Maria;
Eu e o Luan acordamos de onze da manhã, fui logo escovar os dentes já que tinha uma escova minha aqui, tomei banho e fui até o guarda roupa dele que também tinha uma parte só minha.
Perigo: Foi mal, Mali. -falou me abraçando por trás- Vacilo meu.
Maria: Vou te deixar na merda pra você aprender. -falei já com o meu vestido em mãos- Tem calcinha minha aqui?
Perigo: Tem não, procura aí algum pacote de cueca fechado, deve ter. -se jogou na cama
Peguei uma cueca box dele e fui até o banheiro me trocar, assim que eu saí ele se levantou e a gente saiu de casa indo até o restaurante da dona Neusa porque os nossos pais mandaram mensagem falando que geral ia almoçar juntos.
Luan parou a moto bem na frente e eu já tive a visão deles um pouco mais atrás, já tava geral lá. Saí da garupa e esperei o Perigo estacionar direitinho e então entramos.
Dei um sorriso quando todos olharam para nós e fui dando a bença em todos ali, geral família né?
Me sentei do lado da Vitória e o Perigo do lado do Souza que não largava o celular.
Ret: Vão querer comer o que?
Anna: Calma amor. -sorriu- Primeiro almoço com a família toda reunida.
Maria: Uhu. -bati palmas o que fez todo mundo rir e bater palmas também
Ret: Pronto, vão querer comer o que? -Vt e Souza riram enquanto negavam com a cabeça e eu fiz careta olhando para Vitória que retribuiu me olhando com nojo o que fez as duas rirem
Maria: Eu queria comer churras mas com uma entradinha de pão de alho. -sorri
Th: Gorda. -riu- Mas eu também quero.
Emily: A boca chega salivou aqui, fiquei na vontade Mali!
Então foi o que decidimos, pedimos churras com entradinha de pão de alho, larica boa.
Terminamos de comer e acabou que ficamos lá até a hora de fechar que é três da tarde, como minha mãe tinha dito, é a primeira vez que toda a família tá reunida então a gente quis aproveitar.
Tava tocando um pagodinho do bom e geral tava tomando uma gelada menos o Luan que ficava só no guaraná.
Levantei junto com a Vitória e a gente começou a dançar agarradinhas.
Maria: Eu sou o cara que seu ex vai odiar.
Vitória: Sua mãe vai amar.
Maria: E você nunca vai esquecer.
Vitória: E depois que a gente se beijar.
Maria: De quinta a quinta vai pedir pra mim um tbt.
A Vitória me rodou e depois me puxou de volta, ficamos assim até eu cansar.
Encostei na cadeira onde o Souza tava e beijei o
topo da cabeça dele.Souza: O que tu quer, biscoitinho?
Maria: Quero ir para casa, tenho que me aprontar pra faculdade.
Souza: E o que eu tenho a ver com isso? -fez careta enquanto bloqueava o celular
Maria: Você é a minha carona, ursinho. -pisquei e ele se levantou enquanto me puxava pra perto dele
A gente se despediu de geral e eu só conseguia ver os olhares de todos na gente.
Ret: Se liga ein, Souza.
Souza: Já te mandei o papo, Ret.
Ret: Eu te mato, parceiro. -falou fechando a cara e eu olhei pros dois sem entender
O Kauã terminou de me puxar dali e subimos na moto dele enquanto ele dava partida pra minha casa.
Ele estacionou bem em frente e eu desci olhando fixamente para ele que também não tirava os olhos de mim em nenhum momento.
Maria: Quer entrar? -falei arrumando o cabelo
Souza: Sei não. -desligou a moto- Vai rolar algo?
Maria: Com certeza não. -sorri e ele ligou a moto
Souza: Então tô indo. -bufei
Maria: Deixa de ser escroto. -bati no peito dele que riu
Souza: Abre a garagem aí.
Depois subimos pro meu quarto enquanto eu escolhia alguma roupa pra faculdade, queria algo confortável então peguei uma calça skinny e uma t-shirt preta, separei os acessórios enquanto o Souza tava deitado na minha cama ainda no celular.
Maria: Tu é viciado nessa coisa.
Souza: É uns bagulhos lá de SP. -falou desligando o celular e me olhando- Vai querer que eu te leve?
Maria: Sei lá, tá com nome sujo? -falei enquanto entrava no banheiro e via ele vim atrás
Souza: Tô mas consigo te levar de boa. -se encostou do lado de fora da porta e eu tranquei a mesma
Maria: Melhor não arriscar. -falei enquanto entrava no box
Tomei um banho rápido e depois sai de toalha indo para dentro do quarto, o Kauã tava mexendo novamente no celular mas logo quando percebeu a minha presença ali só de toalha começou a me encarar.
Ele mordeu o lábio inferior enquanto se levantava e vinha até mim, eu ia me afastando mas acabei batendo na parede e ele encostou os nossos corpos.
Mas quando ele ia tentar algo ele meio que negou com a cabeça e sussurrou um "foi mal" e logo depois saiu do quarto.
Acho que ele fez isso por eu ter contado a ele do estupro, com certeza ficou receoso e achou melhor se afastar.
Agradeci mentalmente por isso e me vesti e logo depois desci as escadas, tomei um pouco de água e chamei o Souza que tava deitado no sofá me esperando.
Saímos do morro e ele me deixou na porta da UFRJ.
Souza: Quer que eu te busque? -neguei
Maria: Horário de saída tem muito mais vermes. -falei enquanto dava o capacete pra ele- Valeu biscoitinho.
Souza: Quer que eu peça pra algum vapor, então? -falou enquanto colocava o capacete no braço
Maria: Meu pai resolve isso, Souza. -sorri e pisquei pra ele
Souza: Fica esperta, Alice. -ligou a moto
Maria: Relaxa, ursinho. -dei língua e fui em direção a entrada e quando eu olhei para trás ele ainda tava lá, esperando eu entrar
...
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O Destino Não Quis - Vol.2 [M]
Ficção Adolescente- Maria Alice e Souza 2ª Temporada de "Lance Proibido" Eu sei que sobre nós tudo é sempre complicado Mas, um dia vai se descomplicar, pode acreditar.