Manipulação

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Despertei com o sol incômodo que adentrava o quarto. Cocei os olhos após o primeiro contato com a luz e pragejei baixo coisas desconexas. Lembrei que hoje teria que ir mais uma vez até aquela empresa problemática.

Odeio o fato de que as primeiras coisas que me vêm à cabeça ao acordar são os problemas.

Tornei a fechar os olhos tentando ignorar meus pensamentos que tentavam me obrigar a levantar.

Me remexi para sentir um peso pouco atrás de mim na cama. Arregalei minimamente os olhos antes de descer o olhar até o braço que envolvia minha cintura.

Meu olho tremeu em desespero após o fim da minha amnésia momentânea. As recordações da noite passada voltaram em um flash que quase me cegou.

Engoli em seco.

Me virei vagarosamente até que minha visão encontrou o rosto que menos deveria estar em minha cama.

Seus olhos abriram-se vagarosamente, talvez eu tenha o acordado ao me mexer. Ele respirou fundo enquanto despertava para me encontrar o observando ainda abismada.

— Acho que isso já aconteceu antes. — a voz rouca se manifestou para me fazer relembrar um momento da viagem que fizemos até Busan. 

— Que merda você tá fazendo na minha cama Heeseung!? — levantei agitada. Ao perceber que estava apenas com a roupa íntima puxei o cobertor para me cobrir, o que resultou em deixar o corpo do Lee descoberto.

Ele sorriu e se ajeitou enquanto eu divaguei o olhos pelo corpo coberto apenas pela box preta.

— Vai fingir perda de memória à essa altura? — debochou se sentando na cama.

— Eu só posso estar ficando louca. — resmunguei juntando minhas roupas que estavam jogadas pelo chão do quarto.

— Somos adultos, para de agir assim. — ouvi sua voz ao fundo enquanto me dirigia à porta. — Onde você vai?

— Eu vou embora! Isso é loucura!

— Esse quarto é seu, pra onde vai? — se levantou para vestir a calça.

Esse quarto é meu? Sim! Esse quarto é meu!

— Obrigado por me lembrar, agora cai fora! — juntei as roupas para entregar à ele.

— Espera aí, vamos conversar. — pediu enquanto eu o arrastava pra fora do quarto sem ao menos dar tempo para que se vestisse adequadamente.

— Isso não deveria ter acontecido! A culpa é toda sua, agora vai embora. — abri a porta e empurrei para fora, no entanto ele me impediu de fecha-la.

— A culpa é minha? — seu físico continuava exposto já que não dei chance para ele vestir a camisa. Quase caí em tentação outra vez. — Achei que você tivesse concordado.

— Existe uma diferença, você me manipulou. — tentei fechar a porta novamente, mas era praticamente impossível naquele momento.

— Eu te manipulei?

— Claro! Com toda aquela conversinha e... Aquelas... Coisas que você fez... — senti minhas bochechas queimarem. Minha explicação não serviu para nada além de alimentar o sorriso que surgiu em sua face.

— "Aquelas coisas"? De qual parte estamos falando? — o sorriso sacana dele só aumentava.

— Vai se ferrar Heeseung! — o empurrei para finalmente fechar a porta.

Escorei as costas na porta recém fechada. Não adianta se arrepender agora, é tarde demais. E ele até que tem certa razão. Eu estava ciente de tudo o tempo todo. 

A contract - Lee HeeseungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora