Peguei um táxi e segui até o endereço ainda guardado em minha memória. Ao sair do carro, certa nostalgia me abateu.
Me encontrava outra vez pisando naquelas calçadas.
Resolvi ignorar as lembranças, para que nada me impedisse de entrar lá.
Me desloquei até a porta do estabelecimento, me surpreendendo ao saber que o sino ainda ressoava no alto da porta. Sorri observando o lugar vazio. Apesar de tudo, eu vivi bons momentos aqui.
— Estamos fechados para... — ele permaneceu estático ao me ver — almoço.
— Existe alguma excessão pra mim? — sorri analisando sua expressão confusa.
— Meu Deus, eu achei que nunca mais fosse te ver. — veio até mim e me prendeu em um abraço, que retribuí prontamente.
— Eu senti sua falta, Jin. — o apertei.
— E acha que eu não senti a sua? — encerrou o abraço para me segurar pelos ombros. — Você nem me ligou em todo esse tempo!
— Desculpa por isso. — sorri envergonhada.
— Você vai me contar tudo que aconteceu agora mesmo. — me arrastou até uma mesa e puxou uma cadeira para que sentasse.
— Eu não quero atrapalhar seu horário de almoço. — deixei a bolsa sobre a mesa.
— Você vai embora, volta séculos depois toda trabalhada na ostentação e tá preocupada com o meu horário de almoço? — ele parecia realmente indignado com isso.
— Não exagera. — sorri.
— Vou pegar meu almoço, tudo fica melhor com comida.
[...]
— Então, o que você tá me dizendo é que... Se mudou para a Califórnia, salvou um cara que foi baleado, aí ele te contratou e agora você é vice-presidente dele? — ele mantinha sua boca entreaberta.
— Faltou a parte em que ele me obriga a voltar. — ressaltei observando sua face de choque.
— Já parou pra pensar que sua vida daria uma novela?
— Tô cogitando uma autobiografia, o que acha?
— Ótima ideia.
— Não é? — sorri e ele me acompanhou.
— Aquele... Garoto veio aqui algumas vezes. — Jin parecia receoso ao falar.
— Q-que garoto?
— O que você costumava namorar antes de ir embora.
— O que ele viria fazer aqui? Achei que me odiasse naquela época.
— Se ele te odiava eu não sei, mas que ele estáva triste, isso ele certamente estava.
— Por quê? Por que ele viria aqui?
— Em uma das vezes que ele veio, eu o atendi. Ele parecia tão solitário que eu tive que perguntar se ele estava bem. — Jin encarou um ponto invisível. — Ele resmungou algo que eu não consegui entender, então disse à ele que você não trabalhava mais aqui e que tinha ido embora. Foi a última vez que ele veio.
— Isso... Não faz sentido. — encarei meus dedos.
— Acho que vocês tem mesmo algo pendente.
— Temos sim, mas logo vou acabar com isso. — respirei fundo me ajeitando na cadeira.
— Bom, já vou reabrir o café, mas não acho que você possa servir mesas com esse salto quinze. — desdenhou. — então, cai fora.
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A contract - Lee Heeseung
FanfictionSer azarada e quebrar a cara com frequência não era novidade, mas como dizem por aí "tudo que puder dar errado, vai dar errado". Eu achei que seria uma boa ideia sair pra beber, mas a verdade é que tudo pode piorar quando se coloca álcool no meio...
