CAPÍTULO 13

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Jungkook parou diante da porta do quarto de Jimin, sentindo uma indecisão devastar sua mente. Uma culpa o consumia por tê-lo deixado no quarto e não ter voltado mais. Não checou se estava bem nem destacou um criado para ajudá-lo a desfazer os baús. A verdade era que não sabia a quem confiar essa tarefa, pois, para cada lado que olhava, apena encontrava hostilidade sobre um Park tomar residência na fortaleza dos Jeon's.
Estava na hora de Jimin descer para o jantar. Ele não sabia se deveria expô-lo a seu novo clã tão cedo, mas esperar apenas prolongaria a agonia. Era melhor acabar logo com isso e depois começar a se preocupar em fazê-lo se encaixar no novo lar. De que modo faria isso, Jungkook não tinha ideia.

Ele bateu suavemente e esperou, não querendo invadir sua privacidade, embora tivesse todo direito de fazer o que quisesse. Não tinha a intenção de deixá-lo com medo nem de antagonizá-lo. Na verdade, essa ideia lhe soava repugnante. Após um momento, ao perceber que o ômega não respondia às batidas na porta, Jungkook empurrou a madeira e encontrou o quarto completamente escuro.

O alfa tomou uma das velas do corredor, entrou no aposento e, para sua surpresa, ele estava vazio. Não havia nenhum baú. Nenhuma de suas coisas. Estava tão vazio quanto antes de tê-lo deixado sozinho naquele quarto, horas atrás. Por um momento perguntou-se se tinha dado ao ômega o quarto errado, mas sabia que não seria tão distraído assim.

Jungkook retirou-se e começou a andar pesadamente pelo corredor, abrindo portas em toda parte. Quando chegou ao próprio quarto, quase não entrou, mas então pensou melhor e abriu a porta. Se quisesse encontrá-lo, precisaria cobrir todas as possibilidades. Certamente saberia se o ômega tivesse descido até o andar de baixo.

Não era isso o que tinha em mente para o primeiro dia de seu casamento. Um esposo perdido que pode ou não ter o controle de suas faculdades mentais. Jungkook quase já sentia falta dele quando entrou, rapidamente olhou ao redor e percebeu que seu aposento estava repleto dos baús que o acompanharam até a fortaleza dos Jeon's.

Eles estavam abertos, e as coisas do ômega cobriam a maior parte do quarto. Mais notavelmente, Jimin estava encolhido em um canto da cama, no lado mais próximo da parede, e parecia dormir profundamente. Jungkook respirou fundo, ergueu as mãos e depois, exasperado, as deixou cair ao lado do corpo.

O ômega estava por todo o seu quarto. Suas coisas. Seu cheiro. Baús. Roupas. E estava em sua cama. Onde Jungkook dormia.

Jimin ainda não tinha se alimentado e devia estar faminto. Ele o arrancara de seu lar assim que os votos foram recitados, e o ômega não comera nada ao chegarem. O rapaz já era magro daquele jeito. Certamente não podia perder nenhuma refeição. Mesmo assim, Jungkook não queria perturbar seu sono. Jimin estava totalmente imóvel, e ele não entrara discretamente no quarto. O dia provavelmente o deixara exausto.

Jungkook aproximou-se quieto e inclinou-se para observá-lo. Era ridículo andar na ponta dos pés em seu próprio quarto em respeito a seu esposo, que havia tomado à liberdade de se mudar para o seu aposento privado.

Jimin parecia angelical em seu sono, com longos cílios negros tocando o rosto pálido. Os curtos cabelos loiros estavam sobre o travesseiro de Jungkook. O alfa lúpus achou aquilo curioso. O ômega tinha até roubado o seu travesseiro. Vestia um pijama largo de linho branco, que cobria modestamente todas as partes necessárias. Tudo o que podia ver era o seu rosto e um braço desnudo que descansava sobre o seu corpo. O outro o sustentava enquanto o ômega estava virado para a parede.

Se o acordasse, Jimin teria de se vestir para descer e, quando finalmente aparecesse no saguão, o jantar já teria terminado. Então, Jungkook preferiu apenas se certificar de que Jimin receberia comida assim que acordasse pela manhã. O alfa permaneceu ali por um longo momento, observando o leve subir e descer de seu peito. Então, olhou ao redor mais uma vez, para todas as coisas que agora ocupavam seu quarto. Ou melhor, o quarto deles, já que parecia que Jimin havia tomado o lugar para si.

GUERREIROSOnde histórias criam vida. Descubra agora