Emily estava ao meu lado comendo a sua, ela era delicada, mas tinha uma fome gigante, sua boca estava suja de molho, o que me faz rir, limpo-a com o dedo, ela sorri para mim. Leone parece se divertir com a cena, lembro que eles tiveram um passado e penso se isso não era demais para ele. Tento me conter nas expressão amorosas na frente dele, assistimos alguns episódios de uma série de comédia, o clima era agradável. Eu acabo cochilando de novo, escuto Leone me chamar:
- Hora de dormir, vou te ajudar a ir para cama.
Chegando no quarto ele nos deixa sozinhos, ela me ajuda a tirar a roupa e entrar na banheira, acabo sentindo vergonha da situação, ela percebe.
- Eu já vi tudo que tem aí. Não tem do que se envergonhar. – Ela sorri abaixando minha calça. Ela tinha razão, mas foi incontrolável tentar me esconder com a toalha no meu corpo. Ela percebe e me dá um beijo com um sorriso.
- Você é lindo de todos os jeitos. – Ela me ajuda a entrar na banheira, a água está quente e agradável. Fazendo meu corpo relaxar, acabo gemendo, sentindo um pouco de dor ao me acomodar.
Suas mãos faziam a água cair no meu ombro e era muito bom, eu a beijo, um beijo intenso. Sinto suas mãos passando pelo meu corpo e seus dedos passarem por mim com delicadeza, me faz senti prazer. E coloco a cabeça para trás amando a sensação que ela me faz sentir, uma das suas mãos está em minha nuca acariciando meu cabelo, a outra desce e me faz arrepiar.
- Vem aqui... por favor. – Chamo, fazendo um bico de pura carência, eu precisava dela.
- Se doer me avisa, certo?
Eu concordo com a cabeça, olho ela tirar a roupa, eu amava seu corpo, ele era lindo, só em vê-lo me sentia completamente realizado. Ela vem devagar, entra na banheira e senta me fazendo gemer, sentir o seu calor me levava a loucura.
- Doí? – Ela me pergunta.
- A melhor dor que eu já senti na vida. – Respondo sorrindo.
Ela domina a situação, com movimentos eram lentos, sinto seu beijo em meu rosto, sua pele macia sendo arranhada pela minha barba que estava ainda maior, ela morde minha orelha e eu não consigo controlar o gemido, suas mãos puxavam meu couro cabeludo, eu só conseguia pensar o quanto ela era perfeita.
- Está gostoso? – Ela sabia que sim, sabia que estava me levando até o céu.
- Eu te amo. – Digo gemendo, chegando ao meu ápice.
Ela se deita ao meu lado na banheira, cheia de vontade ainda, meus dedos passam por ela, sinto seu corpo excitado, minhas mãos vão entre as suas pernas, movimento com delicadeza, ela aperta minha mão e eu mantenho, sinto seu corpo se mexer me envolvendo. Quando ela estava quase chegando eu tiro minha mão, ela me olha furiosa e eu sorrio.
- Posso? – Pergunto em seu ouvido.
- Por favor... – Ela morde meu lábio.
Minhas mãos voltam e suas pernas apertam ainda mais, meu outro braço passa por suas costas e segura firme seu cabelo, beijo seu pescoço e sua boca com vontade. Sussurro em seu ouvido:
-Você fica incrivelmente linda quando está gozando. – Eu passaria a noite toda ali vendo aquelas expressões de prazer.
Minha mão não para de acariciá-la, ela geme, faço movimento precisos algumas vezes com mais intensidade e sinto ela segurar minha mão com força à medida que sente o prazer subir, suas pernas travam pressionando a minha mão e ela geme alto, um pouco alto demais. Eu a beijo e tiro minha mão, vejo-a esmorecendo sem energia. Cruzo sua mão na minha. Ela se aconchega em meu ombro, apesar do pequeno desconforto não digo nada, eu a queria ali perto o suficiente para que eu sentisse o cheiro do seu cabelo.
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As marcas do medo.
RomanceJohn é um jovem médico que há anos luta contra as crises de pânico. Sua vida sofre diversas reviravoltas levando-o a ficar cara a cara com os seus traumas, deixando ainda mais intensa as suas crises e seus medos. O dinheiro não era capaz de lhe comp...
