Como eu pensava...

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— Sra.Lee eu-

— Por favor, não me entenda mal querida. Não estou te repreendendo nem nada do tipo — levantei a cabeça para olhá-la — Só quero entender melhor.

— Quando... A senhora descobriu? — perguntei receosa. Eu não faço ideia de como ela descobriu, mas gostaria de saber há quanto tempo ela sabe que está sendo enganada.

— Na verdade faz algum tempo. Acho que o Heeseung esqueceu que antes do Sr.Kim ser o advogado dele, é o meu.

— Então, por que não nos perguntou sobre isso antes?

— Inicialmente eu não sabia, Sr.Kim me procurou uma semana depois de vocês assinarem o contrato. — ela respira fundo — Eu não fui atrás porque... Eu já havia conhecido você, e realmente não via nada de mal, pelo contrário, eu simpatizei com você. 

— Obrigado... — disse em um susurro desconcertado.

— S/n, depois de assinar esse contrato com você, Heeseung tem se mostrado alguém diferente. Esse pirralho passava práticamente o dia inteiro jogando videogame... — ela se acomoda na cadeira — Eu só estou falando sobre isso com você agora, porque quero te perguntar algo... É realmente com você que ele tem passado o tempo fora de casa?

— Bom... Eu não sei o que ele anda falando para a senhora, mas ele de fato, passa bastante tempo comigo. — Apertei as mãos entre os joelhos, estava apreensiva — Agora ele até anda aparecendo no café onde eu trabalho, as vezes também almoçamos juntos. — Não sabia o que podia ou não dizer a ela, mas ela já sabe do pior mesmo.

— Como eu pensava... — ela sorri aliviada — É bom saber que não estou sendo completamente enganada.

— Se serve de consolo, eu estava completamente bêbada quando assinei, ele me pegou em um péssimo dia — por algum motivo acabei sorrindo.

— Aigoo, esse pirralho. — ela encara algum ponto da sala — Eu não sei o que vocês dois tem, mas seja lá o que for, está fazendo bem para ele...

Paralisei ao ouvir o que ela havia dito. Eu não tinha conhecimento de que estava ajudando Heeseung em algo, tudo que eu faço é chingá-lo e dar comida quando aparece lá em casa. Mas fazer bem pra ele, era algo que nem passava pela minha cabeça. A verdade é que talvez nem ele tenha percebido isso, e mesmo que tenha percebido, desacredito que ele poderia vir a me dizer algo assim.

— Eu quero pedir algo a você... — a mais velha fala e eu rápdamente me volto para ela, esperando que dê continuidade — Não diga a ele que eu descobri, continuem com... Seja lá o que vocês estão fazendo. Vai ser melhor assim.

— A senhora tem certeza?

— Claro. Eu nuca vi alguém controlar o Heeseung como você fez hoje. Eles sempre acabam brigando, tiveram um desentendimento no passado e bom... Não precisamos falar sobre isso, certo? Vamos apenas fingir que eu não sei de nada.

— Se a senhora prefere assim. — concordei suspirando.

— Agora vá atrás dele, nunca se sabe quando eles podem começar uma outra discussão.

Concordei com a cabeça e me retirei da sala. Caramba que baita instinto esse meu, eu tinha certeza de que alguma coisa iria acontecer hoje, só não imaginava que seria isso — pensei descendo as escadas. Assim que pisei no último degrau, avistei Ji-hoon se aproximar. Nossa, esse cara definitivamente não me passa uma boa impressão. 

Seus olhos fixaram em mim. Pensei em confrontá-lo e talvez tentar descobrir algo que ainda não saiba, mas não seria certo. A minha curiosidade vai ter que esperar, se tiver mesmo algo a mais nessa história, é o Heeseung quem deve me contar. Ele já me falou sobre a tal So-hyun, então não é impossível que me conte mais alguma coisa. Continuei o meu trajeto, porém Ji-hoon toma a minha frente, me fazendo parar.

— Ta perdida? Eu posso te ajudar. — ele diz enfiando as mãos nos bolsos.

— Não se preocupe, tem um GPS no meu celular. — ironizei dando a volta e passando o ele.

— Não seja mal educada, S/n. Só quero ajudar. 

— Eu não preciso da sua "ajuda". — sai procurando por Heeseung.

Caminhei pela casa a procura do meu "namorado". Acabei encontrando a cozinha, onde uma das cozinheiras disse ter visto ele no jardim. Voltei então a passear pela casa. Depois de um tempinho, consegui ver por uma das janelas, Heeseung, sentado em uma mesa que ficava debaixo de uma árvore. Em outra cadeira se encontrava, Ha-eun, obviamente.

Essa garota realmente me irrita. 

Segui até a porta que dava passagem para fora da casa. Caminhei em passos lentos até eles. Ao ver a cara nada satisfeita da garota ao me ver, senti vontade de provocá-la ainda mais. Me aproximei e sentei no colo de Heeseung, que não parecia se importar muito com o meu ato. Passei o braço por detrás do pescoço dele, apoiando-me. Ha-eun apenas revirou os olhos e saiu pisando firme. O que me arrancou um sorriso.

Após meu breve momento de realização, percebi o que tinha feito, e que apesar de sermos um "casal" aqui, não significa que eu possa criar uma situação como como essa. Até porque meu coração resolveu involuntariamente acelerar algumas batidas. Tentei me levantar e sair dali, no entanto, Heeseung passou a mão pela a minha cintura, enquanto a outra pousou pouco a cima meu joelho.

Talvez fosse algo estranho vindo da parte dele, mas o garoto nem ao menos parecia ligar pra isso, já que seu olhar estava fixo em Ji-hoon, que estava parado ao lado de Ha-eun perto da porta. Ji-hoon o encarava com a mesma intensidade, até Ha-eun o puxar para longe, o tirando da vista de Heeseung. Ele continuou encarando a porta por mais alguns segundos. Eu definitivamente não entendo a rivalidade existente entre esses dois.

— Com licença, se você puder me soltar-

— Sobre o que vocês falaram? — pergunta repentinamente, sem nem mesmo tirar os olhos da porta.

— Sobre o que falamos? — indaguei sínicamente. A verdade é que eu acho que deveria falar pra ele sobre a Sra.Lee ter descoberto o contrato, mas algo me impede, talvez por ela ter me pedido segredo. — Nada demais.

— Tem certeza? — insiste. Dessa vez voltando-se para mim. A aproximação repentina me alertou novamente sobre o pouco espaço que separava nossos rostos. Inclinei levemente a cabeça para trás, tomando uma distância segura. — Ela parecia séria.

— Mas isso é porque você arrumou confusão, queria que ela tivesse sorrindo? — tentei fugir do assunto. A atual situação em que eu me encontrava agora ficava cada vez mais desconcertante. Só pelo fato de estar tão próxima dele; mais uma vez.

— Eu não sou de ferro S/n. E você sabe que eu não me dou bem com ele. — bufou agora encarando algum ponto do jardim. — Eu não entendo porquê minha mãe insiste em trazê-lo aqui.

— Seus problemas não tem nada a ver com ela Heeseung. Quando se trata dele você sempre perde a cabeça, realmente não vejo razão pra isso. — Eu estava tentando, mas era difícil conter a minha curiosidade, na verdade nem se tratava mais disso, agora eu precisava saber o que mais existe entre eles.

— Não pense muito nisso. — voltou a me encarar. — Aliás, por que está no meu colo?

— Porque você ainda não me soltou.

— E por acaso eu te obriguei a isso?

— Cala a boca seu idiota, Eu só queria provocar a Ha-eun.

— Ah então agora é pra isso que eu sirvo?

— Para de falar bobagens. — dei de ombros.

— Já que é assim eu também vou te usar pra algumas coisas... O que namorados fazem quando estão sozinhos?

— Yah! Deixe suas garras de Heeseung longe de mim!

A contract - Lee HeeseungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora