#33 - Família Cavalieri

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Mansão dos Cavalieri.

Sábado. Um convite repentino por parte de Daniel, trouxe as duas mulheres Jauregui para sua casa para um almoço informal e descontraído. Seus pais tinham vontade de conhecer a senhorita que seu filho tanto mencionava, então o incentivaram a chamá-la para almoçar, junto de sua mãe.

— Daniel é meu único filho. Tenho muito orgulho dele. — Joseph elogiou apertando seu ombro. — Sempre fui um pai exigente, mas muito amoroso. Quero o melhor pra ele em primeiro lugar. Só tenho medo de morrer e não vê-lo se casar com uma boa mulher, no entanto acho que vai ser exatamente isso que vai acontecer.

— Ele está iniciando a vida agora, Joseph. Não seja exagerado. Isso pode ficar para depois dos trinta e cinco. — Angelina se posicionou. — Meu marido em relação a isso consegue ser mais ansioso que eu. Talvez por um ciúme materno bobo, é claro. Quando olho pro Daniel ainda vejo o bebê que carreguei e tive nos braços por muito tempo.

— Sinto a mesma coisa, Angelina. — Clara limpou o canto da boca com o guardanapo. — Só que o tempo é inimigo das mães. Um dia eles são pequenos e cabem em nosso colo e no outro a vida corre nos deixando apenas lembranças de quando eram crianças. Eu daria tudo para voltar pra época que Lauren era apenas uma menina.

— E não tem mais filhos?

— Oh, não! Nunca quis ter muitos filhos. Meu falecido esposo e eu colocamos no máximo dois nos nossos planos, no entanto a vida preferiu levar Michael antes. Ele era apaixonado por Lauren, partiu muito cedo.

— Desculpe perguntar, mas do que ele morreu? — a mãe de Daniel perguntou sem jeito.

— Alguns estresses, tinha alguns problemas de saúde mais situações desgastantes no trabalho. Uma coisa levou a outra e então… — ergueu os ombros. — A vida deixou apenas Michelle e eu. Mas Michael...

Os talheres de Lauren caíram com força proposital sobre os pratos de cerâmica. Os presentes à mesa olharam diretamente em sua direção. Ela não parecia ligar para isso.

— Podemos por favor deixar meu pai descansar, mamãe? — pediu, olhando fixamente para a taça de água a sua frente. — Não acho que seja o assunto mais agradável para postergar na mesa dos Cavalieri.

— Certo, me desculpe. Acabo não percebendo o quão indelicada sou às vezes.  — olhou para Daniel, que jantava em silêncio. — Vamos falar sobre esse rapaz adorável aqui. Então está solteiro? É quase que inacreditável como as jovens dessa cidade deixam um príncipe desse solteiro.

Daniel sorriu genuinamente sentindo o rubor tomar conta de suas bochechas. Joseph e Angelina olharam para o filho que tomou um pouco de seu vinho antes de responder.

— Estou, dona Clara. O cupido não tem sido gentil comigo.

— É uma pena. — a mulher sorriu e olhou em direção a filha. — Dois jovens bonitos, de boa família, educados. Um desperdício estarem solteiros.

— Meu filho cresceu boa parte da adolescência com a avó na Inglaterra. — Joseph tomou a palavra. — Está sempre rodeado de belas mulheres mas ao que vejo não tem interesse amoroso em nenhuma delas. Até já cheguei a pensar que fosse… bom, que fosse daquele outro lado. O que me preocuparia muito, afinal, quero ser avô.

— Meu pai tentou por diversas vezes me tirar de um armário que ele mesmo criou. — o rapaz riu. — E mesmo se eu fosse, isso não seria empecilho para lhe dar netos.

— O que? Adoção, barriga de aluguel? Não é a mesma coisa, filho.

— Pai, assim você se torna completamente antiquado e retrógrado.

The Farm At SunriseHistórias para pegar e não largar. Descubra agora