Circo

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— Oi Hee, quanto tempo.

Naquele momento eu não sabia como reagir, e acho que o Heeseung também não sabia, pois estava imóvel, e visivelmente perplexo. A mulher a nossa frente sorria ladino, olhando fixamente Heeseung, como se nada mais importasse ali, nem mesmo eu. Confesso ter sentido um breve frio na barriga, ver o possível grande amor do passado de Lee Heeseung, bem alí, a sua frente. O moreno apertou a minha mão com intensidade, deixando-me ainda mais confusa. O que eu deveria fazer agora? — Sair dali?

— Eu vou... Procurar a sua mãe. — arrisquei. Eu não fazia ideia de como deveria agir em meio aquela situação constrangedora, então apenas tentei me afastar. Talvez ele precisasse conversar com ela, talvez eu não devesse interferir, talvez... 

— Aonde você pensa que vai? — desviou pela primeira vez ali o olhar, seus olhos agora estavam fixos em mim, o que só piorou a minha confusão mental. — Nem pense em sair.

— Espera, você de novo? — So-hyun apontou pra mim, ela estava claramente confusa. E eu de fato, iria adorar arrastar a cara dela nesse chão maravilhosamente encerado. Além de ser uma nojenta que trata mal as pessoas, ela ainda é responsável pelo sofrimento do Heeseung. Há um tempo atrás eu não me daria ao trabalho de me meter nessa história, mas agora estáva muito além do passado que ela tem com Heeseung. — Achei que esse lugar fosse mais bem frequentado.

— Na verdade não — abandonei os olhos de Heeseung para encarar a mulher ali presente —, sempre existem pessoas como você por aqui. 

— Isso foi um elogio? — perguntou com um sorriso falso.

— Com certeza não — retruquei.

— Eu nunca gostei muito dos seus amigos Heeseung, mas dessa vez você exagerou. — referiu-se a mim.

— Ela não é minha amiga — A mão de Heeseung abandonou a minha e deslizou pela minha cintura, envolvendo-a em um único ato. —, é minha namorada.

Foi estranho o ouvir falar daquela maneira, ele obviamente já havia dito coisas desse tipo em outros momentos, no entanto, dessa vez tinha sido diferente, só não sei o por quê. Talvez tenha sido a firmeza com a qual ele proferiu as palavras, ou até mesmo a forma como sua mão rodeou a minha cintura, se duvidar pode até ser porque So-hyun estava bem alí, à nossa frente. A mulher continuou em silêncio por alguns segundos, achei que ela fosse demonstrar alguma reação, qualquer uma que fosse, mas ela não o fez. Apenas continuou imóvel.

— Nossa... Que péssimo gosto em Heeseung. — Indagou.

— Pelo visto ele sempre teve um péssimo gosto. — debochei.

— Ah não, eu não sabia que essa noite podia ficar pior. — Jay disse se aproximando.

— Parece que ainda vai piorar bastante. — comentou Jungwon ao seu lado.

— Era só o que me faltava. — resmungou Ha-eun aparecendo repentinamente.

— E o circo tá formado. — disse So-hyun cinicamente.

— Por que você voltou? Achei que tivessemos nos livrado de você. — reclamou Jay.

— Eu não tenho que dar explicações pra vocês, quero falar apenas com o Heeseung, então se puderem nos dar licença. — proferiu convicta.

Eu me sentia deslocada no meio de tudo àquilo, parecia grande demais para que eu pudesse entender, ou até mesmo participar. Eu não tinha muito haver com essa situação, uma vez que se trate do passado deles, de algo que aconteceu com eles. Eu nem deveria permanecer aqui. E arriscaria dizer que se Heeseung me pedisse para sair, me pedisse para conversar com ela, eu faria. Por mais que isso fosse me machucar. Afinal, por que eu sairia machucada dessa história? Tudo que me liga a ele é um simples contrato. Apesar de que recentemente eu tenha sentido que não é só por isso que eu continuo ao lado dele.

A contract - Lee HeeseungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora