Pode começar

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— Longe? — sorri ladino — Que irônico, tudo que você queria ontem era me ter por perto.

— E-eu? Não sei do que está falando. — disse. Embora seu rosto corado tenha o entregado.

— Você lembra? — gargalhei com desdém — Woah! Eu achei que não fosse lembrar por estar bêbado. — continuei sorrindo. 

— Não tem graça. — murmurou emburrado.

— Tudo bem, então... Eu vou manter uma distância segura de você, assim evitamos que você me agarre novamente, ok? — debochei do moreno que me fuzilou com os olhos.

— Eu estava bêbado!

— Eu não confio em você. — olhei-o nos olhos e sai da sala, seguindo para o quarto.

A cama encontrava-se bagunçada. As cobertas brancas quase não cobriam o colchão. Ele é um mimadinho mesmo, será que nem arrumar uma cama ele sabe? — questionei-me começando a arrumar a mesma.

Enquanto ajeitava a cama, podia sentir um pouco do perfume dele entre os lençóis. Se um dia eu descobrir quem fabricou esse maldito perfume, eu mando atear fogo na casa do desgraçado. Não é possível que um perfume impregne tão arduamente assim. — pelo menos não é cheiro de bebida.

Após terminar o que estava fazendo, decidi por procurar algo para comer. Prendia o cabelo em um coque enquanto atravessava o quarto e em seguida a sala. Parei na porta da cozinha relutando contra mim mesma para não fazê-lo, mas eu tenho um lado bom, por incrível que pareça. Eu tinha que perguntar se ele já comeu.

Burra;Não faz isso;Não faça isso S/n!

Ignorei meu demônio interior e voltei alguns passos para trás. 

— Você já comeu, praga?

— Puxa, obrigado por se importar — ele resmunga sem me olhar. — E, sim, eu já comi.

— Que ótimo! — juntei as mãos como se fosse bater palmas — Então pode levantar o traseiro do meu sofá e lavar a louça que você sujou.

— Na verdade, acho que não comi o suficiente. O que vai fazer?

— Aish! — reviro os olhos — Até parece que você é o meu animal de estimação e não o Mi-sun.

— Foi você que me perguntou se já tinha comido.

— E já estou me arrependendo. — retruquei indo para a cozinha.

[...]

— Agora que está alimentado, sou obrigada a avisar, que se não lavar aquela louça suja, vai sair daqui a pontapés. Literalmente. — Acrescentei.

— Eu já entendi!

— Anda, vai logo praga. — puxei-o fazendo levantar do sofá.

— Calma, a louça não vai sair andando, infelizmente. — reclamou enquanto eu o arrastava até a cozinha.

— Cala a boca e lava essa louça. — deixei o meu prato sobre a pia.

— Tô começando a cogitar a ideia de não te pagar mais. Você me maltrata muito. — reclamou começando a lavar a louça.

— Para de drama. Você suja, você limpa. — encostei-me do lado da pia. 

— Pode começar. — diz ele me surpreendendo.

— Começar o que?

— As perguntas. — deixa um suspiro longo. — Eu sei que quer me perguntar algo.

A contract - Lee HeeseungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora