Abri um pouco os olhos e senti a luz do sol vinda da janela me incomodar. Rolei para o lado e tateei a cama em busca do celular; o encontrando em baixo do travesseiro. Liguei o aparelho e olhei a hora. Acordar às oito horas é relativamente cedo para um final de semana. Desliguei-o novamente e tornei a fechar os olhos, em uma falha tentativa de voltar a dormir. Aceitando que não conseguiria dormir, levantei.
Me esgueirei até o banheiro.
Terminando de me arrumar, sai do banheiro e em seguida do quarto. Ainda bocejando andei pela casa até chegar a cozinha. Mas... Estou esquecendo de algo?
— Bom dia.
Dei um sobressalto pelo susto. Heeseung passou por mim e foi até a cozinha. O segui ainda com a mão no peito, tentando segurar a alma no corpo até que ela se reinstale. Sentei em um dos bancos no balcão e assisti o moreno procurando algo pela cozinha.
— Tá procurando o quê? — perguntei e ele parou para me olhar.
— Carne.
— E você já viu alguém guardar carne no armário? — indaguei com um sorriso mínimo.
— Vai embora. — fez gesto com a mão me expulsando da cozinha.
— Acho que não. — não contive um sorriso. — Ainda não comi nada.
— Não interessa, cai fora. — puxou o celular do bolso ao ouvir o aparelho tocar.
— Vou ficar onde estou Lee Heeseung. — retruquei convicta. Ele me fuzila com os olhos por um momento, mas logo volta a atenção para o aparelho.
— Fala Jungwon... — disse atendendo a ligação. — Ah, então foi por isso... — assistia em silêncio imaginando qual seria o motivo da ligação. — Tudo bem, faça como quiser.
Afinal, eles não estão em casa? E por que saíram sem avisar, nem Heeseung parecia saber o que estava acontecendo. Por que de repente tudo parece tão estranho?
— Onde eles foram?
— Fazer compras. — abriu uma outra vez o armário em busca de algo.
— E quando eles voltam? — Heeseung demorou os olhos sobre mim por um tempo. Como se ensaiasse suas próximas palavras.
— Por que quer tanto saber? — aproximou-se do balcão. — É medo de ficar sozinha comigo? — era impossível ler seus olhos. Se era brincadeira ou não eu não sei, mas conseguiu me desestabilizar.
— M-medo? — sorri nervosa. — Claro que não, de onde tirou isso?
— Talvez, da forma como está agindo? — deu a volta no balcão lentamente, sem abandonar meus olhos em nenhum momento. — Tem algo de errado com você?
— Pode por favor me explicar do que está falando? — questionei me ajeitando no banco e podendo ficar de frente pra ele.
— Antes você agia normalmente, mas de repente eu não posso nem mesmo me aproximar de você. — senti frio na barriga com suas palavras diretas. — Qual é o problema?
— Isso não faz sentido Heeseung, estou perfeitamente bem. Não tem nada de errado comigo. — tentei não demonstrar o Carnaval de sentimentos que surrava meu interior.
— Tem certeza?
— Claro que tenho.
— E se eu te beijasse agora? Ainda estaria tudo bem?
— O quê? — indaguei inconscientemente.
— Um beijo. Já fizemos outras vezes, e não teve problema. Vai concordar se estiver realmente bem. — argumentou. Pra ele deve fazer realmente sentido, pois emitia convicção em cada palavra.
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A contract - Lee Heeseung
FanfictionSer azarada e quebrar a cara com frequência não era novidade, mas como dizem por aí "tudo que puder dar errado, vai dar errado". Eu achei que seria uma boa ideia sair pra beber, mas a verdade é que tudo pode piorar quando se coloca álcool no meio...
