Juízo perfeito

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— Ok! Então vamos fazer outras vezes até que se torne normal!

— O quê!?

— Eu preciso repetir!?

— Heeseung para de ser doido! Olha o que você tá falando!

— Eu sei exatamente o que estou falando. — retrucou convicto.

— Opa, eu achei que vocês não tivessem brigado? — Jungwon apareceu na porta.

— Agora a gente brigou. — respirei fundo me acalmando.

— A culpa é toda sua, eu vim apenas para um diálogo. — proferiu Heeseung.

— Diálogo o meu pé. — resmunguei. — Seu imbecil.

— Alguém me explica? — indagou Jungwon nitidamente confuso.

— Acontece que-

— Abre essa boca pra você ver. — ameacei tapando a boca do moreno antes que ele falasse o que não devia.

— É tão ruim assim? — questionou Jungwon.

— Não, não é. — respondi. — E já tá tudo bem. Não vamos mais brigar, então você pode ir. — empurrei Jungwon para fora do quarto.

— Tentem conversar como duas pessoas civilizadas tá? 

— Nós vamos. — disse e fechei a porta em seguida.

— Pronto, agora você pode reformular a sua frase e dizer que não foi àquilo o que você quiz dizer. — cruzei os braços.

— Mas foi exatamente o que eu quiz dizer.

— Heeseung você bebeu? Porque não está no seu juízo perfeito.

— Eu não estou no meu juízo perfeito há muito tempo S/n. — seu tom era sincero. — Você derrubou qualquer barreira que eu criasse entre nós.

— Eu fiz o quê? Do que você tá falando Heeseung? — estava completamente perdida.

— Deixa prá lá. — respirou fundo.

— Como assim "deixa pra lá" Heeseung? Você sempre foge de assuntos desse tipo, pode, por favor, usar um pouco de maturidade agora?

— Você quer que eu continue? — me olhou afrontoso. — Tudo bem. — Deu um passo à frente, aproximando-se de mim. — A verdade é que eu sinto vontade de te beijar toda vez que te vejo.

Será que ele realmente andou bebendo? Porque eu definitivamente não sinto cheiro de álcool.

— Era isso que você esperava ouvir? Pode conviver comigo depois de ouvir o que eu disse?

— Heeseung tá tudo bem com você? Tem certeza de que não bebeu nada ou tomou algum remédio? — podia parecer desdém, mas eu realmente estava preocupada com as coisas que ele estava dizendo.

— Eu não bebi ou tomei remédio nenhum. — Moveu-se mais uma vez em minha direção. — A única coisa que está perturbando minha mente é você, e eu não sei como parar isso.

— Eu sinceramente não posso acreditar nas coisas que você está falando. — passei os olhos pelo quarto, evitando o contato visual com ele.

— Acha que eu estou brincando? Pois eu não tô. Continue agindo como se não soubesse de nada. — o olhei sem entender onde ele queria chegar. — Mas eu não posso fingir que isso não aconteceu, nem vou falar que àquilo não vai voltar a acontecer.

Àquilo? Do que exatamente ele está... DO BEIJO!? Não pode ser real, ele definitivamente não está raciocinando.

— E... — Chegou mais perto me fazendo encará-lo. — Pare de fingir que só eu queria. — Se afastou e saiu batendo a porta atrás de si.

A contract - Lee HeeseungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora