— Vai me pagar por aquela mordida. — Seu susurro arrastado me fez arrepiar até em lugares que achei não serem possíveis.
— Então é assim que funciona? Eu tento ajudar e você se aproveita da minha boa vontade? — Indaguei inclinando a cabeça na tentativa de me desvencilhar de sua respiração próxima demais do meu ouvido.
— Eu não usaria esse termo, mas se é assim que você quer interpretar... — senti sua mão deslizar pela minha barriga exposta. É claro que me causando mais uma sequência de arrepios.
— Estou começando a ficar cansada de jogar esse jogo, sabia? — falei tentando não arfar entre as frases, o ar começava a fugir dos pulmões.
— Sério? — perguntou manhosamente. — Então vamos jogar outro.
— Heeseung...
Fiz uma pausa quando as palavras me fugiram à mente.
— O quê? Você vai dizer que não quer brincar comigo?
A palavra "brincar" deu um ar muito mais obsceno para as palavras do Lee. Um ar tão obsceno que meu coração acelerou uma batida, e depois duas, quando ele girou meu corpo para me fazer olhar em seus olhos penetrantes.
As mãos do Lee ainda brincavam com minha cintura, me apertando, ao mesmo tempo que me desafiava a recusar sua investida tentadora.
Ele sabia o terreno em que estava pisando. E sabia o poder que tinha sobre mim quando resolveu me seduzir; não só essa noite.
— Você vai me dizer não? — perguntou e podia jurar que seu olhar vacilou entre meus olhos e minha boca.
— E se eu disser?
— Então eu felizmente vou ter que te seduzir outra vez.
E lá estava aquele sorriso cheio de segundas intenções.
— Nem ferrando. — foi tudo que consegui dizer antes do Lee erguer meu corpo para me fazer sentar sobre a bancada mais próxima. — Acho que está muito confiante Hee. — ele emitiu um sorriso preguiçoso antes de prosseguir.
— E você está blefando. — pousou as mãos sobre minhas coxas e eu podia sentir como estavam quentes, mesmo com o tecido separando-as da minha pele. — Está sempre fingindo não querer o mesmo que eu.
— Uau. Que visão interessante sobre mim. — minhas mãos inconscientemente já deslizavam calmamente pelos braços e até os ombros do Lee. — Existe algo a mais que eu não saiba?
— Me deixe pensar... — ele puxou o ar por entre os dentes e mirou algo acima da minha cabeça antes de continuar — Você provavelmente sente uma atração incontrolável por mim, mas é orgulhosa demais para admitir.
— Ah é? — não segurei o riso. Deveria ser um tipo de desdém, mas isso se o que ele falou não tivesse carregado daquela verdadezinha dolorosa.
— É. E sei exatamente o que você quer agora. — fixou o olhar no meu e permiti que ele continuasse. — Você quer me beijar e esquecer o mundo lá fora. Mas temos um problema aqui.
Em parte a visão desnecessariamente bem detalhada que o Lee tinha de mim me incomodou. Incomodou porque eram todas verdade. E isso talvez quisesse dizer que não escondi tanto quanto queria o que ainda sentia em relação à ele.
Isso talvez quisesse dizer que sou tão terrivelmente transparente quanto gostaria de ser. Ou Heeseung tem uma observação absurda sobre tudo, algum dom divino que lhe permite ver através das pessoas; ver minha alma.
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A contract - Lee Heeseung
FanfictionSer azarada e quebrar a cara com frequência não era novidade, mas como dizem por aí "tudo que puder dar errado, vai dar errado". Eu achei que seria uma boa ideia sair pra beber, mas a verdade é que tudo pode piorar quando se coloca álcool no meio...
