— Sair?
— É, não tenho nada pra fazer, e você também não parece muito ocupada.
— Não sei, acho que não estou afim de ser assaltada hoje. — debochei. Provocar Lee Heeseung tinha passado a ser o meu passa tempo quase favorito.
— Engraçadinha, é melhor fazermos algo juntos antes dos meus pais desconfiarem.
— É você quem quer enganar eles não eu. — disse. Logo me virei de costas e voltei a focar na louça.
— Você vai começar com isso de novo? Sabe bem que esse virou nosso problema a partir do momento em que assinou aquele contrato.
— Maldito contrato. — acrescentei. Pra falar a verdade, ele estava certo. Esse agora também é um problema meu. Mas que droga!
— Eu vou passar em casa, mas tarde volto pra te pegar.
— Heeseung, pode me fazer um favor? — perguntei antes que ele saísse.
— Depende.
— Para de ser chato, só queria que passasse em um lugar e comprasse ração para o Mi-sun. — juntei as mãos quase implorando.
— Mi-sun? Esse é o seu nome? — ele olhou para o cachorro como se esperasse obter resposta.
— Você vai ou não?
— Tudo bem, eu trago quando vier. Esteja pronta as quatro. — ele diz e se retira.
Antes de sair da cozinha, ele deixou o cachorro no chão. O animalzinho parecia observá-lo se afastar e logo sumir na porta.
Me aproximei dele e me abaixei em sua frente.
— Vai dizer que prefere ele á mim? Não seja ingrato! Eu que te resgatei da rua! — eu de fato estava sendo muito infantil. Não fazia sentido algum o ciúme, não era como se fossemos dividir a guarda quando o nosso "ralacionamento" terminar.
[...]
Eram quase quatro da tarde, e conhecendo bem a personalidade do Heeseung, já tinha me arrumado, estava apenas o esperando.
Liguei a tv, mas não fazia diferença já que ao invés de assistir, eu acabei me distraindo com o Mi-sun.
Levanto ao ouvir a campainha tocar, caminho até a porta já imaginando quem estaria do lado de fora.
Abri a porta e Heeseung logo adentra a casa. Ele carregava uma sacola, que eu arriscava dizer ser a ração do Mi-sun. Pelo menos ele lembrou.
— Papai chegou! — ele diz indo até o cachorro que já estava levantado no sofá. Ele abanava freneticamente o rabo, parecia realmente feliz ao vê-lo. Sorri ao ver a reação do pequeno, ele com certeza é muito fofo.
— Era só o que faltava. — disse indo até a mobília pegar a minha bolsa.
— Para de ser chata. — fala tirando uma tigela azul de dentro da sacola. Antes de sairmos ele colocou um pouco de ração e deixou em um lugar onde Mi-sun poderia encontrar.
Durante o caminho observava Heeseung dirigir. A imagem que eu tinha dele antes era totalmente diferente. Ultimamente tenho conhecido lados diferentes dele.
Sorri ao lembrar que ele parecia cuidar mais do cachorro que eu. Cobri descontraída mente o sorriso enquanto olhava pela janela.
Passamos um tempo em um restaurante. Depois acabamos parando em um lugar que parecia ser um bar, também tinha mesas de sinuca onde as pessoas passavam o tempo.
Sentamos no balcão. Até tiramos uma foto juntos, Heeseung insistiu em postar em algum lugar para que seus pais vissem.
Após pedirmos bebidas leves, conversamos sobre coisas aleatórias, mas em algum momento tocamos no assunto dos pais dele. Desde então ele começou reclamar sobre o quão controladores eles poderiam ser.
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A contract - Lee Heeseung
FanfictionSer azarada e quebrar a cara com frequência não era novidade, mas como dizem por aí "tudo que puder dar errado, vai dar errado". Eu achei que seria uma boa ideia sair pra beber, mas a verdade é que tudo pode piorar quando se coloca álcool no meio...
