What do you want?

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– Ei, amigão! – Camila encontrou com Caio na sala de jogos. Quando a viu, ele deixou o controle do videogame de lado.

– Você está bem? Eles te deixaram sair?

– Sim meu anjo, eu estou bem. – Ela dobrou a perna e sentou-se em cima dela, sorrindo para ele, comprovando que estava bem apesar da sujeira em sua roupa, rosto. – Lauren contou a mim que você se sente culpado.

– Se eu não a tivesse chamado você estaria bem e sem ferimentos na cabeça.

– Não foi culpa tua, amor. Essas coisas acontecem, entende? Você foi um bom rapaz me chamando para sair. – o fez rir. – Não se Culpe mais, ok?

– Você está legal?

– Yep! Só com um curativo chato na cabeça, fora isso eu estou.. Ok.

Os olhos dele ganharam uma cor de ânimo.

– Ainda bem! Estou me sentindo melhor. – sorriu. – Você precisa de um banho. Depois venha jogar comigo!

– Sim senhor. – Ela foi até ele e o beijou no rosto.

Lauren colocava Angel para deitar na cadeirinha quando a mãe a abordou.

– Você está melhor do susto?

– Eu estou sim, mamãe. – ela prendeu o cinto na garotinha e se afastou. – Foi horrível, assustador e perigoso.

– Você trouxe os seus remédios? Não pode passar nervoso. É perigoso, Lauren.

– Não os trouxe, mãe. E está tudo bem comigo. Apesar do susto, encontro-me bem.

Clara a puxou para um abraço.

– Lembre-se de se cuidar em primeiro lugar. Depois vem Angel. Ela precisa de você 100% boa.

Lauren olhou para trás, sorrindo para o seu bebê movendo as perninhas gordinhas e alvejadas. Angel era tão pálida quanto a si. O gênio forte também se parecia com o seu. O jeito de sorrir resumia Camila. Ela também olhava como Mike Jauregui. Aquele bebê era uma mistura única de amor. Merecia somente o melhor. – Cuide dela para mim? Eu tomarei um banho e venho apanhá-la.

– Vá e não se preocupe. Estaremos aqui te esperando. – Empurrou-a, devagar. – Você cheira a cavalos!

Lauren deu uma harmônica gargalhada.

No corredor, Camila a abordou.

– O que há de errado?

– Nada.. – Lauren apresentou um olhar cheio de dúvidas. – Por quê?

– Eu ouvi a sua mãe mencionar os remédios que você não trouxe.

– Remédios de dor de cabeça! – ela disse, espontaneamente. – A de agora está me matando.

– Tá! Chega! Eu sei que você está me escondendo algo muito sério, Lauren. Sei que a magoei muito, que não vê motivos para contar comigo para o que tiver escondendo, mas estou ficando aflita!

– Não há nada a ser dito, Camila. Estou com dor de cabeça e isso é tudo. – O tom brado bastou a outra. Lauren, então, olhou para uma porta de madeira lisa, parecendo pensativa. Camila olhou para tentar entender o que prendia a atenção dela, já que Lauren parecia enxergar algo privado. – Tome um banho e lave a cabeça com cuidado.

– Ok.. O que a porta tem de especial?

Agindo de sobressalto, a outra riu.

– Quanta desconfiança! – Apresentou-se nervosa para uma pergunta que seria comum aos ouvidos de outra pessoa. – Eu tomarei um banho. Sugiro que faça o mesmo.

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